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BIRDMAN O GRANDE GANHADOR DO OSCAR

Leia o que achamos do filme que ganhou os prêmios de melhor filme e diretor

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TIM BURTON UM GÊNIO DESGASTADO?

Um grande diretor em um mau momento ou sempre uma enganação?

OSCAR 2015 - Tudo sobre a premiação

Tudo que você sobre como foi a premiação

QUEM VOCÊ MAIS ODEIA EM GAME OF THRONES?

Vejam a lista dos personagens mais perversos da série

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

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PINGANDO ÓLEO - Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo (2014)

Bem, primeiro de tudo, o nome do filme parece um anúncio daqueles programas polêmicos, tenta vender o filme como sendo uma história chocante e impressionante, coisa que não é. Quem já parou uns 10 minutos no canal Discovery ID com certeza já viu uns 10 casos parecidos e isso contando baixo.




Falando um pouco mais sobre o filme, ele conta a história do milionário John Du Pont (Steve Carrel) que, apaixonado por luta livre, resolve patrocinar o campeão olímpico Mark Schultz (Channing Tatum). A relação que os dois acabam desenvolvendo se torna cada vez mais estranha e curiosa, e em meio a esse relacionamento complexo surge David (Mark Ruffalo), irmão e treinador de Mark. o encontro dos três caba tendo um final trágico.




A maior aposta de “Foxcatcher” é em Steve Carrel, acho que o diretor Bennett Miller achou que seria interessante fazer um ator mais conhecido por personagens cômicos atuar em um papel mais complexo e sério, esse tipo de coisa já aconteceu antes com o Jim Carrey e Robin Willians, dois atores que conseguiram se sair muito bem em situação similar. Carrel também acaba se saindo muito bem, apesar da maquiagem que nos deixa com a impressão que ele sempre vai espirrar ou algo do tipo, no fim é um bom trabalho, mas nada memorável ou capaz de marcar sua carreira.




O elenco ainda conta com um competente Mark Ruffalo que, assim como Carrel, está bem diferente da forma como o conhecemos. No filme ele ostenta uma barba e possui cabelo ralo, além de um corpo enorme, a sua participação apesar de importante é bem reduzida no longa, o que achei um ponto um pouco falho, afinal, acho que se o seu personagem tivesse mais participação talvez tivéssemos uma filme melhor. Se Mark Ruffalo está bem diferente, não podemos dizer o mesmo de Channing Tatum, que parece repetir seus papéis. Encarnando novamente o grandão burro, ele está mais para o lado do ingênuo, e a forma como interpreta Mark Schultz nos deixa com a impressão que o personagem em questão não tem personalidade nenhuma, o que atrapalha e muito nas cenas em que é necessário um pouco mais de profundidade na história.




Para finalizar, “Foxcatcher” é um filme que apostou muito em atuações. Com um roteiro bem arrastado em alguns momentos, o longa parece que estica a história sem necessidade, deixando de explorar momentos interessantes como a relação de John Du Pont e sua mãe, ou mesmo dele com David. Apesar da ótima caracterização dos personagens, faltou um pouco mais de emoção na história, o desfecho final que teria de ser “chocante” acaba sendo somente um final comum e sem muita profundidade.


Escrito por Fábio Campos

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 12:15 1 comentários

PINGANDO ÓLEO - A teoria de Tudo (2014)

Quando vi que ia ter um filme contando a história do físico Stephen Hawking, pensei que poderia ser uma história de superação, visto que ele não nasceu com nenhuma deficiência, e sim adquiriu uma doença ao longa da vida.




A teoria de tudo” começa mostrando Stephen (Eddie Redmayne) já na faculdade, se mostrando um aluno desleixado, porém brilhante. Também é apresentado um lado mais boêmio do físico, é durante essa parte da sua vida que ele conhece Jane (Felicity Jones), a mulher que se tornaria sua esposa.




O que mais chama a atenção no filme é a dedicação que Eddie Redmayne teve com o papel, ele realmente se parece muito com Stephen Hawking. No estado mais avançado de sua doença, o ator está quase perfeito no papel.





O que mais me incomoda é que ao contar a história de alguém que ainda está vivo, cria-se certa limitação, pois para evitar problemas com o personagem real, muito é romantizado ou apenas exibido pontos positivos de sua história, e ainda pelo foco da trama ser o período em que ele já está doente, o filme acaba trabalhando mais a relação de Jane e Stephen e a forma como ela vai se desgastando, mas as coisas acontecem muito rápido e você não consegue ter uma empatia pelos personagens.




Eu acabei não comprando a ideia do filme, achei que ele não chegou a lugar nenhum e não se sustentou. Creio que o enredo seria melhor se mostrasse a infância dele até chegar à parte adulta, mesmo as frustrações do protagonista por estar naquela condição, situação que seria natural, mas não foi explorada, tendo somente uma cena no final na qual realmente podemos entender um pouco do que ele pensa sobre estar imobilizado. Outro ponto que me frustrou foi não mostrar a relação dele com os filhos. No geral “A teoria de tudo” se foca mais no romance com uma história de amor que mescla dedicação, carinho, cumplicidade e até um pouco de ousadia.


Escrito por Fábio Campos

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

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PINGANDO ÓLEO - Whiplash (2014)

Whiplash é um filme sobre jazz. Whiplash é um filme sobre bateria. Whiplash é um filme sobre músicos. Mas acima de tudo, Whiplash é um filme sobre a relação humana com seus sonhos e semelhantes.




Escrito e dirigido por Damien Chazelle, Whiplash havia sido antes, em 2013, um curta metragem do mesmo autor que já contava com a participação de J K Simmons, sendo produzido como longa no ano seguinte, 2014.

O filme conta a história de Andrew Neyman (Miles Teller), um jovem e talentoso baterista que após ser aceito para estudar música na Universidade Shaffer, tem de encarar Terence Fletcher (J K Simmons), um famoso e bem sucedido professor de música que possui métodos educacionais pouco ortodoxos que incluem humilhação, chacota, desprezo e violência psicológica que chega a beirar a agressão física.




Assisti com grandes expectativas e não me arrependi. Whiplash gira em torno da música, e mesma para uma negação musical como eu, torna-se envolvente, apresentando teorias musicais e do próprio gênero do jazz sem que isso se faça protagonista da história, se posicionando apenas como a cereja realista sobre o bolo, o “toque mágico” que nos leva à imersão na história que trata principalmente de sonhos e determinação.




O conflito entre os personagens de Miles Teller e J K Simmons demonstram a entrega que ambos deram aos papéis, bem acertados e não deixando nada a desejar na interpretação, principalmente Simmons, ator versátil e talentoso (para quem não sabe, basta dar uma olhada na filmografia gigante do ator), que como o detestável Terence Fletcher mereceu, com toda a certeza, o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Globo de Ouro.




Em outras palavras, Whiplash é um ótimo filme. Eu indicaria a todos, fazendo apenas uma ressalva: se preparem para terminar de assistir o filme e irem correndo ouvir jazz.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 21:48 0 comentários

TOP PASTEL - Filmes sobre Farmácia

Hoje é dia do farmacêutico. E para homenagear estes profissionais tão dedicados, nós da Pastelaria Filmes resolvemos fazer uma lista com alguns filmes que estão diretamente envolvidos com essa profissão.




Tentamos selecionar os mais legais sobre o assunto, e evitamos se focar somente em criticas a indústria dos remédios, tema que mais rendeu produções. Abaixo segue a nossa lista:


Para os aventureiros




Rolou Uma Química: Nesse filme um farmacêutico interpretado pelo Sam Rockwell é conhecido pelo seu jeito certinho e acaba se metendo em várias confusões. Quando em uma delas, acaba conhecendo uma mulher casada que faz a vida dele virar de cabeça pro ar, com certeza uma boa opção para quem quer rir um pouco.


Para os românticos




Paris-Manhattan – Desta lista esse é com certeza o mais fofo. Conta a história de Alice, uma farmacêutica obcecada pelo Woody Allen que receita para seus clientes produções do diretor como uma espécie de remédio para ajudar pessoas com problemas. Uma abordagem no mínimo interessante que rende um filme romântico bem divertido.


Para os Criativos




Clube de Compras Dallas – O longa que rendeu a Matthew McConaughey o Oscar de melhor ator é um dos mais recentes a tratar sobre a indústria farmacêutica. Novamente com um tom de critica, o filme fala sobre os tratamentos contra AIDS que existiam nos EUA, que eram uma espécie de monopólio de alguns laboratórios. Sem opções, o protagonista vivido por McConaughey, acaba tendo que encontrar opções alternativas no México, o que acaba criando um problema legal, que ele resolve de uma maneira bem criativa e acaba desta forma ajudando muitas pessoas.


Para os mais Capitalistas




Jardineiro Fiel – Esse filme conta a história sobre um homem que após saber que sua esposa foi morta, resolve descobrir os motivos pelos quais ela foi assassinada. O longa é um drama muito interessante, estrelado pelo ótimo Ralph Finnes, e dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles. Têm uma abordagem bem crua e fria sobre o relacionamento que alguns laboratórios farmacêuticos mantém com alguns países mais pobres da África.


Para os inovadores




Planeta dos Macacos: Um dos filmes que tiveram um dos reboots mais interessantes dos últimos anos, o longa “Planeta dos Macacos” aborda logo no inicio a indústria dos remédios e o uso de animais para experimentos. Novamente os responsáveis pelo laboratório não são os caras mais legais do mundo, o que me leva a crer que é para alguns roteiristas é mais fácil explorar um clichê do que desenvolver algo um pouco fora da caixa. Apesar disso não podemos tirar os méritos deste longa que é muito bem produzido e conta com um ótimo Andy Serkis no papel de César.


Para os apaixonados




Amor e outras drogas: Estrelado por dois grandes atores, Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal, ele faz o papel de um representante de um grande laboratório farmacêutico que acaba se apaixonando por uma mulher com mal de Parkinson. Um ponto interessante sobre o filme é que ele foi rodado em Pittsburgh, estado da Pennsylvania aonde existem diversos centros de pesquisa médica. O enredo apesar de romântico é um pouco triste, mas pela história de amor que existe por trás dele vale a pena e tem um pouco de ligação com o dia de hoje.



E ai gostaram da nossa lista? Bem, ela além de ser especial aos farmacêuticos foi em homenagem a uma mulher muito especial, nesse caso a minha namorada, que eu amo muito.


Escrito por Fábio Campos

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Drácula a história não contada - (2014)

Acho que a figura do Drácula é uma das mais fortes tanto no cinema quanto na literatura, e apesar de não ser o primeiro vampiro criado, ele se tornou um ícone no “universo dos monstros”, sendo por diversas vezes retratado no cinema. Algumas vezes com atores icônicos como Bela Lugosi e Gary que encarnaram o vampiro com ar mais perigoso e sombrio, mas também houveram várias sátiras, como a famoso drácula de Leslie Nielsen. Atualmente resolveram que era hora de inovar fazendo de Drácula uma figura de ação.




Em “Drácula a história não contadaLuke Evans interpreta o mais famoso vampiro dos cinemas, porém em grande parte do tempo ele atua como Vlad, o mito por trás do Drácula e o personagem, segundo registram as lendas, que inspirou Bram Stoker. Eu achei muito interessante essa abordagem de mostrar um pouco da vida do homem antes de se tornar um vampiro, tá certo que sabemos como vai ser o final da história, mas é muito interessante entender as motivações dele e também o cenário politico da época na qual a Transilvânia vivia sobe a constante ameaça dos turcos. O personagem do Dominic Cooper acrescenta bastante a trama no seu início, assim como o do Charles Dance, que em um papel bem interessante age como uma espécie de Palpatine para o lado sombrio do Vlad.




No geral o filme é muito legal, tem uma temática bem pipoca e não se preocupa muito em querer causar medo, quiseram dar uma roupagem diferente ao Drácula, fugindo um pouco daquela percepção de mostro e dando um pouco mais de foco no seu lado humano. É claro que por ser um filme de ação isso foi porcamente utilizado no roteiro, o que para mim não interferiu em nada, afinal já esperava um filme nessa linha, mesmo. Quem vai ao cinema esperando profundidade e uma construção de personagem que remonte aos livros do Bram Stoker provavelmente vai se decepcionar, a melhor forma de encarar é sentar, relembrar o que você sabe sobre o Drácula, e curtir a pipoquice.





Escrito por Fábio Campos

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 14:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Killer Joe (2011) - por Daniel Guerra

Matthew Mcconaughey com justiça em 2014 teve sua atuação premiada com um Oscar em Clube de Compras Dallas, mas até pouco tempo se dedicava quase que exclusivamente a comédias românticas ou produções que não exploravam seu potencial dramático. Esse filme marca essa virada. Para isso contou com o suporte do diretor de dois dos maiores clássicos dos anos 70, William Friedkin.




Friedkin ganhou fama e atenção nos anos 70 com dois dos filmes mais importantes da década, Operação França e O Exorcista e ficou conhecido por ser um diretor com métodos pouco tradicionais para extrair o máximo de seus contratados, levando-os ao limite e conseguindo indicações para estatuetas douradas.




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A história aqui se passa numa cidade pequena do Texas, onde um pequeno traficante fracassado (Emile Hirsch), junto com o pai retardado (Thomas haden Church) entram em acordo para contratar um assassino (McConaughey) que mate sua mãe para que possa ficar com o dinheiro de seu seguro de vida e possa pagar suas dívidas. As coisas não saem como esperado e com o desenrolar da trama, só pioram. O filme é uma comédia de erros (como Fargo), com personagens egoístas e traiçoeiros e possui cenas fortes de violência e de humor negro.




McCounaghey muito elogiado por seu Joe Cooper, um pistoleiro frio e metódico, capaz de atitudes imprevisíveis que beiram a loucura irracional. Recentemente, ele aproximou Friedkin do roteirista de um de seus sucessos mais recentes (a série True Detective), Nic Pizzolatto, que pode ocasionar em uma colaboração de Friedkin na segunda temporada da série. Aguardemos.





Escrito por Daniel Guerra

domingo, 18 de janeiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 14:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - A letra que mata (2008)

Alguém já ouviu falar de um filme de suspense gospel? Sério, eu nem sabia que isso existia até assistir “A letra que mata”. A trama é centrada em um pastor e sua esposa que, ao se mudarem para uma cidade no interior, tem de viver com uma velha senhora e seu filho recluso, ambos fanáticos pelos costumes do velho testamento.




Bem, comecei a assistir o filme sem saber que ele tinha essa entonação religiosa e só fui descobrir lá pela metade deste, sendo também quando o péssimo elenco começou a fazer a diferença, ficando muito claro que ninguém ali nunca tinha atuado uma vez se quer na vida; Curioso, fui fazer uma pesquisa sobre o filme, e descobri o motivo pelo qual foi lançado.




Eu devo confessar que achei cômico o fato do longa criticar os próprios fanáticos religiosos, porém a péssima atuação, o roteiro ruim e os personagens, cada um pior que o outro, jogaram uma pé de terra sobre o filme. Para terem noção, em determinada cena o pastor dá um soco na tal velhinha que já citei, e a cena que deveria ser densa só rende muitas risadas. Sinceramente, um dos piores filmes que já vi, não recomendo nem para quem está curioso, peço que passem longe! A igreja ainda não chegou ao nível de fazer filmes com tanta qualidade.




Escrito por Fábio Campos

sábado, 17 de janeiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 18:00 0 comentários

PODCAST 2 - Aquele que falamos dos melhores e piores que vimos esse ano

Bem já vem chegando o nosso segundo podcast desse ano, e fugindo contra tudo que estão fazendo por aí, vamos falar um pouco sobre os melhores filmes que vimos esse ano, a regra tá valendo para o que eu e o Luiz vimos em 2014, a lista é bem divertida e nos fizemos questão de comentar daquele jeito só nosso, cheio de curiosidades e besteiras que vocês só vão ouvir aqui. Confiram abaixo

...



REFERÊNCIAS DO PODCAST


O nossa charada de hoje foi com a nossa macaca preferida SHAKMA, a matadora de jogadores de RPG nerds




Coherence, quem conhece alguém do elenco??




Her - vai me dizer que você não se apaixonaria pela voz da Scarlett tb?




Expresso do Amanhã - O filme que todo o elenco teve que tomar um banho depois




Guardiões da Galáxia - A dura realidade que a Marvel com um guaxinim e uma árvore ganharam mais dinheiro do que todo mundo que está ouvindo vai fazer até o final da vida




Incêndios o filme para chocar todo mundo, mas que recomendamos que assistam sozinhos




O clube de Compras Dallas - Matthew Mcconaughey calando a boca de todo mundo




Intocáveis um drama que virou o queridinho de muita gente



Operação Invasão 2 quero ver alguém tentar lutar como esses caras




A letra que mata - Se você for cristão perdoe o diretor e o elenco do filme






Pompeia - Jon Snow corra e salve sua carreira




E aí pessoal quem gostou comenta embaixo, quem acha que a gente só falou asneira também comenta, e se quer defender algum desses filmes ou comentar sobre a nossas escolhas também participe.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

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FRITOS NA HORA - Relatos Selvagens (2014)

Nos últimos tempos tenho ouvido muito falar de um filme argentino que estava em cartaz aqui por São Paulo. Seu nome: Relatos Selvagens.




Confesso que a principio não me senti atraído por assisti-lo, sem nenhum motivo que não o simples desproposito de não sentir vontade. Porém, era difícil não começar, aos poucos, a sentir certa curiosidade, afinal de contas não é um ou dois amigos que disseram tê-lo assistido e gostado, eram todos. Absolutamente todos aqueles que conheço que assistiam, recomendavam, chegando até mesmo ao cúmulo de me dizerem que o clima do filme era bem a minha cara. Então fui fisgado e, mais que depressa, parti para o cinema.

Do diretor Damián Szifron, Relatos Selvagens vai além de um filme com uma pegada cômica, ele é ácido, sagaz e ao mesmo tempo cruel. É uma crítica social que se constrói sobre a linha tênue que separa a civilidade da barbárie.




Com uma interpretação incrível dos atores que não deixam nada a desejar na composição de seus papéis, dando atenção à Ricardo Darin, conhecido por protagonizar belamente o filme “Segredo dos teus olhos”, “Relatos Selvagens” é composto por seis pequenas histórias independentes entre si. Talvez seja essa uma das qualidades do filme, mantendo o espectador sempre atento a um novo desenrolar (e novas situações improváveis e cruelmente divertidas).




Acho incrível que o longa em questão não tenha sido mais difundido nos cinemas brasileiros quanto foi fora das fronteiras tupiniquins, mas vale lembrar que “Relatos Selvagens” é a principal aposta da Argentina para a categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2015.
E então fica minha opinião mais direta: filme incrível que carrega certa influência Tarantinesca. Boas músicas, ótimas interpretações e histórias capazes de te prender na cadeira e fazer sentir como se duas horas fossem apenas 2 minutos.
Assistam!


Escrito por Luiz Fernando Pierotti

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

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FRITOS NA HORA - um corpo que cai (1958)

O corpo que cai” ou “Vertigo”, eu particularmente prefiro o segundo nome, é um dos filmes que sempre figura entre os melhores de todos os tempos. Toda vez que o diretor Alfred Hitchcock é citado, muitas são as pessoas que dizem ser esse o melhor dos seus trabalhos, superando até mesmo o badalado “Psicose”.




Há muito tempo tinha prometido para mim mesmo assistir "Vertigo", além de ter um grande diretor por trás, eu adoro o James Stewart, por isso foi um prazer poder finalmente achar tempo para admirar essa obra. A história, para quem não conhece, conta de um detetive particular que se aposentou da policia pelo seu medo de altura, papel de James Stewart, que é contratado para investigar a mulher de um rico empresário, que ultimamente tem adquirido hábitos suspeitos.




Comecei assistindo o filme e esperando muito, e sempre quando isso acontece acabo me decepcionando, desta vez não foi diferente. Comecei achando que veria um mistério grandioso, cheio de reviravoltas, porém grande parte do tempo a trama gira em torno da obsessão do detetive pela mulher, interpretada muito bem pela Kim Novak. Todavia, quando a trama parecia engrenar para o lugar comum , o filme justifica o seu valor com uma reviravolta fantástica e um final de arrepiar! Ele cresce e deixa de ser apenas um suspense para ser um uma obra do Sr. Hitchcock.






Escrito por Fábio Campos

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

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PASTEL DELIVERY - Marco Polo (2014)

Após toda divulgação que a série “Marco Polo” teve como o grande lançamento desse final de ano no Netflix, eu não tive como deixar passar em branco e resolvi acompanhar se realmente era algo muito bom ou se tinha mais marketing em cima do que qualquer coisa.




Pois bem, estrelada por Lorenzo Richelmy que faz o papel de Marco Polo, a série busca contar um pouco da vida desse que viria a ser um dos grandes exploradores do mundo. Antes de falar dos outros personagens, vou dizer um pouco sobre as impressões que tive ao longo dos episódios. No inicio achei que a série teria uma pegada um pouco mais histórica ao estilo “Roma”, por exemplo, porém ao longo do desenvolvimento da trama vi que a ação seria outro recurso muito usado, tendo alguns momentos de luta que lembram até os filmes do Bruce Lee. Essa mistura de artes-marciais, história e uma pitada de jogo de poder, para mim funcionou, mas entendo que não é uma coisa que vá agradar a todos.




Bem, agora que falei um pouco sobre o que achei da construção da série, vou falar um pouco dos personagens, creio que após Marco Polo, que tem o maior tempo de tela e é o protagonista, o segundo mais importante da trama é Kublai Khan (Benedict Wong), que tem uma atuação, a meu ver, bem consistente. Foram diversos os momentos em que mesclei admiração e repugnância em relação ao seu personagem, ele parece seguir a tendência dessas novas séries em que não existe um lado bom nem um lado ruim no personagem, ele é o que é. Completando o elenco, são vários coadjuvantes, nem tantos quanto em “Game of Thrones”, mas um elenco considerável. Dentre todos os personagens vou destacar alguns que achei que destoaram, seja por conta de atuação ou por relevância, Jia Sidao (Chin Han) que se destaca no papel do chanceler da China e que tem um dos hobbys mas legais que já vi, além disso ele tem um perfil manipulador/lutador muito interessante. Se as atitudes de Kublai Khan mesclam bondade a maldade, aqui o caso é a mais pura maldade com ambição. Outro personagem interessante e com potencial para ser o preferido de muita gente é o Cem-Olhos (Tom Wu), um monge cego e lutador, que parece ter saído de um filme do Tarantino tamanho a sua técnica e habilidade.





Além desse três que para mim são os mais interessantes, temos o príncipe Jingim (Remy Hii) o filho mimado do Khan, a imperatriz Chabi (Joan Chen), Byamba (Uli Latukefu) o filho guerreiro do Khan, Yusuf (Amr Waked) o vice rei, Ahmed (Mahesh Jadu) o ministro da moeda e Mei Lin (Olivia Chang), todos com boas participações na trama, e alguns se destacando pela atuação como o caso de Amar Waked que está muito bem no seu papel.

Bom, no geral a série é muito bem produzida, o seu maior problema acho que é o foco, afinal de contas acontecem muitas coisas ao mesmo tempo, e muitos núcleos acabam sendo desenvolvidos simultaneamente. Em “Game of Thrones”, por exemplo, isso consegue ser feito por conta de alguns atores brilhantes, o que funciona até que de maneira quase concisa, em Marco Polo alguns núcleos acabam sendo prejudicados pela limitação dos atores. O próprio protagonista não consegue gerar muita empatia, e creio que os momentos mais interessantes da série se dão pela maquinações de Khan e Sidao que acabam se tornando, de certa forma, os pontos centrais da trama. Os outros núcleos acabam sendo ofuscados por conta disso, e os momentos de romance envolvendo o personagem do Marco Polo, para mim, são os mais desinteressantes, talvez seja por conta da falta de empatia que o casal gera.




Para fechar, devo dizer que recomendo a série, ela não é excelente, mas está no mesmo nível de “Vikings”, por exemplo. Se em “Marco Polo” não existe uma preocupação histórica tão grande e os personagens não estão tão bem construídos, as cenas de ação e lutam e as boas atuações de alguns personagens tornam a série interessante.
Eu gostei e acho que vale a pena dentre as opções no Netflix.


Escrito por Fábio Campos

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Isolados (2014)

Quando vi o primeiro trailer de Isolados, achei que podia sair coisa boa dali, acho que o Bruno Gagliasso é um bom ator, assim como a Regiane Alves, e realmente acreditei que a história sobre um casal em uma casa no meio de um local deserto com um assassino a solta poderia ser um uma trama interessante. Uma pena que me enganei.




Como disse, a trama é bem interessante e parecia que ia ter um tom meio semelhante ao de “O iluminado”, com aquele terror psicológico, pois não é que o diretor Tomas Portela resolveu querer fazer a história ficar mais com a cara de uma daquelas tramas do M. Night Shyamalan, em que no final você tem uma enorme revelação? Tá certo que a revelação aqui é bem mais modesta, mas mesmo assim ficou no mesmo estilo.




O que mais me irrita no filme é que ele poderia ser bom, mas de um momento para frente resolveram complicar a trama e você não sabe mais o que está acontecendo, porque o médico tinha levado a namorada num lugar daqueles, ou se ele tinha alguma problema, mesma situação do personagem do falecido do José Wilker que após ter apenas uma pequena aparição no filme, retorna no final de maneira pouco compreensiva.





Bem, podem me chamar de chato, mas não gostei do filme e nem entendi metade da história. E depois, quando busquei me informar e entendi, achei ruim. Prefiro filmes como “Quando eu era vivo”, melhor filme de terror nacional que vi no último ano.


Escrito por Fábio Campos