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BIRDMAN O GRANDE GANHADOR DO OSCAR

Leia o que achamos do filme que ganhou os prêmios de melhor filme e diretor

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Quer dar risadas e receber umas dicas de filme então entre e se divirta

TIM BURTON UM GÊNIO DESGASTADO?

Um grande diretor em um mau momento ou sempre uma enganação?

OSCAR 2015 - Tudo sobre a premiação

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terça-feira, 8 de abril de 2014

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Quando Caetano saiu da Ordem

Ser Caetano Veloso é um fardo enorme, pois carrega louros de vitórias antigas e criticas pelo momento de marasmo.
No começo dos anos 90 Caetano começava a ser contestado, onde estava aquele líder musical que brigou contra a ditadura? Será que ele se escondeu atrás de programas da globo? Ou ele foi parar embaixo da geração pop rock oitentista?




Caetano aproveitou os anos 80 para respirar e buscar inspirações, Velô (1984) mostrava um “Caê” namorando com a rebeldia “roqueira” que seria resgatada muito tempo depois no trio Cê, Zii e Zeê e Abraçaço ou até com o pop em Uns (1983).

Os anos 90 foram o resultado de somatória dos “Caetanos” 60, 70 e 80, pois traz um músico de peito aberto, sem medo de balas ou rosas e abrindo os trabalhos com Circuladô.

Fora da Ordem abre o disco sendo múltipla, é o poeta critico o artista completo e o ser sem medo de ser Caetano Veloso.

Caetano parece não temia ser agressivo num momento e de uma doçura enorme em outro ao proferir uma coisa linda tipo Boas vindas ou mandar dançar com Neide Candolina.

Quando cai para agressividade, o cantor destila o veneno da fantástica o Cú do Mundo quase que vislumbrando o Brasil que viveríamos em 2014.

Circuladô é um retrato perfeito de Caetano Veloso, seja para seus detratores chamarem-no de ambíguo e arrogante ou para que os seus muitos amantes o idolatrem pela genialidade, mas de qualquer forma, o que fica desse registro são sua urgência e capacidade de não passar incólume a uma boa audição.


Escrito por Rodrigo Moia

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Porque Listen without prejudice vol.1?

E lá vamos nós para mais um desafio de defender aquele disco que poucas pessoas gostam ou até teriam coragem de defendê-lo, mas nós do pastelaria faremos a tarefa!



Hoje em dia advogar a favor do George Michael é uma tarefa árdua, seja por sua guinada musical duvidosa ou por suas atitudes, o cantor se tornou persona non grata em boa parte dos veículos musicais. Mas no começo dos anos 90 a história era outra, o músico vivia um momento impar de sucesso avassalador graças a Faith(1987) que gerou nada mais que 20 milhões de cópias ao redor do mundo e pelo menos 4 músicas no top das paradas.

Com sucesso debaixo do braço George optou por um caminho mais complicado em seu segundo disco solo, pegou o funk misturou ao pop, foi ao R&B e ainda dormiu um pouco com jazz soando até que inovador para aquele momento do mainstream musical.

LWP abre com Praying for time uma canção pop “redondinha” perfeita para as rádios e isso se repete em Something to save e na boa Heal the Pain.
George Michael quase que anuncia a sua homossexualidade em Freedom 90, hit absoluto de 1990 e um dos clipes mais influentes da história.

Waiting for that day roubou tanto de You can´t always get what you what dos Stones que o cantor resolveu dar a coautoria das faixas para Jagger e Richards, atitude acertada e mais uma bela canção pop.




Listen Without Prejudice Vol.1 é aquela joia pop que pode ser ouvida em 1990 ou 2014 que será sempre atual, por isso, largue o preconceito e vá ouvir esse bom disco pop!



Escrito por Rodrigo Moia

segunda-feira, 10 de março de 2014

Posted by Pasteleiro On 14:06 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Cérebro Eletrônico e com Reverse Pesado

Chino Moreno é vocalista de uma das melhores bandas dos anos 90, talvez a única sobrevivente intacta e com fãs do famigerado New Metal, o Deftones.




Apesar de o quinteto continuar a lançar bons discos (Koi No Kan esta aí para provar isso) é pouco para a mente criativa de Chino.




Para aliviar as tensões criativas Chino se juntou a Shaun Lopez e Chuck Doom para criar o surpreendente Crosses.




Se o primeiro EP introduziu o trio, o disco autointitulado mostra a cara deles e o quão longe os três podem chegar.

Bitches Brew, Trophy e This is a Trick carregam no sabor eletrônico dos anos 90, cheio de efeitos e com uma leve influência de Massive Attack e UNCLE.




Já Thholyghst tem cara de música B abandonada pelo Deftones, se isso for verdade foi erro, pois é uma das melhores músicas do disco.

Option e Bermuda Locket são perfeitas para uma noite a dois, pois tem tempero picante e cheio de clima.

Chino Moreno funciona bem com o Palms, Crosses e até com aquele tal de Deftones, mantendo sempre o sua integridade criatividade.


Escrito por Rodrigo Moia

sexta-feira, 7 de março de 2014

Posted by Pasteleiro On 15:34 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Porque ...And Justice for All

Sabe aquele disco que ninguém entende?Ou melhor, entende e acha uma porcaria sem tamanho?Aqui vamos defendê-lo ou tentar mostrar outro lado desses “absurdos”.

Para inaugurar essa sessão um dos discos mais criticados da história,... And Justice for all do Metallica!





O quarteto de Los Angeles vinha numa ascensão enorme com o trio destruidor Kill em all, Ride the Lightning e Master of Puppets quando em uma noite fria durante a tour europeia, o ônibus do Metallica bateu e acabou deixando o mundo da música órfão de um dos maiores talentos da história, Cliff Burton.

Sem um dos pilares da banda como prosseguir?Para onde ir? Apesar dos questionamentos o trio resolveu continuar e ainda buscar o quarto elemento fundamental, um baixista.

Jason Curtis Newsted assume o baixo em 28/10/1986 pouco tempo após o enterro de Burton com uma missão dificílima e até considerada impossível por muitos, mas que foi encarada de peito aberto já no EP The $ 5,98 E.P: Garage Days Re- Revisited que gerou um ótimo buzz em prol do novato.

Entendeu o contexto?Poucos desafios à frente né? Sem um dos lideres, com um novato e ainda tendo que carregar o peso de equivaler ou superar um clássico, o Metallica entrou em estúdio para gravar... And justice for all.




Blackened abre o disco chutando a porta sem dó parecendo uma manada de elefantes adentrando um recinto, Lars Ulrich mostra a sua força e a dupla Hetfield/Hammet destroem tudo na ótima música.
... And Justice for all é introduzida com um belo dedilhado e desemboca em um metal clássico rápido e direto, apesar dos seus quase 10 minutos, a faixa é um dos grandes destaques do disco, principalmente graças ao ótimo trabalho da dupla Hammet e Ulrich.

Já nas duas primeiras faixas é perfeitamente perceptível um Metallica abusando de um áudio simples e mais próximo do começo da carreira.




Eye of the Beholder é a mais complexa do disco, cheia de riffs e ideias variadas que apesar da confusão sonora acaba por agradar e isso se deve ao fenomenal Kirk Hammet.

Perai, já citei as participações de Lars Ulrich, James Hetfield e Kirk Hammet, mas cadê o Jason Newsted?

E esta ai a grande polêmica, o baixo foi praticamente limado do disco inteiro, aparecendo de forma tímida aqui e ali, porém sem destaque nenhum!

Muitos acham que One e Harvest Sorrow gritam por um baixo mais audível, porém a dupla Hetfield/Ulrich optou por largar tudo na mão das guitarras e bateria pesada.




Apesar de polêmica a decisão da dupla pode ter sido acertada, já que um baixo poderia ali deixar o som do Metallica mais denso e desconfigurado, já que o disco caminha pela tensão de seus temas e instrumental intrincado.

Pedras foram atiradas nos líderes, porém vale lembrar que Newsted era um novato substituindo uma das maiores figuras do Trash Metal, fato que não é fácil, e se a intenção de James Hetfield e Lars Ulrich foi de blindar o jovem baixista, eles tiveram existo, pois apesar do baixo inaudito, Jason acabou angariando o carinho dos fãs.

A única faixa que conseguimos ouvir ali, bem ali no fundo, o baixo de Newsted é na faixa homenagem a Cliff Burton, To live is to die, uma instrumental forte e que tem em seu DNA o talento do falecido baixista e talvez por isso, a mais confortável para aparecer o baixo de Jason.

...And Justice for All deve ser ouvido inúmeras vezes para que seja entendido completamente, pois funciona quase como um patinho feio em meio a dois clássicos, Master of puppets e Black Album.



Escrito por Rodrigo Moia

quinta-feira, 6 de março de 2014

Posted by Pasteleiro On 20:10 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Metallica ou não Metallica

Quando anunciado um filme 3D do Metallica muitos torceram o nariz, ainda mais quando disseram que seria algo próximo do The Songs Remains the same do Led Zeppelin, talvez a única porcaria executada por Page e Cia.




E ai Through the never saiu... Na primeira fila headbangers xiitas que atiraram pedras, na segunda fila críticos metidos a intelectuais que ignoraram o projeto, na terceira fila quem nunca viu ou entendeu um show de metal e lá no fundo um pequeno público de fãs, que se arriscou a ver esse projeto, deixando a seguinte pergunta no ar, a baixíssima bilheteria e as criticas de todos os lados foram justas?Não, lógico que não.

O filme manteve o erro besta do Led Zeppelin de colocar uma história sem pé nem cabeça que começa do nada e termina em lugar nenhum, porém, sem a autoindulgência que Page/Plant teimaram em colocar no TSRTS.




Quando caímos no show, ele se transforma em uma ótima pedida para quem curte rock ou metal, pois a banda resolveu manter os erros desde uma microfonia até uma pane em um dos microfones enquanto James Hetfield cantava, fato que demonstra o quão desencanado e de certa forma verdadeiro, é o Metallica atualmente.

O setlist usa o fino da discografia da banda, abolindo canções dos renegados Load e St. Anger mas resgatando as soberbas Ride the Lightining e Hit the lights, vale notar também o tanto que Cyanide, única faixa do ótimo Death Magnetic, funciona com uma força cavalar!

Com bilheteria ou não, Through the never reforça um fato incontestável, o Metallica junto ao Iron Maiden e Black Sabbath formam o trio de elite do Metal mundial.


Escrito por Rodrigo Moia

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Atravessando o Inferno

Tocar heavy metal é uma arte complicada, pois sempre será exigido para fazer muitas vezes o mesmo e depois de uns anos acabará virando uma caricatura do que já foi um dia, vide o Helloween.




Quando se entra no nicho do Death/Black metal a coisa piora, pois se fica underground demais o artista tocará para o mesmo público de 200 pessoas o resto da vida, se a banda resolve ousar os gritos de VENDIDOS começará a ecoar pelos cantos.

O Behemoth é um caso raríssimo de banda que foi mudando e se adaptando até chegar a um ponto que velhos e novos fãs têm o mesmo julgamento sobre a banda, que a evolução foi extremamente benéfica.

O novo disco do quarteto polonês, The Satanist, é uma porrada carregada de influências, mas que não perde em nada a sua aura triste, demoníaca e até old school.





Blow your trumpets Gabriel tem acréscimo de instrumentos de fora do circulo Black Metal o que dá um ar mais sério a música e que graças a isso, já considero um pequeno clássico do metal nesse ano.




Messe Noire e Amen vão agradar em cheio aos fãs antigos, pois trazem um Black Metal mais próximo do Norueguês.

O final com a bela O Father O Satan O Sun mostra que Nergal e comparsas podem ir muito, mas muito longe mesmo, até um pouco além do metal.


Escrito por Rodrigo Moia

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Posted by Pasteleiro On 14:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Bowie, um gênio absoluto ou o cara que definiu como a música pop deveria ser?

Essa é uma questão que eu carrego comigo, Elvis abriu caminho, Michael Jackson enfiou a parafernália e deixou a música como parte fundamental da sociedade moderna... Mas me perdoem, Bowie mostrou que a música poderia ir além quebrando barreira e provocando.




Primeiro ele provocou com o Ziggy Stardust e sua androgenia latente e ai ele enjoou de tudo isso, mandou as favas e esfregou na cara da sociedade branca que a música de negão era bem melhor com Station to Station e Young Americans.

Todo mundo indo para Los Angelas, Nova Yorke e o Camelão vai lá se refugiar em Berlin e lança uma trilogia de discos tão brilhantes que você pode coloca-los ao lado de qualquer clássico dos Beatles que não fará feio.




David Bowie criou os anos 80 com Scary Monster e fez da megalomania das tours imensas algo comum com Glass Spider tour.

Nos anos 90 fez um casamento com a música eletrônica que rendeu discos brilhantes e que valem uma ouvida com atenção extrema, por favor, depois de ler vá ouvir Outside e veja a capacidade do gênio...
Parecia que Bowie iria parar sua carreira perfeita no ótimo Reality, mas não, depois de 10 anos ele sai da sua toca e coloca na rua o soberbo The Next Day!

The next day abre com a faixa titulo e um tom meio de Hunky Dory de ser que já assusta quem achava que o Camelão não poderia reciclar o seu proprio som.




Se o primeiro single Where are we now? tinha um jeito meio triste de ser o segundo material lançando por Bowie a ultra pop The stars (Are out tonight) faz um contra ponto interessantimo que vale ouvir com atenção...

Love is Lost e Dancing out of space parecem saídas dos anos 80 e só por isso precisam ser ouvidas com um sorriso enorme no rosto.





Para o final do disco Bowie separa uma bordoada (You will) set the world on fire e assim diz para todos, “Eu sou o cara”…

Com The Next day David Bowie coloca de uma vez por todas, os concorrentes de lado e mostra que ele é o verdadeiro gênio, rei e messias de tudo que vemos como cultura pop.
Obrigado Bowie, pelo disco do ano!


Escrito por Rodrigo Moia

sábado, 12 de janeiro de 2013

Posted by Pasteleiro On 09:52 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - A pluma que pesa uma tonelada

Ter uma banda de prog rock é um dos grandes desafios nos dias de hoje em que a música é consumida quase como balas de M&M e tem a duração de uma ejaculação precoce, quando esse artista resolve ser underground ou não seguir regras ai tudo piora e pode até degringolar para rumos broxantes tipo o post rock ou o excesso de solos do prog metal.




Crippled Black Phoenix é uma mistura de várias cabeças e coloca várias nisso, pois a banda já teve uma dúzia de músicos, sempre funcionando como uma união de amigos que buscam um som mais desafiador e sem se prender a estilos.

Com seu novo disco No sadness or farewell já tomamos um soco na cara na primeira faixa, uma mistura dos melhores momentos do Animals do Pink Floyd com passagens quase hard anos 70 na ótima How we rock.




Aliviando e dando espaço para respiros, Hold on (So goodbye to all of that) traz um ritmo viajado e se aproximando mais de bandas tipo Cathedral, atual diga se de passagem e o ótimo Anathema fornecendo uma cama sonora necessária para a viajadissima What have we got to lose, uma sucessão de barulhos que desembocam num som muito próximo do Sigur ros!

O disco finaliza em Long live independence uma faixa muito bem construida que tem ares de rock alternativo dos anos 90, se isso for possível dentro das areias prog.

O CBP é uma daquelas bandas que precisa ser ouvida com cuidado e calma, pois assim para assimilar essa pedrada cheia de constrastes.



Escrito por Rodrigo Moia


sábado, 24 de novembro de 2012

Posted by Pasteleiro On 14:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - O super desconhecido

Separação é algo difícil, quem já passou por isso pode descrever como é horrível o sentimento de perda somado ao medo do que a vida pós-relacionamento pode ter.




Imagina então se você tem uma banda que no começo foi chamada de filhote do Black Sabbath, alcançou o sucesso na época certa e em seu primeiro final resolveu sair pela porta dos fundos, sem alarde ou grande estardalhaço, ai soma isso a projetos solos que falharam, discos absurdamente ruins... Complicado né? Essa foi à vida dos integrantes do Soundgarden.

Percebendo que suas carreiras solo iam para o buraco (fora a do Matt Cameron que se estabeleceu como baterista do Pearl Jam), o quarteto resolveu voltar e ai não adianta, sempre iremos comparar ao começo do namoro, ou seja, nos lembraremos de Louder than Love e Badmotorfinger e ai meus amigos, fica impossível ouvir a King Animal sem sentir uma decepção enorme.




Lógico, ali tem uma By Crooked Steps, Black Saturday e a ótima Eyelids Mouth, porém fica difícil não querer comparar o novo Soundgarden com o velho e nesse questionamento perdemos um bom disco de rock, simples e com peso moderado, mas que brilha por mostrar o momento atual dos músicos mais velhos e contidos.

Rowing e A Thousand Days Before tem cara de sobra do Down on the Upside, sem peso, mas com instrumentais competentes e bem viajadas!





É começo de reconciliação e não sabemos para onde o quarteto irá com segurança, isso se Cornell não surtar de novo, jogar os pratos na parede e dizer que quer ir sozinho para estrada...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Posted by Pasteleiro On 14:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Banhado no passado e gritando para o futuro

Corey Taylor virou um dos caras mais importantes do metal, os trues querendo ou não.




E no novo disco do Stone Sour, House of Gold and Bones Part 1 ele faz um verdadeiro Ode ao Metal e ao Hard Rock.

Gone Sovereign homenageia de maneira aberta a Bay Area e tudo de bom que ela produz nos anos 80 e logo em seguida, sem dar muita explicação manda Absolute Zero uma canção banhada no novo metal americano que, aliás, foi aprimorado por Taylor e seu Slipknot.




The Travelers e Traciturn tem aquele pega de baladão típica dos anos 80, mas com cara e corpo de uma jovem dos anos 90 e suas roupas xadrez.




Com HoGaB o Stone sour se firma com uma das boas e ricas bandas do hard rock mundial, sem se deixar levar por modismos e abraçando as suas influências com qualidade e sabedoria.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Posted by Pasteleiro On 14:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Quando 600 mil cópias dizem quem você é.

O Mumford and sons surgiu de maneira estranha, seu disco foi galgando aos poucos na parada de sucesso americana, primeiro com Little Lion Man e depois com The Cave e culminando com várias outras músicas de seu Debut em trilhas de filmes e séries.




Mas depois de Sigh no more havia um questionanto se os ingleses apaixonados por música raiz folk teriam oxigênio para um segundo disco, bom, 600 mil cópias em uma semana depois, Babel prova que o quarteto se firmou com um grande público.

O primeiro single I will wait traz um tom folk animado, com romatismo e uma carga emotiva enorme, que culmina numa explosão sonora em seu final.




Lover of the light e Lovers Eye transpiram um sentimento de paz e de certeza de calmaria no amor que há muito não se ouvia na terra da Rainha.

Ghosts that we knew vem no mesmo crescimento tipico dos Mumford, mas essa explode em alegria, mas dá certo acalento.




O que fica de Babel é um disco esperançoso, repleto de amor e com carga emotiva na dose certa, por isso o credencia a um dos bons lançamentos do ano.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Posted by Pasteleiro On 14:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Nem toda agressividade será punida

Uma vez no review do disco do Deftones que levava o mesmo nome, um jornalista do Pitchfork classificou a banda como o Radiohead do metal. Um absurdo.




Ao contrário de Tom Yorke e Cia, o grupo americano busca inspiração externa, casa guitarras pesadas com vocais sussurrados e porque não, vai do ponto metal até o ponto pop sem pensar na critica fato que gostando ou não do Radiohead, temos que assumir que os ingleses são amados até os ossos pelas revistas e retribuem esse amor.




Vamos ao novo disco do Deftones o belíssimo Koi No Yokan, algo como amor a primeira vista e talvez seja esse o sentimento despertado por esse material fino, pesado, profundo e acessível.

Swerve City, Romatic Dreams, Leathers e Polterheist chegam chutando a porta e batendo forte como se fosse um trator sem dó sobre um terreno de bateristas carregadas e guitarras avassaladoras, o começo do disco é no mínimo fantástico!




Entombed traz pitadas de progressivo e remete as canções do clássico White Pony e deixando o disco respirar mais, vem ai a ótima Graphic Nature uma canção que mostra um lado mais rock e simples da banda.

Ao ouvir Koi no Yokan é perceptível uma banda segura demais e sem medo de apostar no novo ou reciclar a sua bela história, por isso corra ouvir o novo disco do Deftones um grande candidato entre os melhores do ano!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Posted by Pasteleiro On 14:00 2 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Away from the World

Nem sempre parcerias que deram certo no passado conseguem se renovar ou mantiver o alto nível. Quando Steve Lillywhite produziu o trio de ferro de discos (Under the table and dreaming, Crash e Before these Crowed streets) da Dave Matthews Band muitos acreditavam que aquilo era eterno, o que não se repetiu e levou Dave a mudar tudo nos discos seguintes e chamando Glen Ballard em Everyday e Mark Batson no Stand Up.




Os fãs divergem demais em relação aos dois, acho Everyday pesado e denso, porém com o brilhatismo que só era possível quando suas músicas eram executadas ao vivo, já Stand up funcionou como um disco pop, simples fato que irritou muitos que esperavam músicas mais complexas.

Discos inconstantes e o falecimento de Leroi Moore parecem que fizeram a banda revisar o seu passado e presente, levando ao maravilhoso Big Whiskey and the Groogrux King, um trabalho riquissimo que funcionou como terapia para Dave e cia.

Rob Carvallo produtor do projeto caiu nas graças dos fãs e da banda, bom, então fechado que ele será o novo produtor? Não...

Os músicos fizeram as pazes com o passado e chamaram Steve de volta para a gravação de Away from the World e olha, que ACERTO FANTÁSTICO!




Ouvindo as primeiras músicas temos um banho de musicalidade, Broken Things começa da onde Groogrux king parou, um rock delicioso repleto de força e com a guitarra de Tim Reynolds reinando meio que soberana, sem deixar respirar Belly belly nice carrega no suinge e podemos ouvir uma banda forte demais!




Mercy e Gaucho, as primeiras músicas a serem ouvidas pelos fãs tem um tom pop, mas riquíssimas em detalhes, a segunda principalmente com a ótima variação dos instrumentos de sopro.

A “quase” canção de ninar Belly Full é bela, doce e funciona como elo de beleza com o semi soul If only que deixa ali claro e cristalino o amor da banda por uma boa canção.

Mas são no final, ali no finalzinho, que temos um presente a formidável Drunken Soldier, dedilhados de violão e Dave brincando desenbocam em uma faixa poderosa, com variações de altissimo nível que distanciam a banda de tudo do cenário musical atual, fica dificil não babar ou ouvir pelo menos 10 vezes a faixa, uma jóia labidada a talento e suor.

Away from the world é um disco coeso, forte e brilhante, tudo que a banda e Lillywhite precisavam, mas quem saiu ganhando foi o mundo por poder ouvir um disco acima de qualquer nota.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Posted by Pasteleiro On 14:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Muse 2and Law

A guitarra arranhando e com alguns segundo e lá vem um riff cheio, carregado de hard rock, mas pera aí o que essa orquestra faz ai? De repente Matt Bellamy adentra com vocais que trazem um Queen dos anos 80, pronto, estamos em um disco do Muse.

Supremacy é tudo que o Muse sempre fez, mas com uma cara mais Queen e megalomanica sem medo de ser grande!




A batida eletrônica e a certa paz que Madness apresentou como primeiro single é mentirosa demais, apesar de ser boa à faixa diz pouco ou quase nada do que ouviremos ao longo das 13 faixas de The 2nd Law.




Se Supremassive Black Holes emanava um Prince, Panic Station confirma tudo e ainda manda roaltys para o gênio dos anos 80, com muito funk e suingada ao extremo a faixa é uma grata novidade no som do Muse.




Survival que era um corpo estranho na olimpíada ganha força e se torna uma peça dentro do quebra cabeça, assim como Follow me, um Dubstep meloso e cabível dentro da proposta apresentada pelo grupo!




Ai vem Animals, guitarras com sons espaciais, batida quebrada e uma música que lembra o Muse de Showbiz, essa está ai meio que para acalmar os mais radicais, assim como a balada Explorers.

Mas amigo, o Muse mostra que pode ser pop e mandam duas belíssimas faixas o rock doce de Big Freeze e a ótima Save Me, que me lembrou demais o ótimo grupo inglês de prog rock Anathema.

E para finalizar a faixa 2nd Law dividida em dois atos, Unsustainable e Isolated System, que dá um toque perfeito ao disco fechando com qualidade e deixando o som do album respirar melhor no seu final.





quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - The Killers

Um U2 aqui, Bruce Springsteen acolá e os anos 80 se fazem presente com o The Killers. A única banda que veio com aquele hype pós strokes que nunca teve medo do sucesso, aliás, sempre quiseram e sonharam com isso, basta ver a apresentação do DVD Live at Royal Albert hall e perceba como Brandon Flowers queria aqueleas luzes e flashes.




Flashes and bones inicia daquele jeito anos 80, som vai preenchendo o ambiente e desemboca num pop que poderia muito bem configurar em algum disco do Duran Duran.

The way it is e Runaway carrega uma cruz inerente ao The Killers que é sempre soar como um sub U2, lógico, isso não é demérito nenhum, porém deixa a banda sem uma “cara” propria.




Ai vem Miss atomic bomb, que segundo Flowers tem o nome inspirado em Elton John, é a música que foge a linha U2 e cai em Bruce Springsteen, por isso um acerto enorme, pois remete ao ótimo e injustiçado Sam´s Town e isso continua ao longo do disco, culminando na balada surpreendente Heart of the girl, uma faixa que transpira o clássico absoluto do Boss Darkness in the edge of town.

Battle Born acerta muito, copia certo e mostra como se faz um bom disco de rock, ponto para Flowers e comparsas!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Rock puro. Direto da fonte

Quando o Green Day lançou American Idiot o mundo se calou como se estivesse atônito pelo poder daquelas canções e principalmente, pois aquela banda que gravará a ode a masturbação Longview, havia amadurecido e parido um soco na sociedade americana, alguns anos depois sai 21 century breakdown um disco que deu continuidade ao amadurecimento do trabalho anterior, com canções até um pouco mais fortes, porém sem impacto lirico.

Depois de umas férias merecidas o trio resolve praticar o ato quase que kamicaze de lançar três discos seguidos, Uno! Dos! Tres! .

O primeiro volume da série Uno! foi despejado com certo ar de desconfiança por parte dos criticos, pois a primeira música Oh Love! não tem a força de uma Know your enemy muito menos de American Idiot, mas grande coisa a opinião deles, Billie Joel sabe bem o que quer e o primeiro single diz muito que é o disco, rock simples sem frescura.




Nuclear family, Stay the night e Carpe diem abrem o trabalho sem temas pesados, de maneira leve e só carregando no rock direto.

Let yourself go é um punk delicioso que remete a um Ramones dos anos 80, um grande sinal de que o trio quis se aproximar das suas raízes, inves do rock de arena e isso se repete em Kill the DJ uma música baseada totalmente no The Clash de The Combat Rock.

O Green Day se firmou como uma banda combativa com os álbuns American Idiot e 21 Century Breakdown, mas com o trio de próximos lançamentos Uno!Dos!Tres! eles querem desconstruir tudo isso com um rock direto, festeiro e leve.



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Até os deuses podem escorregar...

Bob Dylan, talvez o maior mito vivo da música, o cara que nos anos 60 era o único a ficar a frente dos Beatles, o cara responsável por inserir inteligência no rock... Acho que precisaria de umas 200 linhas para poder dizer tudo que Dylan já fez pela música e o que ele significa.




Depois de voltar à boa forma com o formidável Time out of mind o bardo parece sempre acertar, mas isso só ocorre, pois Dylan não tem medo, simplesmente mira e atira, só que dessa vez os tiros não acertaram bem o alvo.

Tempest começa animado com Duquesne Whistle um semi honk tonk animadissimo que assombra por carregar uma ótima letra e uma batida contagiante, Soon after midnight lembra o seu primeiro período de renovação nos anos 70 algo entre os discos Self portrait e Desire.





Tudo vai bem até Pay in Blood, uma faixa que se estende mais do que deve e a voz de Dylan aparece alta demais e embargada por sei lá o que e aí o mito erra, assim como não funciona o Blues de Early Roman Kings, a faixa titulo é outra que vai e se arrasta e não termina nada bem, lógico que tudo isso não é fim do mundo, no saldo final o disco está muito acima da média e mostra mais uma vez a vontade que Dylan tem de criar e arriscar o que é ótimo para os dias atuais.

Letras falando sobre John Lennon e Titanic mostram um Bob Dylan olhando para trás e revendo tudo, seja pelos temas ou pela necessidade de ver acontecimentos marcantes, quase como se dissesse ao mundo, falo sobre o que quero do jeito que quero e ninguém irá me parar...
Ok Dylan, fale sobre o que você quiser e do jeito que bem entender, pois sempre queremos ser supreendidos.





segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - O melhor? Sim..

Uma vez disse que achava o Revolver melhor que o Sgts. Peppers, isso provocou uma série de derrames e enfartos, pois como alguém poderia ir contra o disco sacrossanto do pop moderno? COMO?




Acho que irei para esse campo novamente...

Dark Side of the Moon foi um dos discos que mudou a história do rock, era mega, diferente, ousado, acessível, bem tocado e gravado, capa enigmática e recheado de teorias e com tudo isso ficou fácil para Roger Waters e Cia vender que nem agua e carimbar o nome na história da música, porém ao analisar a carreira do grupo é evidente que o maior desafio foi o projeto seguinte, Wish you were here.

O que fazer após conquistar o mundo?Para onde ir depois de gravar algo tão bom quanto um clássico absoluto dos Beatles?Para o quarteto inglês começava ai um processo quase de gestação de um bebê monstro, que consumiu neurônios e até amizades (que ali já eram fragéis).




Durante as gravações os músicos se questionavam sobre o que fazer e como agir em estúdio e tudo isso foi agravado quando em um dos dias uma pessoa adentra o recinto sem ser notado e depois de minutos é percebido que ali na frente dos quatro estava o Ex-cabeça de tudo, Syd Barret, essa imagem sensibilizou Gilmour, Wright, Manson e principalmente Waters, que após o episódio acabou escrevendo junto a seus comparsas um clássico que vai começando jazzy, leve e espacial até desembocar em um som mega e poderoso com os dizeres Shine on you crazy diamond, essa homenagem ao “diamante louco” seria só o começo...

A faixa seguinte dá continuidade à dura critica a industrialização e capitalismo desacerbado na belíssima Welcome to the Machine, que já haviam sido feitas em discos anteriores do grupo.

Ai vem Have a Cigar, um quase Hard Rock pesado que passou pelas mãos tanto de Gilmour como de Waters, até que pela desistência do primeiro e problemas vocais do segundo acabou caindo no colo do amigo da banda, Roy Harper, e olha ali a decisão foi acertadissima, pois a faixa ganhou um tom mais robusto e virou clássico para aqueles que amam guitarras mais a frente e cozinha formada por baixo e bateria batendo forte!




Wish you were here acaba sendo a música mais doce da banda e talvez por isso virou o titulo do disco. Com seu violão e duo vocal formado por David e Roger a música é um grande jóia da decada de 70, e com todos esses fatores é fácil dizer que o grupo conseguiu gravar uma balada de rock com teor pop, porém com data de validade para eternidade.




O disco fecha da mesma maneira que abriu com a continuação de Shine on you Crazy Diamond e as suas partes finais, como se dissesse a todos que a banda sabia da onde havia partido e onde havia chegado, ou seja, deixou dúvidas o que é genial por si só...





Wish you were here foi mais dificil do que Dark Side of the moon, todas as expectativas eram altas e a pressão maior ainda, porém os 4 ingleses optaram por fazer o que queriam e ainda de bonus homenageram um mito e amigo com uma delicadeza nunca vista na história do rock e por essa sensibilização e simplificação do som o disco merece configurar como o melhor da carreira do Pink floyd, pois soube dosar e misturar tudo que de melhor à banda soube fazer em sua discografia.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - O poder da voz

Dentro do Heavy Metal existem dois sub generos que conversam sempre do Power Metal e o Gothic Metal. Nessa história uma das responsáveis pela força do estilo foi Tarja Turunen no periodo que era a voz a frente do Nightwish, uma banda que sabia perfeitamente alinhar música clássica, peso, pop, tristeza e uma leva doçura para contrabalancear.




Ao sair da do grupo muito foi questionado se Tarja conseguiria se manter forte no cenário, dúvida que se desfez rapidamente com o sucesso e nome até mais forte do que antes.




Para comprovar sua capacidade acima do palco chega às lojas Act 1, um belissimo disco ao vivo gravado na Argentina e repleto de boas musicas a começar pela introdução com a fortissima Anteroom of death.




O peso se faz mais presente nos dois CDs, tudo isso graças a uma excelente banda de apoio que dá uma liberdade sonora maior a Tarja que acaba flutuando entre estilos, do pop adulto de Into the sun até para um heavy de sua ex-banda na clássica Nemo.

A necessidade pelo novo e o surpreendente faz de Tarja uma das grandes cantoras do mundo, vide que a mesma passeia em The Phantom of Opera e passa até por Whitesnake em Still of the night, tudo isso em dois discos excelentes.





Act 1 é a prova que misturar da maneira correta pode dar um resultado surpreendente!