O gênero faroeste fez muito sucesso no passado, tendo o seu declínio no início da década de 80, com o filme “O portal do paraíso”, de lá para cá tivemos poucos filmes do gênero, como “Os Imperdoáveis”, “Rápida e Mortal” (uma tentativa fracassada de Sam Rami) e, atualmente, a refilmagem “Bravura Indômita”.
Appallosa foi um desses faroestes perdidos, que saem nas locadoras e não prestamos atenção. Eu, como fã do gênero, conferi o filme na última semana.
A história segue dois oficiais da lei itinerantes, interpretados pelos sempre competentes Ed Harris (que também dirige o filme) e Viggo Mortensen, que chegam a Appaloosa, um vilarejo do oeste americano dominado por um vaqueiro cruel, papel este de Jeremy Irons, os oficiais da lei são contratados para botar ordem na cidade, e, aos poucos, conseguem cumprir seu objetivo.
O elenco ainda conta com a competente (porém feia) Renée Zellweger, que faz o par romântico de Harris, e que mostra um lado totalmente novo de “donzela em perigo”, fazendo, por muitos momentos, com que o telespectador pense se vale a pena resgatá-la.
O clima do filme é bastante interessante e a paisagem é outro diferencial, apesar de ter poucas cenas de ação mais fortes, gostei da história. É um tipo de filme em que o final é seco e simples mas que tem um significado maior se você mergulhar na história.
Hendrix? Page? Van Halen? Vai? Só os seus sobrenomes já apavoram inúmeros dedos de jovens guitarristas com seus sonhos em seis cordas. Ouvi-los é uma tarefa simples, é parar e se deixar levar para uma idolatria imediata com seus acordes surpreendentes e músicas muitas vezes quase “intocáveis”.
Mas a guitarra só tem isso a oferecer? Não, e para isso faremos uma lista dos cinco guitarristas mais injustiçados da história da música!
5. Tony Iommi: Guitarra se toca com os dedos correto? E quando o músico não tem parte dos dedos da mão o que ele pode fazer? Simples, assiste filmes de terror, lê sobre magia negra e cria os melhores e mais assustadores riffs da história da música! Mr.Iommi criou Iron Man, Paranoid e Black Sabbath, só por isso mereceria toda admiração do mundo, fato que não ocorreu pois na época o universo ainda se ajoelhava perante Jimmy Page e via no arrogante Ritchie Blackmore um futuro Deus das seis cordas, que pena, pobres mortais que não repararam que naquele momento um rapaz do interior da Inglaterra havia criado um tal de Heavy metal.
4. David Gilmour: O Pink Floyd sempre foi a válvula de escape do Roger Waters, seja pelos seus traumas de infância ou pelo fato de não concordar com o capitalismo desenfreado que o mundo vivia e por isso a guitarra de Gilmour ficou de lado, sendo pouco ouvida, mas é ai que a genialidade do músico se sobressaia.
Com simplicidade, feeling e precisão quase cirúrgica David Gilmour criou linhas absurdas que levam marmanjos as lágrimas! Em sua carreira solo ficou mais evidente ainda o quão injustiçado Gilmour era no Floyd!
3. Ritchie Sambora: O cara certo, na banda certa, mas com egos errados! Assim podemos definir o trabalho de Ritchie Sambora no Bon Jovi, sempre deixando de lado pelo jeito blasé de tocar e por não ter o porte “físico” do vocalista Jon, o músico sempre foi esquecido em listas ou por revistas direcionadas a guitarra.
Mas basta ouvir uma música tipo Dry Country para perceber que Sambora era fantástico, solos rápidos e riffs estupendos, seja fazendo pop ou hard rock, ele entregava uma parte importante do pacote Bon Joviano!
2. Paul Gilbert: Rápido, preciso e carismático Gilbert é um pacote completo pena que a sua banda surgiu no momento que o Grunge explodiu! Mr.Big era uma banda completa, cozinha perfeita, vocal excelente e um guitarrista absurdo. Ouvir Collorado Bulldog e Vodoo Kiss é perceber que Gilbert é soberano no Hard rock!
1. Richie Kotzen: Um cara que consegue tirar o Poison da lama criativa e levá-los a serem respeitados mesmo com o hair metal morto merece ser o primeiro lugar em qualquer lista.
Mas não é só por isso que Kotzen está em primeiro lugar e sim pela sua capacidade criativa! Criando discos com uma alta freqüência absurda todos os seus lançamentos têm um ar de novidades constantes seja pela construção de riffs surpreendentes ou pela busca de novos sons, Richie mantêm sempre o nível lá em cima.
Em seus primeiros discos ele voava como um Malmsteem com feeling blues, depois de sua saída do Poison flertou mais ainda com suas raízes negras e se achou em casa no Soul e funk.
Apesar de todos esses fatores e por ter substituído o maravilhoso Paul Gilbert no Mr.Big, Richie Kotzen ainda é desconhecido por isso é triste saber que o grande público ainda não o conhece,mas mesmo assim damos a ele o prêmio de Guitar God!
John Travolta é conhecido por ser um ator instável. Assim como Nicolas Cage, já nos presenteou com ótimos filmes como "Pulp Fiction" , mas também já fizeram péssimas escolhas como as que vou falar agora.
Esse é antigo e a história é bem louca de um rapaz que por uma rara condição tem que ficar preso em uma bolha de plástico. Aqui podemos ver John Travolta bem no início de sua carreira. A trama quer ser bem emocionante, mas acaba caindo na bobagem, com um final bem bizarro. Outro detalhe é que Travolta namorou a atriz Diana Hyland, que faz a mãe dele no filme.
Esse é um clásico da Sessão da Tarde e por ser o primeiro filme de sua carreira, a gente entende!
Travolta quis fazer um filme legal, sobre o que passa na cabeça de um bebê, mas não entendi porque ele participou da continuação que é a mesma história só que agora com sua filha. Aí quando achamos que ele tinha saído da franquia ele insiste e faz o terceiro filme, em que o personagem principal é o cachorro. Pior são os nomes: "Olha quem está falando?" Olha quem está falando também" e "Olha quem está falando agora"
O pior filme de sua carreira e de todos os atores que estão no projeto, com uma trama idiota. O fundo da história é uma referência a cientologia, aquela religião que muitos famosos adotaram, o que fez o filme ficar mais sem sentido ainda.
Michael Cera é um ator que está ficando cada vez mais marcado por seus personagens, não que isso seja ruim, mas simplesmente mostra uma limitação que sempre nos deixa na dúvida se ele é um bom ator ou não.
Em Nick e Norah – Uma Noite de amor e música, novamente ele faz o tipo de cara deprimido que toca numa banda, a história me lembrou e muito Scott Pilgrim, em comum há os amigos gays, uma ex-namorada mala e um novo amor que o deixa confuso.
Voltando ao filme, a trama é sobre Nick (Michael Cera), o baixista de uma banda que está deprimido depois que tomou um pé da namorada durante um show em que toca, acaba encontrando Norah (Kat Dennings)e, por um acaso, os dois acabam tendo que ficar juntos por uma noite toda. aos poucos vão se conhecendo e nem preciso dizer aonde isso vai levar não é?
Eu gostei, não é nada de extraordinário, mas serve para passar o tempo. Me lembrou muito, também, “Sem Licença Para Dirigir”, por ser aqueles casos em que a história acontece toda em uma noite.
O filme tem várias citações musicais, que para mim não querem dizer nada já que sou completamente perdido quando o assunto é música, mas deve ser muito legal para quem curte.
Passageiros é o pior filme de Anne Hathaway, e nem preciso ver os outros para saber disso. A atuação dela está péssima, e Patrick Wilson seu par romântico tem cara de ator de comédia... Não convence. Em algumas partes chega a dar vergonha alheia de Hathaway, que fica gritando que nem desesperada a cada cena idiota, isso sem contar as inconsistências dela no filme. Para se ter uma noção ela flerta com pacientes, coisa totalmente antiética para uma terapeuta, e quando isso se explique, é estranho.
A história demora a se desenrolar, e isso só acontece lá pela metade do filme. Me lembrou muito o péssimo “A caixa”, um dos piores filmes que já vi na minha vida. Isso tudo com uma mistura de Lost.Além do que, muitas coisas ficaram sem sentido.
A surpreendente reviravolta final perde um pouco de sua emoção, pois aos poucos pode se deduzir o que virá, afinal não há mais nada de original, diversos filmes já usaram do mesmo recurso. Porém, com certeza muita gente ficou boiando, mas está tudo tão mastigado que é difícil não entender.
Se você gostou do final de Lost vai adorar o final do filme Passageiros, agora se odiou então nem assista.
Existem poucos atores com moral para se sacrificarem como Christian Bale, seja pela determinação que ele tem de sobra ou pelo esforço que faz para se dedicar aos papéis que escolhe.
Sua estréia no cinema foi com o filme "Mio na Terra da Magia", um filme de 1987, sobre um mundo mágico cheio de aventuras. Mas qualquer fã do cinema vai dizer que o verdadeiro início de Bale se deu no filme "O Império do Sol", um filme dirigido por Steven Spielberg que tem Bale no papel central, como um menino inglês mimado que vive em Xangai que, durante o tumulto do início da 2º Guerra, se separa dos pais e tem que viver os horrores da época.
Depois da grande estréia no cinema ele praticamente sumiu dos filmes de maior destaque, a sua volta triunfante seria no poderoso "Psicopata Americano", um filme bastante perturbador em quem Bale mostra todo seu talento ao dar vida a Patrick Bateman, um psicopata ambicioso.
Porém, o grande marco de sua carreira viria no filme "O operário", no qual o ator teve de emagrecer muito para interpretar o personagem principal. A história é um verdadeiro carrossel de eventos que nos deixa cada vez mais confuso para, no final, termos uma ingrata surpresa.
Com o destaque pelo filme, veio o convite para viver o novo Batman, no filme dirigido por Christopher Nolan, essa foi a deixa para Bale subir de patamar em Hollywood e entrar no hall dos grandes atores.
Apesar disso a atuação de Bale em "Cavaleiro das Trevas" foi ofuscada por Heath Ledger, mas o seu grande momento viria ao aceitar o papel de Dicky Eklund no filme "O Vencedor", atuação que lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante, certamente um prêmio para um ator tão dedicado.
Quando era mais novo todo mundo adorava “Goonies”, era o filme predileto da Sessão da Tarde do pessoal, eu sempre gostei mas nunca foi meu preferido.
Eu adorava histórias de terror, e por isso me fascinei pela trama de “Deu a Louca nos Monstros”, imaginem, na minha mente de fã de monstros, ver um filme em que você encontrava na mesma história Lobisomen, Drácula, Monstro do Pântano, Múmia e Frankestein.
A história é bem bobinha, com um grupo de amigos que formam um Esquadrão Monstro, o perfil dos membros do grupo é o mesmo daquela galerinha dos filmes dos anos 80, o líder, o gordão, o rebelde, e assim vai.
Na trama ainda temos espaço para o pai do garoto líder do grupo, que parece uma cópia de John McClaine de Duro de Matar, sendo um policial obcecado pelo trabalho e com problemas no casamento. Além dele outro personagem interessante é o “Alemão Assustador”, um velinho que mora numa casa antiga e que acaba se tornando amigo dos garotos.
As atuações... Bem, elas não são tão importantes no filme, já que a ação toma conta da história toda. O enredo também não é muito inteligente, afinal quando Van Helsing ia enterrar uma pedra numa casa abandonada no EUA? Ou quando um menino ia derrotar o Drácula com uma pizza de alho ou o Lobisomem chutando o saco dele?
Para quem gosta de cenas bonitinhas, tem a relação da menininha com o Frankstein, que lembra, e muito, a relação de E.T com Drew Barrymore.
Os efeitos especiais eu achei muito bons para a época, o lobisomem está muito bem feito, assim como a Múmia, Frankestein e Monstro do Pântano, o pior de todos, para mim, é o Drácula que fica usando uma capa ridícula o filme todo.
Se você gostou de Gonnies e quer uma aventura estilo anos 80 para se divertir, assistir a esse filme é diversão garantida. Um dos meus filmes ruins preferidos.
Para quem se lembra e quer ver como está o elenco, abaixo tem todos eles reunidos na Comic Con.
Fugindo do padrão das animações bonitas e adoráveis aos olhos, Rango estreiou este mês no Brasil com ótimas expectativas. Nessa atração, não somente as crianças aproveitarão, mas também os adultos, já que se trata de um desenho menos infantil do que os da Disney, por exemplo.
Rango (Johnny Depp) se encontra no deserto, após cair de um carro em movimento, e lá conhece um povoado sofrido, aonde água é uma necessidade escassa. Ele também sofre, graças à solidão e crises de identidade. Mas nesse ambiente, ele se transforma, sem querer, num valente protetor, temido (e também amado) por todos.
Fiquei impressionada com a arte do filme. Havia cenas em que o cenário, principalmente, e algumas das personagens, pareciam reais, tamanha a veracidade dos detalhes. E como mencionei no início, as personagens não são atrativas (simpáticas, talvez), mas encantam igualmente ao longo da trama, graças às suas ações. Adorei que o filme se passa numa atmosfera faroeste. Foi inusitado, e muito bem usado à favor da história, com o ambiente seco, sujo e isolado e também a existência de bandidos, mocinhas, herói, capangas.
‘Rango’ é divertido, maduro, bem feito. Um daqueles filmes em que os pais levarão os filhos para assistir, não o contrário.
O artigo acima foi escrito pela nossa colaboradora Marina Moia
O filme "Deixe Ela Entrar" é um novo clássico do terror, nós do Pastelaria Filmes somos fãs das duas versões. O filme teve algumas cenas excluídas e resolvemos mostrar para vocês agora.
E ai o que acharam? Não fez tanta falta na trama do filme mas com certeza ajudaria a aumentar a tensão.
Natalie Portman acabou de ganhar um Oscar por seu papel em Cisne Negro, também está grávida e vai ser mãe pela primeira vez. Por isso hoje resolvi dedicar um post para seu talento musical.
Primeiro vocês vão conhecer a doce e gentil Natalie, cantando aos 15 anos de idade para a peça Cabaré.
Já essa segundo vídeo é para o programa Vila Sésamo em que ela canta acompanhada do Garibaldo.
Aqui embaixo a verdadeira surpresa, nos podemos ver Natalie cantando um rap para o programa Saturday Night Live, reparem no palavreado da música.
Após o Carnaval e o Quarta-Feira de Cinzas, voltamos com mais um Pastel da Semana o convida de hoje é o Tiago Oliveira.
Quem é
Tiago Oliveira é Nerd e twiteiro compulsivo, é conhecido por abarrotar as timelines de seus followers. Ouve podcasts enquanto pedala, curte música, comunicação, vida noturna e cerveja draught (preferencialmente Guinness). Nas redes sociais já foi responsável pelos perfis da Marcyn Caprich entre outros clientes
Quando o Myr me fez a proposta de escrever sobre dois filmes, fiquei um tempão pensando se valia a pena citar os clássicos dos anos 80; para mim, obrigatórios para a formação do caráter de qualquer pessoa. Curtindo a Vida Adoidado, Te Pego Lá Fora, Porky’s, De Volta Para o Futuro e todos aqueles filmes em que peitinhos surgiam do nada, em plena Sessão da Tarde, e alegravam nossos dias.
Mas daí achei legal falar de algum filme mais recente, que de alguma forma tivesse me pegado forte, como antigamente rolava. E o que mais me animou foi Scott Pilgrim vs The World.
Que nerd nunca imaginou que para conquistar a sua princesa deveria vencer vários chefões primeiro?
Essa é a premissa do filme. Scott Pilgrim, um canadense “desocupado” de 22 anos, baixista de uma banda mequetrefe (Sex Bob-Omb), que divide uma kitchenette e o colchão com seu amigo gay Wallace Wells, que tem uma namorada chinesa de apenas 17 anos (Knives Chau), que é interpretado pelo über nerd Michael Cera, conhece um dia, em uma festa, Ramona Flowers. Ops, conhece não. Primeiro sonha com ela. Um sonho idiota. Um sonho esquisito. Depois a vê saindo da biblioteca pública. E só então, na festa, realmente a conhece.
Tá, mas isso tudo de conhecer a gente sabe muito bem como acontece entre nerds: “Oi, conhece Pac Man? Então, Pac Man originalmente se chamava Puck Man. Mas como ficaram com medo das pessoas trocarem P por F e passarem a chamar o jogo de... Ok, você entendeu, né? Então, chau”
É isso.
Certo, não está ajudando em nada a você, que lê este texto, querer assistir o filme, correto?
Então, voltemos um pouco mais no tempo. 2004. Bryan Lee O’Malley cria o personagem de HQ, inspirado em mangás e video games, numa história contada em 6 edições P&B. Sucesso das HQs underground, ainda em 2007 começa a ser escrita a versão cinematográfica da história do herói que, para ficar com Ramona Flowers - a novaiorquina que foi morar em Toronto, que deixa todos aos seus pés, que tem cicatrizes de lutas e que está num outro nível, chutando todos os tipos de bundas - precisa primeiro derrotar seus 7 ex-namorados (incluindo uma garota e dois irmãos gêmeos). Estilo de video games, visual de mangás, referências indie e um caldeirão de ideias que fazem do filme uma versão, se não adolescente, mas jovem adulto, do Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças.
Mas, ops, cadê a empresa que apaga memórias? Não existe.
A relação com Brilho Eterno - e essa é só uma teoria, nada exatamente comprovado - talvez esteja nas referências visuais (cabelos coloridos, neve e lagos congelados), no herói interno (aquele que não faz nada por ninguém, mas por ele. Que vence unicamente pelos seus ideiais egoístas - sim, egoísta, porque luta pelas suas paixões, nunca pelo salvar o mundo) e, principalmente, na questão de toda história se passar na cabeça do protagonista. É a visão masculina dos relacionamentos. Cada um a seu modo, tenta entender e se ajustar ao redemoinho de histórias, referências e sentimentos que se passam na cabeça de uma mulher.
Talvez as mulheres se identifiquem da mesma forma, tomara, mas como tenho cabeças de menino, é difícil separar as coisas. Quem sabe meninas nerds consigam. Ou todas as outras, porque não acredito que este seja um filme nerd, mesmo com essas referências visuais.
Porque mesmo com tudo isso, Scott Pilgrim nos pega pela vontade de se apaixonar por alguém e que a recíproca seja verdadeira. Mas, além, nos pega porque, quando achamos que tudo está lindo, aparecem os 7 ex-namorados pra nos desafiar. Porque não basta conquistar a garota; precisamos derrotar todos. Uns mais fortes, outros mais fracos, torcemos para que Scott ache, também, o golpe que gostaríamos de desferir, a forma certa de dizer “Cala boca! Se Ramona não está com você, é porque não a merece!”
Mas sempre tem um porém: Scott foi rejeitado por Envy Adams, que o largou para seguir carreira com sua banda e seu novo namorado vegan. E essa lembrança, óbvio, também o impede de seguir em frente com tranquilidade. Scott vive frivolamente, em relações que não se desenvolvem, sempre com o fantasma da ex assombrando-o. Com medo de que um dia ela reapareça e ele sucumba ao seu "poder". E quem não sabe bem o que é o poder de um/a ex?
O que fica do filme, mesmo com sua forma peculiar de contar uma história de paixão, é aquele aperto no peito que sentimos em todo conto de amor, seja ele contado numa comédia romântica, num filme iraniano ou num game. Vale a pena!
Já o filme que não vale a pena assistir: Como sou atrasado e escrevo esse post enquanto assisto à premiação do Oscar, e como sou pobre e assisto pela Globo e estou aguentando José Wilker comentando, digo para nunca assistir a nada que ele comente. Pedante, não tem o menor carisma para tecer comentários que possamos respeitar. É como vê-lo em A Casa da Mãe Joana. Vergonha alheia total. Taí, tem coisa pior que A Casa da Mãe Joana? Acho que não; então meu voto vai pra esse filme.
E uma última dica para quem curte cinema. Ouçam o RapaduraCast, podcast do portal Cinema Com Rapadura.
“Uma Manhã Gloriosa” acompanha a vida de uma produtora jornalística (Rachel McAdams),que ao perder o emprego, se vê em uma nova oportunidade, num jornal que precisa ser reerguido para evitar seu cancelamento. Becky Fuller conhece uma das apresentadoras, a metida Colleen Peck (Diane Keaton) e é encarregada de encontrar um novo coapresentador para o programa. Ela ‘encontra’ Mike Pomeroy (Harrison Ford), uma lenda do jornalismo que se recusa a dar as noticias fúteis, típicas de jornais matinais.
McAdams, sempre linda e cativante, encaixa excelentemente nesse papel, como uma mulher atrapalhada e workaholic. Becky é totalmente dedicada ao trabalho, e por isso não tem muito sucesso em suas relações amorosas, já que coloca o trabalho em primeiro lugar.
Harrison Ford e Diane Keaton formam uma dupla com muita química, mesmo com personagens que não se suportam. Ford está inusitado na pele de alguém que é intitulado como a ‘3ª pior pessoa do mundo’, ou seja, insuportável. Já Diane Keaton está maravilhosa, como sempre, e com humor afiado.
O filme é diferente, não foca somente nas relações românticas da personagem e, mesmo com alguns clichês pelo caminho, passa uma mensagem de amizade e persistência. Ótimo para o final de semana, com certeza resulta em muitas risadas.