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sábado, 28 de novembro de 2015

Posted by Pasteleiro On 14:00 0 comentários

PASTEL DELIVERY - Luther (2010 - 2013)

Idris Alba é um ator que conheci, e perdoem a minha ignorância, através de Thor, no qual ele interpreta o guardião de Asgard, depois desse filme eu comecei a prestar mais atenção dele e identificar ele em outras produções, eu comecei a perceber que ele era um bom ator, e comecei a procurar outras coisas que ele fez, e foi assim caçando que achei no Netflix a série Luther.




Na série Idris interpreta o detetive John Luther, um policial que trabalha na divisão de crimes violentos em Londres, com um pavio curto e um temperamento dos mais complicados, ele pode ser visto como uma junção de House com o Dirty Harry e ainda com aquele poder de dedução britânico que só o Sherlock Homes tem, na vida desse homem tão atormentado é possível encontrar coadjuvantes interessantes como Justin (Warren Brown) um novato que acaba tendo uma forte ligação de cumplicidade com ele e a bizarra Alice (Ruth Wilson) uma serial killer que é fascinada pelo detetive.

A primeira temporada é muito boa, e lida com a forma como John encara seu emprego, e a relação com sua vida pessoal, em especial com sua ex-mulher , além disso também é explorado o lado mais agressivo do policial, através de uma investigação da corregedoria. O final da temporada é muito interessante e com um dos desfechos mais interessantes do mundo das séries.




A segunda temporada, fica mais centrada em casos da semana, já com John buscando ajudar uma jovem vitima de uma quadrilha de exploradores sexuais, em meio a pressão que está sofrendo ao trabalhar nas margens da lei, ele ainda precisa lidar com um serial killer que mata as vitimas como se estivesse em uma partida de RPG.




Por final a terceira temporada, que vem para fechar esse ciclo, explorando histórias em especial da segunda, e as consequências das atitudes de John, a trama é bem centrada em suas decisões e sua obsessão em proteger as pessoas que se importa, o desfecho da série para mim não é dos mais brilhantes, afinal eu esperava muito mais, porém dentro do que se propõe acho que é válido, não se compara a um Sherlock, mas com certeza vale a pena assistir. Esse dias li sobre rumores de uma adaptação para o mercado americano, só espero que faça, algo decente e não alguma adaptação mal feita.


Nota do Fábio Campos - 8,0

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Posted by Pasteleiro On 17:00 0 comentários

PASTEL DELIVERY - Jessica Jones (1 Temporada) (2015)

Um final de semana com feriado é a melhor opção para poder botar em dia as suas séries preferidas e nesse caso, graças a Netflix, tive a oportunidade de assistir à “Jessica Jone”, a nova aposta da parceria com a Marvel. Dessa mistura já tinha saído a ótima “Demolidor”, uma série muito boa que soube tirar um pouco daquela impressão infantil que os personagens da Marvel estavam começando a ter.




Bem, voltando as novidades, “Jessica Jones” explora uma personagem meio novata no universo Marvel, criada pelo pop Brian Michael Bendis, a protagonista do seriado ganhou uma revista depois que um pedido de HQ sobre a Mulher Aranha foi negado, sendo assim Bendis resolveu criar uma personagem, nesse caso uma detetive desbocada, com super poderes e com um passado de muito abuso nas mãos de um vilão.

A série em quadrinhos é uma das melhores HQs que li na linha Max, tinha ótimos personagens, enredos muito bons, e a Jessica, é com certeza uma daqueles personagens, que não tem como torcer contra, a forma como ela foi se desenvolvendo junto com Luke Cage dentro do Universo Marvel, é um exemplo de que bons personagens podem sim fazer parte do maior escalão da editora, mesmo não sendo tão poderosos.




Para o papel de Jéssica, a escolhida foi Krysten Ritter que os fãs de Breaking Bad podem lembrar-se pela sua participação na série. Como elenco de apoio temos ainda Rachael Taylor, vivendo Trish Walker a melhor amiga de Jéssica. Mike Colter no papel de Luke Cage, e David Tennant dando vida a Killgrave, o grande vilão da série.

Em termos de personagens, devo dizer que a série caprichou, todos têm um motivo de para ali, até mesmo alguns irritantes que acabam se tornando gatilho para outras tramas. A série também leva seus méritos por tratar bem uma personagem feminina, e isso fica claro com a forma como Jéssica é mostrada, em nenhum momento ela se desenvolve como uma mulher frágil ou mesmo como uma donzela em perigo, essa parece ser um das situações que ela mais foge, por sinal.

Quanto a trama, achei a história central muito interessante apesar de pensar que o vilão Killgrave, para todo o sadismo que prometia pareceu até uma pessoa moderada, afinal, com o poder que ele tem talvez pudesse ter ambições maiores. Já as tramas paralelas como a relação de Trish com a mãe, ou da advogada dominadora com a esposa, foram mais simples. Acho que seria legal vermos Jéssica explorando mais seu lado detetive, e quem sabe vermos ela atuando em casos mais comuns e menos heroicos, situação que víamos mais nos quadrinhos e um ponto que sempre gostei da personagem.




No geral, a série é bem construída, em alguns momentos ela peca por tentar ter uma pitada dos filmes mais recentes da Marvel que exploram mais a comédia do que a ação, eu ainda acho Demolidor uma trabalho mais interessante, por ter uma atmosfera mais sombria e um elenco de apoio mais forte. Resumindo, quem leu até aqui deve estar curioso em saber se a série vale a pena. Bem, devo dizer que gostei muito da trama principal e em alguns momentos a história criou um pouco de barriga, mas com certeza isso não chega a destruir o resultado final.



Nota do Fábio Campos - 7,5 - Calmaaaaa ainda não acabou



E para finalizar, vou soltar alguns easter eggs que a série tem e acho legal dividir com vocês, vou separar por categorias ok?


Quadrinhos:

Trish Walker: Na série é mostrada como a melhor amiga da Jessica Jones, nos quadrinhos, a ligação entre as duas não existe, e Trish é mais uma daquelas heroínas de segundo escalão, que ganha seus poderes de maneira mais idiota ainda, e adota o nome de Gata Infernal, o nome é bem tosco também, e a forma como ganha os poderes pior ainda.





Angela Del Toro: Mencionada bem de passagem em um dos episódios por Jéssica, como sendo uma investigadora muito boa, bem nos quadrinhos ela é uma detetive, conhecida como Tigre Branco; que faz parte do universo do Demolidor nas HQs




Quadro do Stan Lee: Na delegacia que a personagem tem um dos embates com Killgrave, no fundo podemos perceber um quadro do Stan Lee, o mesmo que vimos na série do Demolidor.




Will Simpson: O namorado da Trish (interpretado pelo Wil Traval) tem tudo para ser o “Bazuca” um ex-combatente de Guerra que é manipulado pelo governo para intervir em algumas situações, nas HQ’s ele tem uma participação importante em uma história do Demolidor.




Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss): Outra personagem que também tem presença nos quadrinhos, ela faz parte do núcleo do Punho do Ferro, o único dos futuros defensores que não apareceu ainda. Existia um boato que sua série seria trocada pela do Justiceiro, coisa que a Marvel negou a pouco tempo.





Detetive Clemons: Ele tem uma participação em uma história do Justiceiro escrita pelo Greg Rucka




Menção a Safira; Nos quadrinhos Jessica Jones chegou a ser uma super heroína de uniforme e tudo, e um pouco dessa brincadeira acaba surgindo em um dos episódios, quando em uma conversa com Trish vem a sugestão do nome e do uniforme.




Da Marvel dos cinemas

Menção aos Vingadores: Por vários momentos é mencionado o grupo de heróis, porém em nenhum são chamados de Vingadores, em boa parte se referem a eles, como o grupo do cara verde e do cara com a bandeira no peito.

A enfermeira Noturna: A ligação com o universo da Marvel dentro das séries da Netflix, ganha força com a presença lá no ultimo episódio da Rosario Dawson, que volta ao seu papel de Claire Temple, ajudando os heróis machucados. Seria ela a versão do Nick Fury de saias? Servindo como ponto de ligação das séries.





Policial Mahoney o amigo do Demolidor: outro personagem que aparece na série é aquele policial que fornece pistas ao Demolidor em sua série, ele está na delegacia, quando Jessica é atacada por Kilgrave.



Bem é isso, caso alguém de lembre de algo mais, me avise, e colocaria aqui na resenha e ainda creditarei :D.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Posted by Pasteleiro On 14:00 0 comentários

PASTEL DELIVERY - American Horror Story – Freak Show

A quarta temporada do hit de sucesso American Horror Story, resolveu apostar no circo de aberrações como tema principal, se antes acompanhamos uma trama situada em uma casa mal assombrada, depois em um asilo de loucos, e por fim em uma escola de bruxas, chegou a hora de ver Jessica Lange e cia, mostrando a cara como aberrações de um show de horrores repleto de personagens com passados sombrios, e atitudes macabras.




Eu já tinha assistido todas as temporadas, e acreditei que Freak Show seria a mais interessante, utilizando elementos da finada “Carnivale”, porém para minha surpresa, os personagens que pareciam promissores foram desconstruídos ao ponto de quase ficarem desinteressantes, poucos ao final da série se manterem interessantes.




Creio que dos personagens, os mais marcantes foram os do Michael Chiklis, que se sai muito bem como o homem forte do circo, que é cheio de segredos, e também com um caráter bem dúbio, Naomi Grossman que volta a dar vida a interessante Peper, e por fim Finn Wittrock que consegue se sair muito bem criando um dos psicopatas mais bizarros do mundo das séries.




Como disse essa temporada acabou me decepcionando, com um ambiente que poderia proporcionar tantas histórias, e uma Sarah Paulson com duas cabeças, essa temporada poderia render bem mais, porém ela se perdeu ao querer a cada episódio inserir mais e mais personagens e tramas na temporada, ao final da série ainda acharam tempo de colocar até o Neil Patrick com uma participação que mais pareceu para agradar do que para contribuir em algo. Outra coisa que me frustrou foi a Jessica Lange, que parece estar em todas as temporadas revivendo a mesma personagem, variar um pouco seria bom né?




De pontos positivos devo dizer que gostei muito da ligação que a série tentou estabelecer com Freaks um longa de 1932, que já comentei até por aqui, e retrata um grupo de pessoas que eram utilizadas como aberrações de circo e foram convidadas a fazer parte do filme, um clássico que até hoje é considerado por alguns de muito mal gosto.

Nota do Fábio Campos – 6,5

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Posted by Pasteleiro On 14:00 0 comentários

PASTEL DELIVERY - The slap

Pequenos atos podem acarretar grandes situações. Imagine um cenário, um churrasco de aniversário, vários amigos reunidos, um garoto com hiperatividade, um homem com temperamento brusco, e então tudo se junto e em um ato de impetuosidade o homem bate na criança com um tapa, acreditando que ela podia machucar seu filho com um taco.




Assim gira a trama de “The Slap”. Inspirada em uma minissérie que fez sucesso na Austrália, a versão americana conta com grandes atores em seu elenco como Uma Thurman, Melissa George (que fez o mesmo papel na série original), Brian Cox, Thandie Newton e Peter Sarsgaard, apesar de todo esse pessoal de talento, a minissérie acabou não rendendo muito e foi bem fraca em termos de audiência, mas uma prova que eu e o público americano não combinamos muito quando o assunto é entretenimento ou qualidade.

A forma como a trama é constituída tem uma estrutura que lembra muito as nossas novelas, só que a narrativa é bem mais interessante, creio que parte desse mérito se deve ao fato de ser mais curta e focar cada capitulo em um personagem, nesse caso nas pessoas que estavam no churrasco fatídico. A cada episódio vamos descobrindo um pouco mais sobre elas, e como esse evento de certa forma afetou suas vidas.




Outro ponto positivo de “The Slap” é que ela não tenta mostrar lado certo sobre nada, cada um dos personagens tem seu lado sombrio explorado e em cada episódio vamos descobrindo um pouco mais essas deturpações que são características essências para definir os personagens. É claro que alguns plots como o de Harry (Quinto) poderiam ser melhor explorados, e que faltou nesse caso um aprofundamento, por exemplo na relação entre o personagem e sua esposa, já que a relação dele com o filho é muito bem explorado na série.

Em relação a grande pergunta da série, sobre a atitude de Harry de bater em Hugo (Dylan Schombing), creio que a série levanta questões que vão além disso, e sabe muito bem desenvolve-las, apontando o dedo de culpado em relação a situação a cada momento para uma pessoa.




Para mim, “The slap” se tornou uma ótima opção, já que não gostou muito de produções muito extensas que tendem a se perderem com tramas que já não rendem como deveriam, uma pena que essa tentativa de emplacar algo diferente não funcionou, mas creio que serve como uma boa opção para quem quer um bom drama sem ter que assistir várias temporadas.

Nota do Fábio Campos – 7,5

terça-feira, 14 de abril de 2015

Posted by Pasteleiro On 20:00 0 comentários

PASTEL DELIVERY - Demolidor 1° temporada

Demolidor é a nova aposta da Marvel e Netflix para atingir um público um pouco mais velho e que adora esse mundo dos quadrinhos, a primeira tentativa da Marvel no mundo das séries foi a esforçada Agentes da Shield, que logo farei um resumo do que achei, e que tinha um tom mais fantástico, assim como Agente Carter, a segunda inclusão da Marvel no segmento. Já Demolidor, nasceu como um projeto diferenciado pertencendo a um pacote que ainda promete trazer para o canal de streaming Luke Cage, Jessica Jones e Punho de Ferro, e futuramente Os Defensores, uma série que contará com todos esses personagens, uma espécie de Vingadores do Netflix, tudo isso usando uma abordagem mais madura que foge um pouco do que conhecemos das produções da Marvel até agora. Porém, a grande jogada disso tudo é que apesar de terem tons diferentes tudo isso vai acontecer no mesmo universo, ou seja, o Thor, o Capitão América e o Luke Cage vão existir num mesmo mundo.




Deixando um pouco de lado essa grande jogada da Marvel, vou falar um pouco das minhas impressões sobre a série. Como disse, o tom é bem mais adulto, cenas de sangue são comuns na história e as lutas são muito bem produzidas. O elenco conta com um Charlie Cox inspirado no papel principal com uma atuação que lembra um pouco Christian Bale em Batman, mesmo a entonação da sua voz quando encarna o Demolidor me fez se lembrar um pouco do Homem Morcego. O cast ainda conta com uma Deborah Ann Woll muito bem no papel da Karen Page, e também um seguro Elden Henson como o gordinho gente boa Foggy Nelson. Mas como sempre em tudo que envolve super-heróis, o que mais prende a atenção é Vincent D'Onofrio que simplesmente arrasa no papel de Wilson Fisk, o maior antagonista do Demolidor, e que consegue de maneira segura ao longo da série ir construindo sua personalidade. O mais interessante de tudo isso é que elea ao contrário de muitos “bad guys” que vemos por aía é bem mais “humano” por assim dizer, com objetivos até que nobres, mas distorcidos por uma infância que o marcou.




Demolidor conta a história de Matt Murdock, o filho de um boxeador criado na Cozinha do Inferno (Hell’s Kitchen), um bairro de Nova York, que após salvar um velho de ser atropelado acaba ficando cego. Porém ele também acaba desenvolvendo outros sentidos. Na série, esse cenário é inserido em um mundo pós o filme dos Vingadores, e praticamente explica como as pessoas sobreviveram após a tragédia. É nesse cenário de caos que surge uma organização de criminosos chefiadas por um misterioso homem.




A trama baseada nos primeiros quadrinhos de Frank Miller é muito bem desenvolvida, com cenas que remetem diretamente aos quadrinhos, bom desenvolvimento dos personagens e toda a organização do império de Fisk é muito bem trabalhada, os seus asseclas conseguem com pouco tempo de tela se tornarem interessantes, dando assim muito trabalho para Charlie Cox, que quando tem seu tempo de tela tem de deixar o personagem Matt Murdock interessante, o que em alguns momentos acaba não acontecendo. A série para mim foi uma aposta certa, com um elenco bem redondinho, e personagens interessantes, além disso, ela nos proporcionou diversos easter eggs que vocês podem conferir aqui, (recomendo que o façam se já viram os 13 episódios), agora só nos resta esperar uma segunda temporada, e as outras séries desse Universo urbano da Marvel, que podia muito bem encaixar o meu querido Justiceiro nesse ambiente, acho que ele cairia como luva na trama.

Nota do Fábio Campos - 9,0

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

PASTEL DELIVERY - Better Call Saul (sem spoilers)

Foi uma jogada de mestre quando a multi-facetada Netflix anunciou a estréia de Better Call Saul, série que pretendia preencher os corações dos fãs viúvos de Breaking Bad. Tal decisão foi extremamente bem sucedida, transformando a série em mais um sucesso sem precisar de muita publicidade inicial.




Nas mãos do mesmo criador de Breaking Bad, Vince Gilligan, e de Peter Gould (que também esteve envolvido nas cinco temporadas da série do mr. White), Better Call Saul traz Bob Odenkirk no papel do advogado corrupto mais adorado do mundo do entretenimento, que na época ainda se chamava Jimmy Mcgill (por motivos ainda não esclarecidos, mas perceptíveis no decorrer da trama).




Acredito que todos que já conheciam o protagonista antes dessa série solo, a princípio estranharam sua personalidade. Formado em advocacia a pouco tempo, Jimmy vive entre a pobreza, a doença do irmão e a fuga de seu passado trambiqueiro enquanto tenta se consolidar no mundo da advocacia.

É um enorme alívio saber que o projeto vem sendo guiado pelos mesmos criadores de Breaking Bad, sendo possível ver uma amarração muito bem dada que, aos poucos, vai se mostrando como trilhos que findarão nos acontecimentos futuros, já conhecidos por nós. Jimmy não parece um personagem vazio de conflitos ou convicto em sua corrupção, na verdade é um personagem esférico, que traz profundidade à sua personalidade, uma transformação lenta e concreta, como algumas que acompanhamos ao longo de Breaking Bad, até, no último episódio da série, alcançar um clímax e nos inundar de catarse.




A todos os antigos apreciadores do personagem, aconselho muito Better Call Saul, e já adianto que não são apenas as transformações de Jimmy/Saul que estão presentes nessa primeira temporada, há algumas outras explicações (e personagens) presentes, e garanto que a lista aumentará ao longo da série.


Nota do Luiz Fernando Pierotti - 9,5

segunda-feira, 30 de março de 2015

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

PASTEL DELIVERY - The Walking Dead - 5° temporada

Walking Dead terminou ontem a sua quinta temporada, e nós fãs temos que agradecer, pois desta vez ao canal Fox achou uma estratégia interessante para diminuir o número de pessoas que baixam ilegalmente a série, afinal transmitir o último episódio da série no mesmo dia e quase simultânea a AMC foi uma estratégia muito boa e digna da HBO, então meus parabéns para eles.




Bem, agora que já fiz meu agradecimento, vou falar um pouco dessa quinta temporada,que começou eletrizante, mostrando o desfecho do plot de Terminus. Para quem esperava alguma novidade saindo dali acabou se deparando com outro momento mal explorado da série, e novamente me veio aquela sensação de que estava acontecendo uma correria para se chegar a um ponto especifico sem se preocupar com o desenrolar da trama, porém após esse arco, a série deu uma relaxada e apresentou um novo personagem, o padre Gabriel (Seth Gilliam), um homem cheio de remorsos por um passado nem um pouco santo que, com um pouco de relutância inicial, acaba aceitando fazer parte do grupo do Rick.

A primeira parte dessa quinta temporada ainda tentou dar alguns desfechos, como o que aconteceu com Beth, que tinha sumida já fazia um tempinho. Para isso, a série entrou em outro arco, se focando em um grupo de outros sobreviventes que se mantém organizado em um hospital abandonado, para isso eles recolhem alguns outros sobreviventes que buscam conviver em harmonia em uma politica de escambo.




Por fim, após a conclusão desse arco e o encerramento de alguns personagens que já estavam fazendo hora extra na série, como Beth (Emily Kinney), Bob (Lawrence Gilliard Jr.) e Tyresse (Chad L. Coleman), chegou o momento do grande ápice da série, quando de fato o grupo de Rick (Andrew Lincoln) chega a um local que pode ser o paraíso, nesse caso a cidade de Alexandria, administrada por Deena (Tovah Feldshuh), uma mulher rígida que busca reconstruir a civilização através do que acredita ser o modelo correto de sociedade, uma visão bem mais para os nossos dias e longe da tirania que vimos no arco do Governador. Porém, a chega do grupo de Rick acaba sendo como um choque de gestão, uma briga entre lideranças, uma que busca a harmonia e a que busca a sobrevivência.




No saldo geral essa temporada foi muito interessante, creio que a primeira parte com o arco do Terminus e depois o do Hospital foram pontos pouco explorados, porém quando o grupo chega a Alexandria e aí sim a série começa a mostrar algo diferente, ela cresce. Além disso, ela consegue algo meio inédito ao desenvolver diversos plots e deixar todos interessantes. E ainda nos premia (ou nos frustra) com uma morte sensacional, creio que uma das mais impactantes da série, e que leva um personagem muito carismático.




Agora é esperar para ver se ela vai seguir esse rumo de tentar trabalhar vários personagens com tramas interessantes, ou vai buscar um foco no Rick e em como ele vai administrar sua nova vida “pacifica”. Também iremos descobrir quem são os “Lobos”, um grupo que parece estar rodeando a cidade de Alexandria. Para matar a saudade da série, nos resta conferir “Fear the Walking Dead” a nova aposta da AMC, uma série derivada de “Walking Dead” que busca contar a trajetória de outro grupo de sobreviventes, só que agora de Los Angeles você podem conferir o trailer abaixo.





Nota do Fábio Campos para 5° temporada – 7,0

domingo, 22 de março de 2015

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

PASTEL DELIVERY - Banshee 3° temporada

Banshee é uma das séries que considero mais injustiçadas, talvez por estar em um canal não tão conhecido ela acabe ficando escondida de muita gente, só assim vejo motivos para não ver mais pessoas dando uma chance e acompanhando essa, que para mim, é um das melhores séries de ação de todos os tempos, com um roteiro que abusa da imaginação na hora de contar suas histórias e vilões que sabem dar e levar porrada muito bem. A série é garantia de altas lutas e digna dos padrões "série para macho", afinal além de muito sangue e tiros, as cenas de sexo são outro dos diferencias da série.




Para quem não conhece a série, recomendo e muito que assista, mas para dar um gostinho vou contar um pouco do que se trata. Lá no inicio da série, um bandido barra pesada (Antony Starr) resolve ir a pequena cidade de Banshee em busca de um antigo amor que largou ele para se ferrar, porém por um dos acasos do destino ele acaba se envolvendo em uma briga, entre o novo xerife da cidade e dois bandidos, o que ele não podia esperar é que todo mundo acaba morrendo na confusão, deixando só ele vivo, e por isso resolve se disfarçar de xerif, e tentar se arranjar na vida. A partir daí tudo o que poderia acontecer de desgraça se abate sobre a cidade.




Agora que já falei um pouco da série vou falar dessa terceira temporada, que foi uma das melhores, se focando no quarteto de criminosos formado pelo xerife, a sensual e fatal Carrie (Ivana Milicevic), o hacker Job (Hoon Lee) e o ex-boxeador e agora bartender Sugar (Frankie Faison), e no golpe que eles pretendiam dar em uma base corrupta do exercito, comanda pelo coronel Douglas Stowe (Langley Kirkwood). Esse plot acabou sendo, de fato, desenvolvido no final da série, entregando uma das melhores cenas de ação de todas, porém se a série teve um grande vilão, o nome desse cara é Chayton (Geno Segers), um indígena brutamontes que acaba ceifando a vida de alguém muito querido da série em um dos momentos mais angustiantes da temporada, outro ponto de destaque de Chayton é a cena de sua morte, uma dos momentos top da temporada, juntamente com a luta entre dois dos personagens mais icônicos da série e que acabou com um grande vencedor.


Como disse, adorei essa temporada que conseguiu desenvolver muito bem quase todos os personagens, como Brock (Matt Servitto) e Bunker (Tom Pelphrey) o ex-nazista que promete ser um dos focos da próxima temporada. Creio que o único núcleo que acabou sendo meio que esquecido nessa temporada foi do Proctor (Ulrich Thomsen),junto com a sua sobrinha Rebecca (Lili Simmons) e Burton (Matthew Rauch), seu guarda costas.




Bem. depois de um final eletrizante o jeito é esperar por uma quarta temporada ainda mais cheia de violência, novas tramas e outros plots, e também a irmandade nazista que chegou chegando, além disso o final dessa temporada levantou novamente uma possibilidade de aliança definitiva entre dois inimigos jurados.


Nota da 3° temporada – 8,0

sexta-feira, 6 de março de 2015

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

PASTEL DELIVERY- Boardwalk Empire - 5° temporada

Por várias temporadas acompanhei Boardwalk Empire, as primeiras temporadas foram as melhores, com muitas cenas de ação, ótimos atores e situações curiosas que envolviam a lei seca. Além disso, a possibilidade de ver grandes figuras da época como Al Capone e Charlie Luciano só faziam a série ser mais interessante.




O elenco então era um dos melhores já reunidos, encabeçados pelo versátil Steve Buscemi, Michael Shannon e Michael Pitt em papeis interessantes, a série prometia muito e cumpria boa parte do que se propunha, com um início arrasador que conta um pouco sobre a vida de um personagem obscuro da cultura americana chamado Nucky Thompson, e seu império em Atlantic City, Pois bem, agora que elogiei muito vou falar um pouco sobre o fechamento da série.




Como falei, as primeiras temporadas foram bem interessantes, porém assim que o personagem do Michael Pitt saiu da série a história foi ladeira a baixo, e parece que os produtores, diretores e roteiristas largaram de inovar e começaram cada vez mais a apostar no clichê e na ação. O drama foi pouco a pouco perdendo espaço, e os personagens com um núcleo mais interessante foram limados. Eu, por exemplo, achei ridículo os desfechos da Margareth (Kelly Macdonald), Nelson (Michael Shannon), Eli (Shea Whigham), Chalky (Michael Kenneth Williams) e Richard (Jack Huston), para citar somente alguns que tiveram suas participações encurtadas e com finais que pareciam feitos na hora, sem um pingo de coerência com a trama.




Mas, a maior decepção fica por conta do Nucky (Steve Buscemi) que nesse temporada ficou mais perdido ainda que nas outras, e em meio a uma trama toda atrapalhada ele pouco brilhou o seu destino ficou tão chato que a sua cena final ficou sem emoção nenhuma, me arrependo muito de não ter largado a série antes e infelizmente ter acompanhado esse desfecho tão ruim.


Nota do Fábio Campos - (Para quinta temporada) - 3,0

Nota do Fábio Campos - (Para a série) - 6,5

segunda-feira, 2 de março de 2015

Posted by Pasteleiro On 14:00 0 comentários

PASTEL DELIVERY - House of Cards - 3° Temporada

Frank Underwood, personagem interpretado pelo brilhante Kevin Spacey, já entrou há algum tempo na minha galeria de personagens mais interessantes dessa nova geração de séries, além dele podemos destacar o Walter White de Breaking Bad, o Tony Soprano da Família Soprano e o Don Drapper de Mad Men, todos personagens que vivem em um nebuloso nevoeiro de moralidade. Porém, entre todos esses, Frank ou Francis, é o único que tem uma parceira perfeita para seus atos, afinal, apesar de todos os citados terem relacionamentos com mulheres fortes, nenhuma delas pode bater de frente com Claire (Robin Wright).





A terceira temporada da série “House of Cards”, uma brilhante produção do Netflix, começa mostrando um pouco da vida do nosso protagonista Frank Underwood, que agora se tornou presidente após seus golpes e manipulações na temporada passada. Pois bem, nesse atual cenário ele tem que encarar novos desafios, e alguns deles com certeza não são tão fáceis de se lidar como o passado, se politica é seu jogo, essa temporada lhe rendeu adversários a altura. Entre os mais interessantes podemos destacar o presidente russo Victor Petrov (Lars Mikkelson), e dois velhos rostos do passado, Heather Dunbar (Elizabeth Marvel) e a escorregadia Jackie Sharp (Molly Parker).




Bem, não vou falar desfechos das tramas, só citar alguns pontos e evitar falar spoilers, afinal a série é recente e fica complicado ficar comentando pedaços dela aqui, sendo que a maioria das pessoas que vão ler isso podem não ter visto. Dito isso, vamos lá, como disse acima um dos pontos mais interessante da série é a dinâmica do casal Underwood, ponto esse que é extremamente explorado nessa temporada, também é interessante para entendermos um pouco se ambos são realmente iguais em seus objetivos e caráteres. Quem curte essa dinâmica vai amar essa temporada.
Outro ponto muito legal na série é o fato dela brincar com situações reais, coisa que acontece e muito bem com Victor Petrov, que além de possuir as mesmas inicias que o Vladmir Putin, também tem um modo de governar bem parecido. Os episódios em que ele aparece são, para mim, os mais interessantes e os embates dele com Frank rendem alguns dos melhores momentos da temporada.




Agora que falei das coisas boas que a série entregou nessa terceira temporada, acho que é legal também falar do que senti falta. Primeiro que aqueles momentos "Frank e a câmera", que são para mim um ponto alto da série, estão bem escassos, e um deles nos rende um momento bem curioso na série, me fazendo questionar algumas coisas, vocês também vão reparar nisso ao chegarem nesse ponto da série. Em relação a Frank, acho que nessa temporada ele acabou ficando mais caracterizado como um vilão do que como um manipulador, visão que gosto mais, aquela representação dele como um cara com tudo sobre controle. Outra coisa que acabou passando em branco nessa temporada foram alguns personagens como o segurança dos Underwood, que na temporada passada parecia que teria mais destaque, porém acabou ficando bem apagado na trama, assim como Seth (Derek Cecill), o diretor de comunicação.




No saldo geral a temporada teve muitos altos e baixos, eu destaco quatro episódios que foram acima da média (Capitulo 29, Capitulo 32, Capitulo 36 e Capitulo 37), os outros foram legais, mas nenhum acabou sendo tão interessante como os que eu citei. Sobre o final, creio eu que acabou sendo um gancho, que inclusive me lembrou muito uma das temporadas de Sopranos, ainda destaco que do meu ponto de vista é necessária uma quarta temporada. Ou você também não quer saber o que vai acontecer agora?

Nota do Fábio Campos - 7,0

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 14:50 0 comentários

PASTEL DELIVERY - Agente Carter -1° Temporada

Bem, como muitos já sabem, e eu sempre reforço, sou fã da Marvel, porém ainda não tinha assistido o seriado Agentes da Shield. Tentei algumas vezes, porém os primeiros episódios são muito ruins e acabaram se tornando uma barreira, após várias tentativas acabei me arriscando e acompanhei a série que ao longo do tempo começou a me empolgar, hoje posso a colocar entre o seleto grupo de séries que resolvi acompanhar. Bem, se vou falar de “Agente Carter”, por que a necessidade de falar tudo isso? Pois bem, a série que conta o que aconteceu com a “namorada” do Capitão América após sua morte, entrou para tapar buraco da série Agentes da Shield até que a mesma voltasse com novos episódios, e assim como na série principal, também acabei não me empolgando tanto com esse tapa-buraco, nessa resenha procuro explicar quais os pontos legais e chatos que identifiquei na série.





Minha primeira sensação ao assistir a série é que a protagonista não tinha força para manter a mesma, não me refiro aqui a limitação da protagonista Hayley Atwell que interpreta a Peggy Carter na série, mas sim a pouca expressão da personagem dentro do universo Marvel. Para quem acompanha quadrinhos, sabe que tanto a DC quanto a Marvel não sou boas em desenvolver personagens femininas, e no seriado parece que existiu uma preocupação enorme em se tomar esse cuidado, a necessidade de explorar o fato da protagonista ser mulher em um universo machista como o da época até irritou em alguns momentos. Conflitante a isso, tivemos personagens masculinos bem interessantes. como o Howard Stark, um excelente Dominic Cooper, que conseguiu nos mostrar um pouco da onde vem o lado boêmio do “Homem de Ferro”, aliado a isso outro personagem interessante da série é o Jarvis. Não pense que falo do sistema que controla a armadura do Homem de Ferro, mas sim do personagem clássico dos quadrinhos, um mordomo e fiel escudeiro da família Stark, interpretado pelo ator James D'Arcy. Nesse hall de personagens ainda vale destacar Jack Thompson, Daniel Sousa e Roger Dooley, todos que também funcionaram bem na trama, apesar de trabalharem com personagens que beiram o clichê.





Muitas pessoas me questionavam se valia a pena assistir a série, eu sempre fiquei em cima do muro na resposta, pois a série, como disse acima, é muito esforçada e tenta com todas as forças dar credibilidade a Peggy Carter e suas ações, porém a trama esquece em muitos momentos de trabalhar melhor um antagonista, a organização Leviatã que parece surgir como um grande inimigo acaba ficando em segundo plano para plots menos interessantes, como a interação da Peggy na pensão em que vive ou mesmo a relação dela com uma amiga.




Em relação a cenas de ação, em grande parte não me agradarem, parece que a série não teve muita coragem de desenvolver algo. Após o final do último capitulo acabei pensando: "Legal, mas o que isso acrescentas ao Universo Marvel da Televisão e do Cinema"? A minha conclusão foi que ela acrescentou bem pouco, mesmo os famosos easter eggs foram bem contidos e só tivemos a inserção de um personagem icônico da Marvel, o Dr. Faustus, mas mesmo assim, isso foi pouco explorado.




O veredicto é que a série ficou muito presa e não soube para onde andar, e além disso assim como sua coirmão “Agentes da Shield” demorou a engrenar, e acredito que mesmo em seu final não conseguiu me empolgar tanto. Creio que a série serviu para abrir caminho para outra temporada, porém não consigo me empolgar ao pensar no assunto e só isso já mostra o fraco potencial que ela tem, uma pena que ainda não ivemos na Marvel uma personagem feminina com potencial suficiente para fazer algo além de figuração ou usar roupas justas.

Nota do Fábio Campos – 5,0

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

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PASTEL DELIVERY - Arrested Development (2003 - 2006) - Escrito por Daniel Guerra

Arrested Development é uma série de humor americana que teve início em 2003, que acompanha a trajetória de uma bem sucedida família Bluth, que passa por uma crise financeira depois que o patriarca, George Bluth (Jeffrey Tambor) é preso. O único filho capaz de dar segmento a administração da empresa é Michael Bluth (Jason Bateman), um viúvo que tem de controlar sua família que não está nem aí para economias ou sacrifícios financeiros. Cada integrante da família é um fracasso em particular, o que rende boas risadas com as situações que se desenrolam entre eles.




Com seu formato que lembra documentário, narrada pelo oscarizado diretor Ron Howard, abriu um filão de séries que viriam após seu fim como The Office, Community e Modern Family.







A série logo se tornou sucesso de crítica, e foi vencedora de vários prêmios Emmy e Globo de Ouro, mas, esse sucesso não se refletiu na audiência, fator que levou ao seu fim em 2006. Arrested Development tornou-se cultuada e campanhas foram criadas pedindo sua volta, ocasionando uma nova temporada com mais 15 episódios em 2013.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

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PASTEL DELIVERY - Marco Polo (2014)

Após toda divulgação que a série “Marco Polo” teve como o grande lançamento desse final de ano no Netflix, eu não tive como deixar passar em branco e resolvi acompanhar se realmente era algo muito bom ou se tinha mais marketing em cima do que qualquer coisa.




Pois bem, estrelada por Lorenzo Richelmy que faz o papel de Marco Polo, a série busca contar um pouco da vida desse que viria a ser um dos grandes exploradores do mundo. Antes de falar dos outros personagens, vou dizer um pouco sobre as impressões que tive ao longo dos episódios. No inicio achei que a série teria uma pegada um pouco mais histórica ao estilo “Roma”, por exemplo, porém ao longo do desenvolvimento da trama vi que a ação seria outro recurso muito usado, tendo alguns momentos de luta que lembram até os filmes do Bruce Lee. Essa mistura de artes-marciais, história e uma pitada de jogo de poder, para mim funcionou, mas entendo que não é uma coisa que vá agradar a todos.




Bem, agora que falei um pouco sobre o que achei da construção da série, vou falar um pouco dos personagens, creio que após Marco Polo, que tem o maior tempo de tela e é o protagonista, o segundo mais importante da trama é Kublai Khan (Benedict Wong), que tem uma atuação, a meu ver, bem consistente. Foram diversos os momentos em que mesclei admiração e repugnância em relação ao seu personagem, ele parece seguir a tendência dessas novas séries em que não existe um lado bom nem um lado ruim no personagem, ele é o que é. Completando o elenco, são vários coadjuvantes, nem tantos quanto em “Game of Thrones”, mas um elenco considerável. Dentre todos os personagens vou destacar alguns que achei que destoaram, seja por conta de atuação ou por relevância, Jia Sidao (Chin Han) que se destaca no papel do chanceler da China e que tem um dos hobbys mas legais que já vi, além disso ele tem um perfil manipulador/lutador muito interessante. Se as atitudes de Kublai Khan mesclam bondade a maldade, aqui o caso é a mais pura maldade com ambição. Outro personagem interessante e com potencial para ser o preferido de muita gente é o Cem-Olhos (Tom Wu), um monge cego e lutador, que parece ter saído de um filme do Tarantino tamanho a sua técnica e habilidade.





Além desse três que para mim são os mais interessantes, temos o príncipe Jingim (Remy Hii) o filho mimado do Khan, a imperatriz Chabi (Joan Chen), Byamba (Uli Latukefu) o filho guerreiro do Khan, Yusuf (Amr Waked) o vice rei, Ahmed (Mahesh Jadu) o ministro da moeda e Mei Lin (Olivia Chang), todos com boas participações na trama, e alguns se destacando pela atuação como o caso de Amar Waked que está muito bem no seu papel.

Bom, no geral a série é muito bem produzida, o seu maior problema acho que é o foco, afinal de contas acontecem muitas coisas ao mesmo tempo, e muitos núcleos acabam sendo desenvolvidos simultaneamente. Em “Game of Thrones”, por exemplo, isso consegue ser feito por conta de alguns atores brilhantes, o que funciona até que de maneira quase concisa, em Marco Polo alguns núcleos acabam sendo prejudicados pela limitação dos atores. O próprio protagonista não consegue gerar muita empatia, e creio que os momentos mais interessantes da série se dão pela maquinações de Khan e Sidao que acabam se tornando, de certa forma, os pontos centrais da trama. Os outros núcleos acabam sendo ofuscados por conta disso, e os momentos de romance envolvendo o personagem do Marco Polo, para mim, são os mais desinteressantes, talvez seja por conta da falta de empatia que o casal gera.




Para fechar, devo dizer que recomendo a série, ela não é excelente, mas está no mesmo nível de “Vikings”, por exemplo. Se em “Marco Polo” não existe uma preocupação histórica tão grande e os personagens não estão tão bem construídos, as cenas de ação e lutam e as boas atuações de alguns personagens tornam a série interessante.
Eu gostei e acho que vale a pena dentre as opções no Netflix.


Escrito por Fábio Campos

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Posted by Pasteleiro On 12:00 2 comentários

PASTEL DELIVERY - Mad Men - 7° temporada

Don Draper (Jon Ham) acabou a sexta temporada desmoralizado: com seu mundo quase destruído, sem as mulheres da sua vida, sem um emprego... Essa sétima temporada, que é a última, nos deu uma pequena dose em sete episódios (os outros só no ano que vem) do que irá acontecer nessa reta final.




Com Don ausente da agência, surge uma oportunidade para Peggy (Elisabeth Moss) brilhar, porém a sombra do seu ex-chefe e mentor faz com que ela nunca se sinta feliz na perseguição das ideias perfeitas para as campanhas.

Paralelo a isso, Roger (John Slattery) novamente tenta se reconectar a sua família, coisa ainda mais difícil com a fuga da sua filha para uma comunidade hippie. Já Joan, continua tentando fugir da figura de uma mulher sedutora no poder para se tornar uma mulher em busca do seu lugar na sociedade.




Essa temporada teve diversos momentos lindos, como as conversas de Don e Peggy e o discurso emocionante dela no final, além da despedida do querido Bert (Robert Morse) e sua aula sobre liderança que motivou Roger a tomar uma atitude e encurralar o babaca do Jim Cutler (Harry Hamlin), mostrando que ainda tem suas cartas na manga.






Não sei ainda como a série irá fechar (e isso é o que mais me faz querer acompanhá-la). Galgada em várias doses de realismo, ela é maçante para alguns mas se fortalece nos momentos em que mais deixa seus personagens brilharem. Espero que no final, Matthew Weiner nos dê a chance de poder acompanhar um dos finais mais emocionantes do mundo das séries - que, acho eu, não será da redenção nem da derrocada de Don, mas apenas a conclusão do que ele se transformou.


Escrito por Fábio Campos

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Posted by Pasteleiro On 14:20 0 comentários

PASTEL DELIVERY - Game of Thrones - 4° Temporada

E acaba mais uma temporada de uma das séries que junto com Walking Dead vem sendo a queridinha de muita gente.




Para terem uma noção, em termos de grandiosidade, ela é a mais pirateada da net e sua audiência (para um canal pago - HBO) é enorme, quebrando ano após ano vários recordes.

Novamente vou fazer uma resenha que busca não mostrar o que aconteceu na temporada, mas como cada família acabou se saindo. Mostrar quem subiu ou desceu no momento. Se você não viu essa temporada, recomendo que pare aqui sua leitura.

Se você viu, então vamos lá:



SUBIU



Casa Tyrelll - Nessa temporada acho que os grandes jogadores foram os Tyrell, conseguindo uma aliança segura com os Lannister, e eliminando o louco do Joffrey (Jack Gleeson) do caminho. Essa família, que nem é das mais tradicionais, conseguiu colocar novamente a jovem Margaery no posto de futura rainha e ainda conseguiu um bom casamento para o jovem Loras (Finn Jones). Se o patriarca Mace (Roger Ashton-Griffiths) é um tolo que quer ser pajem do Tywin Lannister (Charles Dance), o cargo de grande cabeça e estrategista da família fica com a Dama dos Espinhos, também conhecida como Olenna (Diana Rigg), que soube jogar muito bem o jogo dos tronos para derrubar uma das principais peças.




Casa Baratheon - Se Stannis (Stephen Dillane) passou por momentos difíceis e ficou lambendo as feridas da surra que levou na batalha de Agua Negra (terceira temporada), essa quarta temporada serviu para ele se levantar com a força e conseguir o apoio do poderoso banco de Braavos. Para isso ele contou com a ajuda do sempre leal Davos (Liam Cunningham), e é claro, seu grande momento foi no final da temporada, quando ele resolveu mudar seu ataque e agora vai concentrar suas forças no Norte.




Casa Bolton - Se Ramsay Snow (Iwan Rheon) era perigoso sendo um bastardo, imaginem agora que seu pai resolveu, após uma brilhante vitória em Fosso Calin, o tornar filho legitimo. Essa mudança de rumos e a afirmação de poder no Norte com certeza foi uma grande ascensão para eles. Provavelmente terão problemas na próxima temporada com o Stannis, mas ainda não sabem disso.





NÃO MUDOU



Casa Targaryen – Dany (Emilia Clarke) continua sua jornada pelo outro continente e essa temporada ela consolidou seu poder, o que poderia colocar ela como uma casa em ascensão. Porém, a sua inexperiência em liderar e sua decisões perigosas - como afastar Jorah Mormont (Iain Glen), e confiar em Daario (Michiel Huisman) - dão indícios de uma personalidade inconstante, além da sua pior jogada foi ter sido trancafiar seus dragões, como ficou claro nos casos do Jon (Kit Harington) e do Robb (Richard Madden), que mostraram que se manter longe dos seus animais protetores pode não ser uma boa jogada.




Casa Stark - Se na temporada passada os grandes perdedores foram os Stark, que perderam a força de Robb e Cat (Michelle Fairley), nessa temporada eles não sofreram tanto, mas não evoluíram também. Talvez a maior reviravolta ficou por conta de Sansa (Sophie Turner), que apesar de manipulada pelo Mindinho (Aidan Gillen), soube crescer e se tornar uma mulher mais poderosa; veremos como isso vai funcionar na série.
Já Arya (Maisie Williams) se manteve quase todo tempo andando com o 'Cão de Caça'(Rory McCann) e só realizou algo no final da série, quando partiu rumo a Braavos. Já Bran (Isaac Hempstead Wright) começou sua jornada espiritual que pode transformar ele em um jogador extremamente poderoso.




CAIU



Casa Lannister - Se na temporada passada os Lannister consolidaram seu poder, nessa temporada eles caíram muito. Começando com a morte de Joffrey, que era o grande representante Lannister no poder, o julgamento do Tyron e a humanização do Jaime (Nikolaj Coster-Waldau). Isto acabou enfraquecendo a casa. O grande golpe veio com a morte de Tywin e a fuga de Tyron, que deixaram os leões sem um poder central, a dúvida é quem tomará as rédeas da família. Será que a Cersei (Lena Headey) aguenta?




Casa Martell - Se Oberyn (Pedro Pascal) conquistou muita gente nessa temporada com seu charme, a sua casa não mostrou muito a que veio. A sua descida só valeu para uma luta que foi pautada pela sua arrogância. Como bem sabemos, em Westeros ser honrado e campeão da justiça não vale de muito, como bem descobriram os Stark. Agora só nos resta que na próxima temporada Dorne se mostre melhor e possamos descobrir se o pessoal de lá só sabe falar ou é bom em estratégia também.




Casa Greyjoy - Os Greyjoy estão muito quebrados, a jovem Yara (Gemma Whelan) tentou ajudar seu irmão e no final descobriu que ele já não é o mesmo de antes. Se o rei Balon (Patrick Malahide) não teve destaque essa temporada, é grande a chance dele voltar mais forte no ano que vem, afinal, não sabemos o que aconteceu nas Ilhas de Ferro nesse tempo.




Casa Arryn - Lysa (Kate Dickie) por anos tentou afastar sua família das confusões de Porto Real. Mindinho com sua chegada espetacular conseguiu não só colocar o Ninho da Águia no Jogo como também tomar conta dele, com isso ele está se tornando um homem cada vez mais poderosos e saindo o grande vencedor até agora.




Patrulheiros da Noite - Temporada com final eletrizante para eles, os selvagens quase os destruíram. Mas Stannis chegou com a misteriosa Melisandre (Carice van Houten) para dominar geral. Agora os homens de preto dependem do “verdadeiro” rei de Westeros para consolidar seu poder, porém, um fato: Como podem fazer isso sendo que tem de se manter neutros? E ainda, como lidar com os vários Selvagens presos, incluindo o perigoso Mance Ryder (Ciarán Hinds)?




Concluindo o post, devo dizer que esta temporada começou a fugir dos livros e começa a dar uma cara diferente a série.

Se isso é bom eu ainda não sei, mas senti falta de alguns pontos interessantes como um aprofundamento na relação entre Tyron e Jaime. Além da falta da personagem Lady Stoneheart, que seria de ajuda para dar uma virada na série.


Outro fato que me incomodou foi o tom arrastado de diversos personagens e a insistência em cenas como o romance de Missandei (Nathalie Emmanuel) com Verme Cinzento (Jacob Anderson), coisas que nem acontecem no livro e só atrapalham. A história do Tyron sobre o besouro é outro momento perdido.


Escrito por Fábio Campos