Voltamos com mais um dos nossos podcasts quase que quinzenais, e no episódio de hoje Fabio Campos e Luiz Pierotti batem um papo mais do que informal sobre as curiosidades do Oscar, com direito à piadas, mudanças repentinas de assunto e muita pesquisa na internet.
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Abaixo, alguns dos assuntos conversados:
Clube dos Cinco, o grupo de pessoas tão diferentes que por motívos diferentes tem de passaram todo o sábado, juntos, na mesma sala. Clássico dos anos 80.
Roberto Benigni pirando com o prêmio de melhor ator por A Vida é Bela.
O discurso emocionante de Alfred Hitchcock ao receber seu prêmio honorário .
Marlon Brando, como forma de protesto, envia uma atriz fantasiada de índia para receber seu prêmio
Bill Murray é um dos meus atores favoritos, e esses dias até ressaltei novamente em um dos nossos podcasts do blog, dizendo o quanto o cara é divertido, dentro e fora das câmeras, por suas trapalhadas.
“Um Santo Vizinho”, o seu longa mais recente, parece um pouco uma versão bem mais leve do perfeito “Gran Torino”, se no filme de Eastwood ele além de dirigir também faz o papel de um velho rabugento, aqui cabe a Bill Murray, que claramente não tem uma atuação tão profundano drama, mas trabalha muito bem em sua área, a comédia, fazer um ótimo trabalho, e ter uma das interpretações mais interessantes do ano, Com certeza ele está melhor nesse filme do que Bradley Cooper em “Sniper Americano”.
O longa tem uma história meio manjada, só que com uma roupagem bem mais interessante, sendo que grande parte disso se deve por conta do elenco conta com ótimos atores. Na história Murray é Vincent, um homem mais velho que ganha a vida apostando em corridas, bebendo e transando com strippers, um dia, por conta do destino, ele acaba fincando responsável por cuidar do filho da sua vizinho (interpretada pela Melissa McCarthy, bem apagada no longa), o menino chamado Oliver (Jaeden Lieberher) é o típico perdedor, que através da amizade com Vincent começa a amadurecer e descobrir um pouco mais sobre as pessoas.
O que eu gostei muito no longa, além do Bill Murray, foi a mescla interessante entre drama e comédia. Também gostei muito dele não se apoiar nas personagens da Melissa McCarthy ou da Naomi Watts, dando mais destaque a relação de Vicente com Oliver, e desta forma nos preparando para a cena final, que apesar de manjada não deixa de ser emocionante. Com certeza “Um Santo Vizinho” não é o melhor filme de 2014, mas as suas qualidades fazem com que ele se torne uma ótima opção para ver com os amigos ou a namorada. E vamos torcer para ver mais desse Bill Murray comediante que todos gostamos
Primeiramente eu gostaria de deixar claro a todos que apesar das minhas constantes críticas, piadas e chacotas com o diretor Tim Burton, eu não o odeio, ou desgosto, ou menosprezo como parece. Não, eu sempre assisti seus filmes e gosto bastante de alguns, talvez seja exatamente por esse gosto pessoal somado a uma nostalgia cinéfila que acabo sendo tão duro com suas últimas obras (caso queira entender essa minha problemática, leia aqui o artigo que escrevi sobre o tema). E foi com esse pé atrás, cansado sempre da mesma ladainha 80tista-trevosa que me sentei para assistir “Big Eyes”, e quer saber? Que surpresa amável!
Baseado em fatos reais, o filme conta a história da pintora Margaret Keane (Amy Adams) que após se casar com o falastrão Walter Keane (Christoph Waltz), se envolve em um relacionamento abusivo e fraudulento, que a leva a pintar seus quadros de maneira anônima para que Walter, extremamente hábil no que diz respeito á autopromoção, assuma a autoria das pinturas e as venda com mais facilidade. Logicamente que uma dinâmica dessa não dá certo e a situação foge de controle, destruindo essa frágil aliança entre os dois.
Tim Burton me surpreendeu com esse segundo filme biográfico, me fazendo lembrar do ótimo “Ed Wood”, assim como o trabalho de fotografia e arte nos traz um pouco da substancia encontrada em “Peixe Grande”.
Sem Helena Bonham Carter ou Johnny Depp, Tim Burton prova que consegue se reinventar sem perder sua personalidade, mantendo os toques expressionistas que acompanharam sua carreira, mas de modo sutil e bem arranjado.
É uma obra de arte? Não, não é. Mas é um filme bem acima dos últimos do diretor. História interessante e um trabalho de dar raiva (mais uma vez) por parte do Christoph Waltz.
Luiz Fernando Pierotti diz que vale a pena, mas continuará inquisitivamente de olho em Tim Burton.
Foi durante a árdua caminhada por assistir a todos os filmes indicados ao Oscar 2015 que me deparei com esta que é uma obra de grande teor social e histórico. Selma foi adaptado por Paul Webb e dirigido por Ava Duvernay, e fala sobre um período histórico muito importante tanto no âmbito dos direitos civis americanos, quanto no que diz respeito a história da luta social dos afro-americanos.
A trama nos apresenta um já conhecido Martin Luther King, de grande projeção como ativista e já vencedor do Nobel da Paz de 1964, mas que ainda permanece na luta pelos direitos dos negros, sendo a batalha da vez aquela a favor do direito do voto que no Alabama, mais precisamente na pequena cidade de Selma, era conferido apenas aos homens e mulheres brancos. Tal luta resultou na famosa marcha de Selma à Montgomery.
Selma é um filme extremamente denso, com cenas que abordam o preconceito e a violência de modo revoltante, nos fazendo perceber que tais problemas ainda existem até hoje, não envolvendo as mesmas esferas problemáticas, mas tantas outras daqueles que buscam direitos não respeitados e socialmente rejeitados.
David Oyelowo e Carmen Ejogo que interpretam Martin Luther King e Coretta Scott King fizeram um bom trabalho, forte e tocante, mas não conseguiram imergir tanto nos personagens como vimos outros atores fazerem nessa safra de 2014. Atenção, também, à Oprah Winfrey que interpreta a senhora Annie Lee Cooper, não dizendo uma frase se quer ao longo do filme (mas apanhando um montão), e Tim Roth que interpreta George Wallace, governador do Alabama, fazendo um ótimo trabalho e causando ódio nos espectadores tamanho desdém e preconceito que consegue imprimir em seu personagem.
George Wallace (Real)
No mais, gostaria de atentar a trilha sonora que é de primeira, chegando a ser indicado na cateogira de Melhor Canção Original pela sua bela músicas “Glory”.
Um bom filme e até mesmo necessário a quem se interessa por história e ativismo social.
Para mim, “Como Treinar seu Dragão” foi um das melhores animações que vi nos últimos anos, e acho uma tremenda injustiça ela não ter tanta projeção como tiveram Sherk, Toy Story e Up. Me parece que a primeira animação, apesar de muito boa, acabou sendo ofuscada não em termos de bilheteria mas de promoção, não caindo na atenção do público. Porém, acho que me enganei, pois para minha surpresa fizeram uma continuação, e meus amigos, que continuação!
“Como treinar seu Dragão 2” volta a mostrar a amizade de Soluço e Banguela, um menino viking e seu dragão, que agora estão em buscas de novos locais para explorarem, o que eles não esperavam é que em uma de suas aventuras eles acabam se deparando com um terrível inimigo, que tem como objetivo dominar e caçar todos os dragões.
O que me encanta nessa franquia é que ela fala de temas interessantes, como amadurecimento e perdas, de uma maneira emocionante e madura, sem ficar parecendo forçado. Além disso, a química entre os protagonistas funciona muito bem, sendo deles que uma das cenas mais emocionantes da animação.
Assim como a primeira animação essa continuação também é muito boa, com momentos que enchem de emoção os espectadores. Aposto que muitos marmanjos ficaram com lágrimas nos olhos em pelo menos uma cena. Se for para manter esse padrão, espero que venham mais e mais continuações, com boas histórias e ótima qualidade de produção. Com certeza vale a pena gastar um pouco do seu tempo para assistir.
A primeira que chance que tive de assistir “Uma aventura Lego” foi complicada, achei o negocio meio tosco e uma produção que parecia ser muito infantil, coisa que não ligo muito, mas nesse acabou me incomodando. Porém, alguns dias depois, vendo uma lista de melhores filmes de 2014, acabei esbarrando com algumas pessoas diziam ótimas coisas do filme, em especial do personagem do Batman, coisa que nem sabia que existia no longa, resolvi então me arriscar e dar uma segunda chance à história.
A trama de “Uma aventura Lego” fala sobre Emmet, um trabalhador operário comum que um dia acaba esbarrando em um artefato especial, sendo eleito escolhido como membro de um grupo seleto de personagens do mundo Lego, e também sendo perseguido pelo grande vilão da história.
Bem, o filme é cheio de referências pop, inclusive a trama lembra muito a de Matrix, e o uso de super-heróis na história foi uma ótima sacada, só achei que seria ainda mais engraçado se fosse o Aquaman em vez do Lanterna Verde aquele que passa o filme enchendo o saco do Superman. A participação do Batman, para mim, foi uma grande contribuição, são dele os melhores momentos do filme.
Outra referência do filme é com Toy Story, referÊncia muito boa! A cena final não tem a carga dramática da terceira animação de Woody e seus amigos, porém deixa muito o que pensar, gosto quando o Will Ferrel sai um pouco do papel de comédia pastelão e atua um pouco mais sério.
No geral, acho que “Uma aventura Lego” se tornou uma das gratas surpresas do ano, e valeu o tempo que gastei assistindo, me lembrando, em alguns pontos, um dos melhores episódios de South Park que já vi, “O mundo da imaginação”( acho que era o nome) que apresentava um conselho formado por personagens referências na cultura pop. Outro ponto positivo é a mensagem de que todo mundo pode fazer a diferença, ideia que não foi forçada ao longo do filme, a música “Tudo é Incrível” além de chiclete é muito boa. Uma ultima confissão é que ia adorar ter uma coleção de Lego como aquela, acho que se eu fosse o Will Ferrel, pediria uma coleção completa como paga
“O juiz” é um filme que para os desavisados pode parecer um drama de tribunal, eu mesmo, quando resolvi assisti-lo, fui na intenção de ver um longa assim, porém aos poucos ele se mostrou uma história mais truncada, com um drama familiar de fundo, e que basicamente tinha como principal foco a relação entre um pai e um filho.
A trama é sobre um advogado arrogante, interpretado brilhantemente pelo Robert Dowey Jr., que ao ir para sua cidade natal, no enterro de sua mãe, acaba tendo de se confrontar com seu velho pai, um respeitado juiz , interpretado pelo veterano e ótimo ator Robert Durvall.
Apesar da história ter um pouco de mistério, um crime que acaba ocorrendo e faz os dois homens se unirem para desvendá-lo, creio que a ápice seja quando fala da relação de pai e filho,e creio que o filme não teria a qualidade que tem, não fosse o talento desses dois grandes atores, em especial do Robert Durvall que consegue passar uma imponência aliada a uma fragilidade ao seu personagem. Percebemos o quão talentoso é só pela cena do banheiro na qual atua com Dowey Jr, o que já lhe renderia a atenção da academia, tamanha a seriedade que dá a uma situação como aquela.
Aliado a essas ótimas atuações temos um elenco de apoio interessante, contando com a bela Vera Farmiga e com Vincent D'Onofrio, que estão seguros nos seus papeis. A trama paralela envolvendo Vera não é tão interessante e meio que se retrai, para mim parece até meio covarde, porém creio que funcionou. Outro ator famoso no elenco é o Billy Bob Thornton, esse por estar mais inserido na trama do tribunal, teve um papel bem reduzido.
Em minha opinião, o filme tem um tom de emoção que consegue derrubar muita gente, e isso se deve em muito pelo talento dos dois atores protagonistas. Outra surpresa agradável é ver que o diretor David Dobkin é o mesmo de filme de comédia pastelão como “Titio Noel" e “Eu queria ter a sua vida”, é bom quando percebe-se a evolução de um profissional.
A principio, tudo que eu sabia sobre esse filme “Caminhos da floresta” era que se tratava de uma fantasia que rendeu à Meryl Streep uma algumas indicações à melhor atriz coadjuvante, e meus queridos leitores... Gostaria que tivesse terminado por aí.
Do mesmo diretor de Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas, Rob Marshall é o responsável por esse novo musical da Disney que mescla vários contos de fadas (como sempre, afinal é Disney) em um único filme. Para resumir, James Corden e Emily Blunt interpretam o casal protagonista que, tentando ter um filho, aceitam a proposta da bruxa (Meryl Streep) de coletar alguns acessórios como o sapatinho dourado, uma capa vermelha, etc, no período de 3 noites, o que possibilitaria uma espécie de inseminação artificial mágica, ou qualquer coisa assim.
A principio achei o filme passável, com algumas cenas engraçadinhas e relações interessantes entre personagens de histórias distintas, mas em determinado momento algo muito ruim acontece. O filme se enrola de tal maneira que se torna quase impossível acompanhar a trama e a motivações dos personagens, dando a impressão de que esta última foi deixada de lado em prol de uma aceleração sem propósito que visa um final absolutamente sem sentido e sem graça nenhuma.
Informações são dadas sem propósito nenhuma, o que nos dá a impressão de erros na edição final do filme, situações se desenrolam de maneira inexplicável como uma espécie de Deus Ex Machina que mais atrapalha do que ajuda, Johnny Depp interpretando o lobo da chapeuzinho-vermelho, novamente usando um chapéu na cabeça, maquiagem bizarra e trejeitos exagerados e, por fim, as músicas! Meu Deus, as músicas!
Particularmente eu não gosto de musicais, não que seja um desgosto pleno, me agradam obras como “Chicago” (que, por acaso, é do mesmo diretor), mas musicais da Disney não me descem. Duas horas inteiras de cantorias melodramáticas e bobas, com tantas vozinhas agudas e emotivas que eu, por vezes, quase pensei em furar meus tímpanos.
Por fim, seu final arrastado. Enxerguei três finais possíveis até que o verdadeiro término do filme chegasse, tão lento quanto minha vontade de viver naquele momento.
Agora vocês me perguntam: e como a Meryl Streep foi indicado por um filme tão ruim ?
Respondo!
Ela é uma ótima atriz, e você percebe claramente sua entrega ao personagem, mas sinceramente? Não acho que seja um personagem para Oscar, não tem sentimento, não tem profundidade, foi apenas uma bela puxada de saco na atriz.
Se você gosta da Disney e de musicais desse tipo, assista. Eu não me responsabilizo pelos traumas.
Muitas vezes esbarramos com pessoas comuns em nossas vidas, são aqueles personagens com quem estudamos, trabalhamos, ou somos vizinhos, aquelas a quem nunca damos atenção, e acabam, assim, sendo apagados de nossas memórias por não serem impactantes em nossas vidas.
“A fotografia oculta de Vivian Maier” retrata a vida de uma mulher que pode ser definida como uma pessoa excêntrica e reservada, que durante anos cultivou a arte de tirar fotografias mas que nunca deixou seu trabalho brilhar. Dessa forma melancólica e um pouco triste somos apresentados, nesse belo documentário, à vida de Vivian Maier, uma babá solteirona que durante anos cuidou de diversas crianças, e que tentou mostrar, através de fotografias, um pouco de como enxergava o mundo, e como este a enxergava de volta.
Eu, que sou fã desses documentários que buscam se aprofundar na vida de um personagem, tenho que tirar o chapéu para o belo trabalho de John Maloof, um rapaz que um dia comprou uma caixa cheia de negativos em um leilão e acabou ali encontrando diversas imagens que acabaram se mostrando excelentes trabalhos de fotografia.
Buscando intercalar entre imagens e depoimentos de pessoas que conheceram Vivian, o documentário é bem interessante e sabe explorar todas as faces de sua personagem central. Como ela já havia morrido anos antes, contar um pouco a história de uma pessoa que poucos conheceram se tornou um trabalho árduo, mas que na minha opinião deixou a produção mais atrativa, afinal a cada nova informação de Vivian conhecíamos um pouco mais do jeito daquela mulher que parecia enxergar o mundo de uma maneira toda especial.
Quem gosta de documentários mais dinâmicos, com certeza tem que dar uma chance para “A fotografia oculta de Vivian Maier”, eu o assisti como parte do meu esforço para conhecer um pouco mais das produções indicadas ao Oscar e não me arrependi. Gostei muito do resultado final e da forma como é revelada a verdadeira personalidade de Vivian, não se importando com a possibilidade sela ser vista tanto como uma artista, quanto como uma babá ou apenas uma pessoa solitária.
Para muitos a surpresa entre as indicações de melhor atriz foi Marion Cotillard, pelo filme Dois Dias e uma noite. Talvez parte desse susto se dê por conta de poucas pessoas terem gastado tempo para assistir o interessante “Dois dias e uma noite”.
O drama belga explora uma situação que é muito comum em diversos países em crise, coisa que estamos talvez começando a sofrer por aqui. Na trama, Sandra (Marion Cotillard) é uma mulher que nas vésperas de sua volta ao emprego, do qual ficou afastada, acaba sendo informada por uma amiga que houve uma votação na empresa, e que a maioria decidiu que preferiam demitir Sandra e ganhar um bônus do que tê-la de volta à equipe., De posse dessa informação, ela consegue convencer o dono da fabrica a dar uma chance a ela, que tente mudar a opinião da maioria dos votantes até segunda, quando será realizada uma nova votação.
O filme é interessante por mostrar a personagem principal, que assim como a Juliane Moore em “Para sempre Alice” também é uma mulher doente, e que aqui também carrega, como atriz, o filme nas costas. O diferencial é que a doença de Sandra é a depressão, e no inicio do filme vemos uma mulher fragilizada, que precisa do dinheiro para viver e ainda tem que se mostrar forte para seu marido e filhos.
Um aspecto que os diretores Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne exploram muito bem são as pessoas a quem Sandra vai pedir ajuda, cada uma de sua forma mostra um pouco do que é, alguns querem ajudar mais não podem, outros se sentem arrependidos por terem abandonado uma amiga, de certa forma todos tem a sua razão por terem escolhido o bônus e não ajudar Sandra. Alguns são egoístas e outros, assim como ela, também lutam para sobreviver em meio a crise.
Em relação à indicação de melhor atriz, creio que Marion está muito bem no papel, ela tem uma cara de saco cheio, de pessoa amargurada, o que acaba casando perfeitamente com sua interpretação. Devo dizer ainda que senti falta do longa entre os estrangeiros, talvez na vaga do maçante Ida.
Gostei do filme e achei que ele é tenso, porém consegue uma conclusão que acaba sendo um sinal de esperança. Não sou muito fã de filmes que querem consertar toda a trama e amarrar o roteiro com um final feliz, mas achei que a solução encontrada foi perfeita para mostrar a evolução da protagonista ao longo de sua saga.
Um filme forte, retrato mais aproximado dos horrores a que foram submetidos os soldados de várias nações no evento mais sangrento da história.
Brad Pitt é Wardaddy, um sargento do exército americano que comanda uma pequena equipe de tanques de guerra que são destacados para pequenas ações estratégicas necessárias para fechar o cerco e enfraquecer as tropas inimigas.
O filme é bem cru quanto à violência e nos dá um vislumbre bem sincero de como era o dia a dia de quem participava do conflito. Wardaddy é um líder firme e inquebrável perante seus comandados, mas tem um lado humano afetado pelas baixas de guerra e falta de fé devido ao que testemunha. Outro ponto forte é o companheirismo entre os principais personagens, interpretados por Shia Labeuf, Michael Pena e Jon Bernthal, que tem de repor um de seus companheiros por um recruta novato (Logan Lerman).
Para os nerds de carteirinha, o diretor David Ayer foi escolhido para comandar a produção do filme Esquadrão Suicida da Warner/DC. Uma equipe de supercriminosos destacados para missões obscuras e com poucas chances de sucesso.
Tangerines é um daqueles filmes que parecem ser bem simples, mas que conseguem com muito pouco fazer quem está assistindo refletir como, as vezes, um pequeno gesto pode fazer a diferença, na vida de uma pessoa.
O longa que concorre ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro como representante da Estônia conta a história de Ivo (Lembit Ulfsak), um homem velho e cansado que vive em uma região que está a ponto de se tornar uma zona de guerra. Assim, junto com um amigo, esperam colher e vender a última safra de tangerinas, mas o destino dos dois muda quando Ahmed (Giorgi Nakashidze) e Niko (Misha Meskhi) cruzam o caminho deles.
Bom, o que mais gostei do longa é a forma como a história é construída, inicialmente parecendo ser uma trama mais contida, com personagens sendo observadores de uma guerra mas sem participação efetiva, o filme acaba tendo uma virada que faz com que a guerra chegue até todos, porém o que impressiona é a forma como essa hostilidade é recebido pelo velho.
Ano passado me encantei com o belo “Alabama Monroe” que tinha uma das tramas mais bonitas e dramáticas que vi na história do cinema, esse ano me emocionei com “Tangerines” que, como poucos, em momentos de tanta intolerância sabe bem explorar o que há de melhor no ser humano. Recomendo para quem gosta de filmes de guerra, amizades e especialmente aqueles filmes que trazem grandes lições. No final é sempre bom lembrar “e isso faz alguma diferença?”.