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sexta-feira, 16 de março de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Até quando Paralamas do Sucesso

Das bandas dos anos 80 ainda em ativa a única que talvez busque novos rumos e que até tenha alterado a sua sonoridade mais de uma vez foi o trio Paralamas do Sucesso.

Para conhecer mais uma das melhores bandas da história, para alguns a melhor do Brasil, faremos um discografia básica com todos os discos, borá lá?

Cinema Mudo- 1983





O primeiro registro de Hebert, Bi e João não é muito animador.

Músicas bobas, letras infantis como Vovó Ondina é gente fina e Patrulha Noturna dão certa vergonha, mas apesar disso, se for dado o tempo necessário o disco cresce e desemboca em ótimas canções como Cinema Mudo, O que eu não disse e a melhor de todas Volúpia!





O passo do Lui- 1984

Sabe aquela prima distante que você vê um dia, é apenas uma menina e uns meses depois ela virou uma bela moça? É isso que ocorreu com os Paralamas entre os discos Cinema Mudo e O Passo do Lui.

Resquícios da juventude ainda aparecem no disco com o clássico Óculos e Romance ideal, mas em sua maioria o material é formado por músicas mais robustas e com formato que seria a cara da banda, vide Ska, Fui Eu, Meu erro e Assaltaram a Gramática.





Selvagem? – 1986

Fora a Legião Urbana, nenhum artista dos anos 80 cresceu tanto e em tão pouco tempo como os Paralamas do sucesso e a prova cabal disso é o soberbo Selvagem? .

Contestador (Alagados, Selvagem e Teerã), pop (Melô do Marinheiro, Você, Dama e Vagabundo), diferente... São várias as razões para tratar Selvagem como um dos discos mais importantes da história da música Brasileira, para ser mais exato 10 razões!

Bora Bora- 1988

Com a marca ainda do pé na bunda que tomou de Paula Toller, Hebert entra numa vibe diferente resolve mergulhar em letras mais pessoais como, por exemplo, Quase Um Segundo que pode levar um ouvinte despreparado as lágrimas, Dois Elefantes que apesar de todo suingue é pesada em seu conteúdo.

Ritmos regionais são mais explorados, dá lhe guitarrada, um pouco de forró ali e se bobear ainda podemos achar um Samba perdido em Bora Bora!


Big Bang – 1989





Um pouco mais recuperado, Vianna chama os dois comparsas e comete o melhor disco pop deles até aquele momento.

A mistura de reggae, brasilidades e rock ganha uma nova cara com Polvorá, Nebulosa do Amor e Dos Restos.

Somado a isso o país ganhou duas músicas que podem até soar emblemáticas, Lanterna dos Afogados e Perplexo, a primeira refletia sobre solidão já a segunda foi a melhor definição feito em relação ao governo Sarney.


Os Grãos – 1991

Muda se a década e a sonoridade da banda ganha um viés curioso, saem ritmos brasileiros e entram os batuques latinos e barulhos eletrônicos.

Para muitos um erro estratégico, mas na cabeça do trio um tiro certo no mercado externo, que eles já tinham um grande sucesso graças à coletânea Grandes Êxitos lançada na América Latina.

Apesar do sucesso de Tendo a Lua o disco fracassou em agradar os fãs, uma pena, pois muitos ainda perderam a versão lindíssima de Trac- Trac clássico de Fito Paez.


Severino- 1994

Chico Science, Raimundos, Skank entre outros tomavam a cena e deixaram marcas indesejáveis na geração anos 80. O vocalista Dinho caiu fora do Capital Inicial, Renato Russo resolveu suavizar mais ainda o som da Legião Urbana em O Descobrimento do Brasil e os Titãs perdiam a mente pensante de Arnaldo Antunes...

Somado a isso a arrogância tomou conta do trabalho dos Paralamas do sucesso fazendo com que os mesmos perdessem aquele discernimento necessário para a criação de um disco, isso foi ruim? Não se o disco foi o Severino!





Com a tecla do Foda se ligada, aplicou se nesse novo caldeirão sonoro doses cavalares de vanguarda, MPB, Rock latino e até um pouco de música nordestina.
De Não me estrague o dia indo até Cagaço, tudo em Severino é provocador ao extremo, mais um tiro certo!

Nove Luas – 1996

Cansados das experimentações Hebert, Bi e João rumam de novo ao pop e brilham de forma certeira, com uma pequena dos anos 90. Hits atrás de Hits, Loirinha Bombril, Outra Beleza, La Bella Luna, Busca Vida... É difícil enumerar quais são as melhores, pois a maior qualidade de Nove Luas é a sua uniformidade. Mais um clássico na conta.

Hey Na Na – 1998

À volta e aceitação do pop pelo trio funcionou em Nove Luvas, mas acabou deslizando em Hey Na Na.

Pretensioso demais, cheio de clichês e até de certa forma vazio em termos de conteúdo o disco acaba virando uma grande confusão. Mesmo assim gerou algumas boas canções como Depois da Queda o coice e Ela disse Adeus, mas nada que pudesse salva lo de um naufrágio criativo.


Longo Caminho- 2002





Apesar de toda alegria e felicidade que espalhava em seus shows e registros uma coisa impensável atingiu Os Paralamas do Sucesso, o acidente de ultraleve de Hebert Vianna e o falecimento de sua esposa Lucy deixaram marcas profundas em tudo.

Uma paralisa em suas pernas, problemas de memória recente e até um desgaste na voz de Hebert adiaram e dificultaram a gravação desse disco.

O fim?Não, pois usando a inteligência a banda se apoiou no rock cru e se despiu de músicos de apoio e gravou um dos melhores registros da carreira do trio.

Longo Caminho, Soldado da Paz, Flores no Deserto, Seguindo Estrelas, Calibre e tantas outras transformaram essa “volta” na melhor das “voltas” do rock nacional.

Hoje – 2005

Recuperados e fortalecidos a banda retornou com Hoje, uma espécie de disco confirmação que o trio ainda estava forte e que teve o seu grande erro ai. Uma banda do quilate do trio não precisava naquele momento provar nada e isso só prejudicou o andamento do projeto, deixando ele até certo ponto esquizofrênico.

Rock com Andreas Kisser, World Music com Manu Chao e Dub com Marcelinho dalua é legal quando se tem um direcionamento fato que não teve nesse disco. Uma pena, músicas excelentes como 2A, Ao Acaso e Deus Lhe pague ficam perdidas no meio de tanta confusão.





Brasil Afora – 2009

Como o nome já diz, o disco é uma volta às raízes, funciona? Sim, pero no mucho. Tem ali boas canções como A Lhe esperar, Mormaço e Sem mais Adeus, mas na soma final o que recebemos do trio é um disco desnivelado, o que é uma pena, pois tinha tudo para dar certo!


Coletâneas:

Arquivo: Vale pela excelente Caleidoscópio e pela nova versão de Vital e sua moto.
Arquivo II: Curto e tirando muitos clássicos da segunda metade da carreira do trio só vale pela bela balda Aonde quer que eu vá.

Ao vivo:

D: Ao vivo no festival de Montreux temos uma banda em chamas basta ouvir Ska e Óculos! Um clássico! Vamo batê lata: Vale mais pelo EP que contém os clássicos Uma Brasileira e a polêmica Luis Inácio (300 picaretas).





Acústico MTV: Ousado e diferente, o acústico funciona como tapa na cara de uma geração acostumada com o formato repleto de hits requentados. Dá lhe lados B e covers excelentes!

Uns dias ao vivo: Banda renovada e fortalecida com vários convidados só poderia dar certo!Vale principalmente pelas participações de Black Alien e Frejat!

Multishow Ao vivo: Um registro ao vivo totalmente desnecessário e muito amarrado, não deixando a banda livre para fazer um bom show.

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

PINGANDO ÓLEO - O Baba(ca) 2011

O filme "O Baba(ca)" foi feito em 2011, mas com certeza com alguns ajustes poderia ser feito na década de 80, trocando Jonah Hill por John Candy, tamanho as semelhanças desse longa com filmes daquela época. Eu particularmente achei bem parecido com "Quem Vê Cara Não Vê Coração", apesar desse último ter uma linha mais família, enquanto a versão protagonizada por Jonah é bem mais voltada ao público adolescente, por isso pode esperar por muitas referências a sexo e drogas.





A trama do filme é sobre Noah Griffith (Jonah Hill), um típico vagabundo que vive as custas da mãe, que acaba tendo que ser babá de um trio de crianças. Com certeza vocês já devem ter visto um roteiro como esse, só para citar alguns atores que estiveram em filmes assim temos Jackie Chan, Hulk Hogan, Vin Diesel entre outros.





O grande diferencial do filme fica por conta de Jonah que rouba a cena com seu jeito de nerd atrapalhado. Eu posso estar enganado, mas com a redução de peso que ele teve recentemente creio que ele vai perder um pouco da sua graça. Talvez isso seja um reflexo dos rumos que ele quer seguir na sua carreira, vide seus novos papéis como "O homem que mudou o jogo" que é um drama.





Recomendo o filme para quem quer dar boas risadas, apesar de ter cenas bem nonsense. Existe um equilíbrio que deixa o filme bem legal. Reparem também na participação do sempre estranho Sam Rockwell, como um traficante de drogas bem curioso.





Escrito por Fábio Campos

quinta-feira, 15 de março de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Ano Bissexto (2010)

As vezes, como já revelei algumas vezes por aqui, eu tenho que assistir algum filme diferente para apresentar algo novo para vocês, muitas são as surpresas agradáveis como foram os casos de “Catfish” e “Bullhead”, porém nem sempre isso acontece. Em “Ano Bissexto” testei todos os limites da minha paciência ao acompanhar esse longa Mexicano.





Os motivos de tamanha frustração são vários, mas posso listar que o diretor Michael Rowe quis ser artístico demais e acabou errando na dose, enquanto “Carnage”, filme sobre o qual falei alguns dias atrás, sabe trabalhar bem em um cenário só, em "Ano Bissexto" a coisa fica chata e parada, a parte das cenas sexuais são feitas de maneira a ser polêmica, em uma das tomadas é possível ver a atriz praticamente masturbando outro ator, enquanto vai despejando uma fala repleta de coisas absurdas.





Não creio que a aparência da atriz seja um fator para criticar, afinal se a história fosse boa não teria como isso influenciar na trama, porém aqui por ser um filme tão seco fica evidente que a escolha de Monica del Carmen não se deve as suas curvas ou beleza, como referência imagine aquela sua vizinha sem charme, amargurada e gordinha que vive sozinha no apartamento, só faltou um gato aqui para completar o cenário.





Não recomendo o filme, a não ser que vocês realmente gostem de dramas parados, eu particularmente achei uma história bem comum que poderia ser mais curta e sem enrolação e com um final que no mínimo fosse chocante.


Escrito por Fábio Campos

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Com camisa de força. Mas ainda babando de loucura

O TheMarsVolta é o filho perdido do King Crimson com Frank Zappa, a maluquice do duo Cedric e Omar impressiona ao ponto de deixar os seus “pais” orgulhosos!





Se o penúltimo disco, o bom Octahedron, flertava demais com o progressivo dos anos 60/70 em Noctourniquet a história é um pouco diferente.

Buscando em camadas e atmosferas diferentes a dupla expandiu o seu mundo indo até um canto do pop, mas sem perder a veia jazzy basta ouvir a ótima In absentia que, aliás, lembra e muito Porcupine Tree.





Dyslexicon e The Whip Hand poderiam caber em qualquer disco do começo do King Crimson tamanho a qualidade dos sons, que já entram no hall dos melhores vocais de Cédric!
Lógico, que nessa dupla temos a cabeça que é Omar Rodriguez-Lopez que rouba a cena muitas vezes com acordes preciso e solos desconcertantes.





MolochWalker parece uma sobra de estúdio muito bem trabalhada do At Drive-in o que é ótimo, já que a banda voltou para uma série de shows.

Mars Volta nunca tocará no rádio, mas com certeza poderá tocar nas mentes daqueles que estão afins de uma ótima viagem sonora de qualidade e maluquice.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 2 comentários

FRITOS NA HORA - Um Monstro em Paris (2011)

"Um monstro em Paris" no seu início tem toda uma atmosfera de filmes de terror antigo, porém aos poucos ele vai se assemelhando mais a animações como "A Bela e a Fera". É interessante que a animação é francesa, então ela tem toda uma atmosfera e música charmosas que dão um diferencial a história.





A animação se passa em 1910 e traz a história de um sonhador projetor de filmes e Raoul, um tipo de faz tudo que vive se metendo em encrencas, em uma dessas enrascadas em que eles se metem acabam criando um monstro, porém a criatura que parece ameaçadora tem uma alma de artista.





A trama apesar de clichê, sabe muito bem passar um clima de filmes de época, eu não tive a oportunidade de assistir em 3D, mas acho interessante ver outros países desenvolvendo trabalho de qualidade como esse. No elenco de quem dublou o filme creio que a mais conhecida é a atriz Vanessa Paradise (esposa do Johnny Depp) que faz a voz de Lucille.





Recomendo para os pais e a quem gosta de animação, mas já aviso que esse não é o caso de uma animação que serve para o público adulto também como "UP" aqui a linguagem é mais simples, porém sem deixar de ser charmosa e divertida.


Escrito por Fábio Campos

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Injustiçados Vermelhos

O Britpop pariu as duas mentes mais importante do rock britânico dos últimos 25 anos, Dammon Albarn e Noel Gallagher. Com eles o mundo se viu perdido em excelentes melodias, rebeldia e acima disso uma qualidade que a muito não era vista.





Todo esse sucesso e qualidade acabaram deixando no escuro duas bandas fantásticas, The Verve e Manic Street Preachers. A primeira se dissolveu pouco tempo depois e a segunda manteve a sua raiz Hard Rock e politica.





Após 26 anos os maníacos do País de Galês chegam às lojas com a compilação National Treasures, um apanhado de todos os seus singles. Um cinismo direcionado a sempre niilista critica inglesa na boa You Love us e Stay Beatiful já inauguram o disco com a prova da injustiça.





As belas Motorcycle emptiness e La Tristessa Durera mostram que a primeira fase do quarteto, naquela época Richey James não havia sumido ainda, foi um perfeito balanço de hard rock e boas melodias, alinhados a letras conscientes.

Já a segunda parte vem com o pesadíssimo Holy Bible repleto de letras fortes e carregadas de pessimismo, vide os singles aqui colhidos, Faster, Revol e She´s Suffering.

Everything must go doa a compilação canções belíssimas, como a faixa titulo, Kevin Carter e a soberba A Design for Life.





No disco dois (Nota que o disco tem ao todo 30 faixas) vem à modernização do som do trio, vide ai as músicas do supremo This is my Truth tell me yours, principalmente o hit If you tolerate this then your children Will be next.





Mantendo a pegada política vemos uma banda mais engajada em atirar pedras e enfrentar tanques norte americanos no forte Know your enemy, que entre outras manda a sarcástica So Why So sad.





Com o passar dos anos vemos uma banda mais leve, sem querer um embate direto, mas que carreta no cinismo isso é perceptível nas faixas dos bons Send away the Tigers e Lifeblood.

National Treasures funciona como um livro de uma banda que gravou disco absurdamente fantásticos, mas que foi ignorado por parte do público e critica uma pena, hoje em dia em tempos de artistas boçais precisamos urgentemente de maníacos como esses galeses!

terça-feira, 13 de março de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Em Ozzy nos confiamos

Ser fã de heavy metal é quase que convergir em adoração ao príncipe da escuridão Ozzy Osbourne por tabela. Desde os seus discos com o Black Sabbath o que mais ouvimos sobre Ozzy é o quanto ele é louco, demente e que não se importa com nada, será que isso é verdade?





Para afirmar isso de todas as maneiras somos brindados com o documentário Deus Abençoe Ozzy, um filme chapa branca, que conta de forma extremamente superficial toda a loucura e demência do Sr. Osbourne.





Histórias como o fim do Sabbath, os anos em que esteve mergulhado em drogas e depressão, violência familiar e a decadência no fim dos anos 80 são cortadas ou contatas como bem interessa a família Osbourne, o que é muito triste, pois ali poderíamos conhecer melhor o mito.

Os comentários “ralos” sobre a sua expulsão do Black Sabbath são contados de maneira seletiva demais, deixando gaps absurdos como, por exemplo, porque não contar as brigas homéricas entre Ozzy e Tommy Iommi?

Outro fator triste do Doc é a falta de aprofundamento na influência de Ozzy no mundo do Rock, sempre parecendo que ele é um Deus e só, sem influenciar tantas gerações.





Lógico que no caldeirão de loucura podemos pinçar coisas boas como o momento triste da morte de Randy Rhoads que ali assistimos um Ozzy mais humano sem amarras familiares ou barreiras que o sucesso impõe.

Jack Osbourne quis homenagear o pai, mas acabou errando o alvo e só mitificou mais ou “imitificável” que é a simplicidade e genialidade de Ozzy Osbourne.

Posted by Pasteleiro On 10:00 2 comentários

TOP PASTEL - Melhores filmes baseados em obras do Stephen King

Quem me conhece sabe que um dos meus escritores preferidos é o Stephen King. Pensei em várias formas de fazer uma homenagem, mas cheguei em duas listas: uma com as 10 melhores adaptações de seus livros, outra com as 10 piores.

Então vamos lá! Vou começar com as melhores:

Sonho de Liberdade





Para quem não conhece, esse é um dos filmes mais gostosos de assistir que eu já vi. Ele tem um elenco com atores do naipe de Tim Robbins e Morgan Freeman (e para vocês verem que eu não estou mentindo quanto sua qualidade, ele tem uma nota de 9.2 no IMDB, o que é um valor muito alto). Para quem desconhece a trama, ela conta sobre um homem chamado Andy Dufresne (Tim Robbins), que é mandado para prisão e acaba tendo que se adaptar à temida prisão de Shawshank. O longa é baseado no conto "A primavera eterna", que pode ser encontrado no livro “Quatro Estações”. Quem ainda não teve a chance, busque conhecer mais lendo o livro e depois vendo o filme, ambos são muito interessantes e ótimas opções de entretenimento. Um detalhe interessante é que o diretor Frank Darabont é um fã e amigo pessoal do escritor, e adaptou mais dois de seus livros para os cinemas.





À espera de um milagre





Este aqui faz parte de um grupo seleto de filmes com uma boa história + elenco espetacular, que conseguem fazer a gente acompanhar a trama sem tirar os olhos da tela – boa parte da culpa disso é do escritor, que com seu livro de mesmo nome , consegue transmitir todo o clima de uma penitenciária na época da depressão. Fora isso, ainda temos um elenco com Tom Hanks, que está brilhante no papel principal e o grandalhão Michael Clarke Duncan que faz o melhor trabalho de sua carreira. Claro que esse filmaço tinha que ter o dedo de Frank Darabont, que se mostrou aqui o melhor diretor para adaptar as obras de King.





Carrie





A adolescência pode ser um período difícil: tem momentos que com certeza você deve ter desejado se vingar de alguém que te magoou.

Em Carrie, o escritor Stephen King fez os sonhos de todos os adolescentes se tornarem realidade. Utilizou como personagem uma menina rejeitada na escola e pelos pais como protagonista e criou um clássico do terror.

Este é seu primeiro livro, que teria parado no lixo se não fosse a insistência de sua esposa. A adaptação para os cinemas de Carrie foi dirigida por Brian de Palma e é um dos melhores filmes de terror da época. No elenco figura um ainda jovem John Travolta, creio eu que num dos únicos filmes de terror que já vi o galã.





Conta Comigo





Um clássico da Sessão da Tarde, que com certeza você deve ter visto mas não se lembra.

“Conta Comigo” nos apresenta a história de quatro amigos que partem durante o verão em uma missão bastante peculiar, mas que se torna uma grande aventura. O longa é de 1986, dirigido pelo Rob Reiner. No elenco, temos o talentoso River Phoenix (irmão falecido do Joaquim Phoenix) e também um jovem Kiefer Sutherland. O longa foi baseado no conto “O corpo”, que aqui recebeu o nome de "O outono da inocência”, e também pode ser encontrado no livro Quatro Estações (como você pode ver, esse livro de contos é o que mais rendeu adaptações boas para as telonas). Uma das coisas mais marcantes do filme é a trilha sonora, que vocês podem relembrar abaixo:





Louca Obsessão





Este aqui é um dos últimos livros do Stephen King que eu comprei (o que para mim é uma alegria, porque ele é muito difícil de ser encontrado). A história é sobre Annie, uma enfermeira obcecada por uma personagem de livros chamada Misery, que em uma incrível coincidência acaba por resgatar Paul, o escritor de toda a saga. O que acontece é que esse era o pior momento do mundo para isso acontecer - afinal, no último livro da trama ele mata a personagem preferida de Annie, e agora Paul tem que enfrentar a fúria da sua fã n° 1. O livro foi para as telas sobre a direção do Rob Reiner (que como podem ver, também é fã do autor) e o papel de Annie foi tão bem interpretado pela Kathy Bates que lhe rendeu uma indicação ao Oscar. Uma curiosidade sobre esse filme é que Stephen King, anos após ter escrito esse livro, foi atropelado (foi um acidente) por um homem que era fã de suas obras. Macabro, não?





Christine, O Carro Assassino





Quando se é novo, todo mundo quer um carrão para fazer inveja nos amigos (e quem sabe conquistar pegar geral!). Imagine um nerd chamado Arnie Cunningham, que compra um Plymouth Fury de 1958 (um carro bonito, mas que estava desgastado com o tempo e que aos poucos vai magicamente voltando à sua estrutura original, mostrando estranhos indícios de que tem vontade própria, enquanto vai tornando o protagonista cada vez mais sombrio). Um livro que poderia cair na bobeira, mas que soube bem fugir desta situação: foi levado ao cinemas pelo mestre John Carpenter - e se você está na faixa dos 20 aos 30 anos, deve ter assistido ao filme no SBT. Uma das melhores cenas do filme para mim é quando os bandidos estão querendo destruir o carro e o rádio de Christine começa o som de Keep A Knockin' da Suzie Quatro.





Olhos de Gato







Eu já disse aqui, mas repito: eu era fã daqueles filmes de terror antigo, estilo contos da cripta, que era dividido em três histórias. Em Olhos do Gato, temos exatamente isso: três histórias que envolvem um gatinho. A primeira, sobre um homem que tenta parar de fumar e para isso contrata uma bizarra companhia. A segunda, sobre um tenista que tem que vencer um tenebroso desafio imposto pelo marido da sua amante. E por fim, a mais bizarra de todas, a história de um duende que se esconde na parede do quarto de uma menininha. Daqui, somente a primeira e a segunda história foram baseadas em contos do Stephen King, enquanto a outra é original para o filme. Os dois primeiros podem ser encontrados no livro Sombras da Noite, o meu preferido do escritor. Uma curiosidade sobre o filme é a participação do ator James Woods na primeira história e da Drew Barrymore como a garotinha da última (ela já havia feito um filme baseado em outro livro do King: “A Incendiária”. Outro easter egg é a presença de um carro parecido com Christine logo no início do filme.



Cat's Eye (Trailer)



Nevoeiro





Um conto de terror que poderia facilmente ter virado um livro e que rendeu um dos melhores filmes de terror/ficção dos últimos tempos. Quem viu, sentiu um frio na barriga com a cena final que é diferente do livro, inclusa pelo diretor Frank Darabont. De acordo com Stephen King, o filme é baseado num conto com o mesmo nome do livro Tripulação de Esqueletos. Esse filme foi a prova final da sintonia que Darabont tem com King – afinal, ele tinha dirigido dois dramas do autor, mas nenhum terror, e com essa demonstração só me deixou mais confiante em futuras parcerias.





Cemitério Maldito





Um grande filme sobre a volta dos mortos que soube ser desafiador. Afinal, envolve até crianças ( e cá entre nós, eu morria de medo daquele garotinho demoníaco, sempre que ele aparecia). “Cemitério Maldito” é um outro dos filmes baseados em livros do King que viraram cult, inclusive com uma música dos Ramones com o mesmo nome, que todo fã deve lembrar. O longa foi dirigido por Mary Lambert , que conseguiu fazer o filme ter um tom tenebroso. Um fã de filmes de terror tem a missão de ver Cemitério Maldito e entender toda a tradição que envolve os cemitérios indígenas e o medo de enterrar algo neles. Destaque especial à excelente atuação do Fred Gwynne.






Eclipse Total





Um filme parado, que mostra o drama de Dolores Claiborne, uma mulher sofrida interpretada pela brilhante Kathy Bates, que é presa por um crime que não cometeu. O detetive, vivido por Christopher Plummer, busca condená-la de todas as formas por um crime do passado. Pra piorar, ela tem que enfrentar a rejeição da filha Selena (Jennifer Jason Leigh). Quem ainda não viu esse filme deveria correr atrás, é uma história cheia de suspense, drama e muita emoção. Poucas pessoas sabem que foi Stephen King quem escreveu a obra que inspirou o filme, e pouquíssimas pessoas sabem que esse livro está relacionado a outro: Jogo Perigoso, que conta sobre uma mulher algemada em uma cama. Em comum entre os livros está o mau trato dos homens e a força das mulheres.





O quê? Esqueci de algum?

Ah, você leu a lista esperando encontrar “O Iluminado”, do Kubrick, né?
Então, meus amigos, resolvi fazer a lista sem esse filme. Primeiro, porque ele todo mundo já conhece, e depois porque a história foi muito modificada no filme (o que eu acho que o deixa mais distante de ser um livro do King e mais perto de ser uma obra do Kubrick).

Realmente faltaram alguns filmes nessa relação, como “A Hora da Zona Morta”, “It – A obra Prima do Terror” e “Cujo” .

segunda-feira, 12 de março de 2012

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

PINGANDO ÓLEO..- Carnage (2011)

Carnage” com certeza é um dos filmes que quando elaborado devia ter toda a atmosfera para concorrer ao Oscar. Para vocês terem uma noção são 4 atores, sendo 3 deles ganhadores do prêmio, conversando sobre um tema polêmico, dirigidos pelo Roman Polanski. Concordam comigo? Na minha opinião, o resultado foi um conversa bastante interessante que trata sobre bullyng da perspectiva de dois casais de pais.





O longa tem como principal diferencial se manter em um ambiente fechado por uma hora e vinte minutos mostrando a personalidade de quatro pessoas, diante da agressão de um garoto a outro durante uma discussão, assim somos apresentados a Penelope Longstreet (Jodie Foster) e Michael Longstreet (John C. Reilly) um casal mais liberal que são os pais do garoto agredido, enquanto a esposa parece uma mulher cheia de convicções o marido, talvez pelo ator, parece ser mais um bonachão, ele basicamente busca sempre ser o mediador da conversa. O outro casal é formado por Nancy Cowan (Kate Winslet) e Alan Cowan (Christoph Waltz), aqui o marido é um advogado distante e a esposa uma típica mulher submissa.





O interessante em "Carnage" é que o filme é basicamente sobre pessoas, a cada momento a conversa entre os casais tem um novo foco, e logo fica claro que a discussão ali não é só sobre os filhos, mas sobre como cada um é, então não se impressione se hora um dupla briga e logo se rebelam um contra o outro, a ideia pelo que entendi é basicamente essa: mostrar a discórdia e um paralelo sobre pais que querem educar os filhos mas nem sabem como fazê-lo.





A minha percepção é que o longa é um filme interessante com um elenco de bons atores e lembra clássicos como "12 homens e uma sentença" que também usa de um cenário só para se focar nas pessoas e suas convicções. Uma pena que por ter esse ritmo diferente não tenha agradado muitas pessoas.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - A casa dos sonhos (2011)

"A casa dos sonhos" é um desses filmes que se vende como terror, mas na verdade é um suspense. Eu pelo menos, quando assisti, imaginei algo no estilo "Horror em Amityville" ou "Iluminado", mas aos poucos fui percebendo que o filme tinha uma linha totalmente diferente, não vou me aprofundar muito sobre o tema para não entregar sobre o enredo, mas garanto que de assustador o longa não tem muita coisa, então se vai assistir com essa intenção pode esquecer.





A trama de "A casa dos sonhos" conta a história de uma família que se muda para uma casa cheia de mistérios que aos poucos vão se revelando profundamente ligados a eles.





O elenco apesar de recheado de estrelas como Daniel Craig (que para mim só funciona em filmes de ação), Naomi Watts (essa parecia apagada o filme todo) e Rachel Weisz (que não acrescentou nada com sua atuação) não funcionou e o resultado foi uma trama perdida e até meio sem sentido.





Na minha opinião o longa não chega a ser ruim, ele simplesmente é raso, utiliza uma ideia que já caiu em lugar comum e particularmente não me surpreendi com nenhuma das reviravoltas na trama. E ainda repito: não é um filme de terror, é no máximo um suspense.


Escrito por Fábio Campos

quinta-feira, 8 de março de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - O guarda (2011)

Um policial durão e um policial bonzinho, um policial bonito e um feio, um alienígena e um terráqueo, quantas dessas combinações vocês já viram? Pois bem, em "O guarda" esse clichê do cinema de ação é novamente explorado, porém aqui o que temos é uma comédia inglesa bastante interessante, que não poupa ninguém com seu humor negro.





A história, como qualquer uma que une duas figuras distintas, envolve um grande transporte de drogas, o que leva o agente do F.B.I Wendell Everett (Don Cheadle) até uma cidade do interior, que tem como principal policial o nada ortodoxo sargento Gerry Boyle (Brendan Gleeson). Claro que a junção dos dois acaba se tornando um encontro inusitado sempre sendo apontado o preconceito singelo do americano com o policial irlandês e da maneira sem papas na língua que Boyle trata o agente.





Como disse, o filme é todo baseado nesse clichê de uma dupla de policiais diferentes, porém a atuação de Brendan Gleeson se torna um diferencial ao filme é muito legal a maneira como seu personagem reage as situações que o cercam, parece as vezes um idiota e outra um gênio.





Eu recomendo o filme para quem quer uma comédia de ação muito bem escrita e com um elenco cheio de bons atores, "O Guarda" com certeza vai agradar aos fãs do humor negro, especialmente pelas atitudes do seu protagonista.


Escrito por Fábio Campos

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Os Três Mosqueteiros (2011)

Os Três Mosqueteiros já renderam vários filmes. Em 2011 o diretor Paul W.S. Anderson quis trazê-lo de volta com uma nova proposta, ou seja enfiar o maior número possível de efeitos especiais, contratar uma mulher sexy como Milla Jovovich e deixar a história rolar.





O resultado dessa combinação não poderia ser mais forçado, temos várias cenas que desafiam a lógica, eu me lembrei muito durante o filme de “As Loucas Aventuras de James West”, mas não duvido que a intenção tenha sido mais transformar o filme numa franquia estilo “Transformers”, e agradeço que o filme não deu certo, duas franquias abusando de explosões e mulheres bonitas é demais.





No elenco do filme, o ator que mais paga mico é Christoph Waltz que desde "Bastardo Inglórios" filme que lhe rendeu o Oscar como melhor ator coadjuvante, não conseguiu mais acertar o passo, desde então só tem saído filmes ruins. O resto dos atores já estão mais no nível desse tipo de produção.





A minha recomendação é que se vocês querem ver um filme cheio de cenas de ação e bem forçado, que abusa de duvidar da nossa inteligência, então realmente essa é minha dica. Só aviso o filme parece na capa um "Piratas do Caribe" mas está bem longe disso.


Escrito por Fábio Campos