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BIRDMAN O GRANDE GANHADOR DO OSCAR

Leia o que achamos do filme que ganhou os prêmios de melhor filme e diretor

PODCAST COM OS MELHORES E PIORES DO ANO

Quer dar risadas e receber umas dicas de filme então entre e se divirta

TIM BURTON UM GÊNIO DESGASTADO?

Um grande diretor em um mau momento ou sempre uma enganação?

OSCAR 2015 - Tudo sobre a premiação

Tudo que você sobre como foi a premiação

QUEM VOCÊ MAIS ODEIA EM GAME OF THRONES?

Vejam a lista dos personagens mais perversos da série

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 13:05 0 comentários

OPINIÃO - Os ganhadores do Globo de Ouro 2015

E então chegou dia 11 de janeiro, e com ele a 72ª edição do Globo de Ouro, que aconteceu no Beverly Hilton Hotel pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood (Hollywood Foreign Press Association).



Confesso que não sabia muito bem o que esperar dessa premiação por alguns motivos específicos, como por exemplo minha incapacidade de julgamento sobre as séries indicadas. The Affair e Transparent, por exemplo, que saíram campeãs em mais de uma categoria, não faziam parte do meu repertório conhecido.

Mas o que importa é que o Globo de Ouro aconteceu, os prêmios foram dados e só nos resta opinar de maneira irresponsável e pouco prudente sobre os resultados. E não só sobre os resultados, devo dizer que pelo terceiro ano seguido a premiação foi apresentada pela dupla Tina Fey e Amy Poehler, que tiveram uma performance pouco divertida, tirando poucas risadas da galera (e nenhuma dos telespectadores brasileiros, que além de sofrer com as piadas, ainda eram atrapalhados pela tradução simultânea feita pela TNT).
Mas enfim, vamos ao que interessa. Em ordem de entrega os prêmios foram os seguintes:


Melhor ator coadjuvante:  J.K. Simmons ("Whiplash")


Ator com uma vasta filmografia, atuando tanto no cinema como em muitas séries conhecidas (lembra da emblemática série OZ? Sim, aquela da cadeia!), e até mesmo emprestando sua voz para a indústria dos video-games, em jogos como Command & Conquer: Red Alert 3 e o famoso Portal 2.
Foi o Papel de Terence Fletcher que lhe rendeu sua primeira indicação ao Globo de Ouro e consequente vitória.


Melhor minissérie ou filme para TV: "Fargo"

Série de comédia com certa pitada de humor negro, Fargo é produzida pela FX e conta a história de um jovem forasteiro que chega na pequena cidade de Bemidji, Minesota, e com sua personalidade maliciosa e violenta vira o principal suspeito de uma série de assassinatos que começam a acontecer.
Levou o prêmio desbancando séries e filmes de TV como “The Missing”, “The Normal Heart”, "Olive Kitteridge” e a popular “True Detective”.


Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV : Joanne Froggatt ("Downton Abbey”)

Atriz com uma carreira quase basicamente composta de séries e filmes de TV, faturou o prêmio por sua personagem Anna Smith, criada de uma família aristocrata chamada Crawley, a qual protagoniza a trama.
Confesso que não esperava que ela ganhasse, era a atriz mais desconhecida dentre os indicados que contavam com nomes como Uzo Aduba (“Orange is the new black”), Kathy Bates (“American horror story”), Allison Janney (“Mom”), e Michelle Monaghan (“True detectives”).




Melhor ator em minissérie ou filme para a TV: Bob Thornton ("Fargo")

Mais uma para Fargo. Billy Bob Thornton tem participações em diversos filmes e séries, mas curiosamente já fez vozes para o programa de comédia “Frango Robo” e para “catdog”.
Novamente uma surpresa para mim que não conhecia muito bem o trabalho do ator.


Melhor atriz em série de TV – Comédia ou musical: Gina Rodriguez ("Jane the virgin")

Gina Rodriguez é uma atriz com uma carreira profissional recente, tendo feito sua primeira aparição em 2004 na série Law and Order. Ganhou destaque em 2012 quando interpretou Majo Tonorio, uma talentosa cantora de Hip-Hop no filme “Filly Brown”, que lhe rendeu um prêmio no ALMA Awards (American Latino Media Arts Award). O Globo de Ouro foi sua segunda indicação a um prêmio.


Melhor série de TV – Musical ou comédia: Transparent

Aposta da Amazon já dando seus primeiros frutos. Transparent conta a história de uma família fragmentada pelos problemas de relacionamento que, em determinado momento, deve aprender a lidar com as mudanças que ocorrem quando o pai da família se assume como transgênero.



Melhor trilha original para filme: Johann Johannsson – "A teoria de tudo"


Desbancando Alexandre Desplat, Trent Reznor & Atticus Ross, Antonio Sanchez e
Hans Zimmer, Johann leva para casa o prêmio de melhor trilha original. Detalhe para o prêmio sendo entregue pelo eterno-bizarro Prince.


Melhor canção original para filme: "Glory" – "Selma" (John Legend, Common)

Acredito que “Glory” tenha sido uma ótima escolha. Não é difícil perceber a qualidade da canção que, mesmo em pequenas reproduções durante a apresentação do Globo de Ouro, já era suficiente para arrepiar o ouvinte.



Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para a TV: Matt Bomer ("The normal heart")

Matt Bomer iniciou sua carreira em séries da ABC e CBS, além de ter atuado no remake de Massacre da Serra Elétrica (2013) e na série Glee (2012), fazendo uma participação especial. Em “The normal heart” interpreta Felix, amante de Ned Weeks, personagem de Mark Ruffalo que, por sua vez, não levou o prêmio de melhor ator de série/filme de TV pelo mesmo personagem.




Melhor atriz coadjuvante: Patricia Arquette ("Boyhood")

Tendo no currículo “Ed Wood”, “Stigmata”, “Estrada Perdida”, “Medium” e “Boardwalk Empire”, Patricia Arquette é nossa conhecida de muito tempo. Já tinha sido indicada ao Globo de Ouro duas vezes, em ambas as vezes por seu trabalho em Medium, mas só agora, na pele de Olivia em Boyhood, levou o troféu para casa. Papel bom o suficiente para deixar Meryl Streep, Emma Stone, Keira Knightley e Jessica Chastain para traz, ou um presente dos correspondentes estrangeiros de Hollywood depois de doze anos de trabalho? O que acham?

Melhor atriz – Comédia ou musical: Amy Adams ("Grandes olhos")

Amy Adams já foi indicada e vencedora de um bom número prêmios mundo afora, tendo inclusive cinco indicações ao Oscar, Trabalhou em filmes de sucesso como “O homem de aço”, “Uma noite no museu”, “Trapaça” e o maravilhoso (porque é um dos meus preferidos) “O vencedor”. Em “Grandes Olhos”, Amy interpreta a artista americana Margaret Keane, que enfrentou problemas quando seu marido, fraudulentamente, tentou reveindicar os direitos de suas obras. Filme de Tim Burton que, felizmente, não se deixou cair na armadilha de imitar a si mesmo, como já dissemos anteriormente no post sobre o diretor.




Melhor filme de animação: "Como treinar seu dragão 2"

Talvez uma das categorias mais facilmente previsíveis dessa edição do Globo de Ouro. Acredito que a única animação que pudesse, com certo custo, colocar em perigo a preferência de “Como treinar seu dragão” fosse “Uma aventura Lego”, o que não ocorreu.



Muito bem aceito pela crítica, Birdman foi uma piração de Alejandro Gonzales que deu muito certo. O filme conta a história de Riggan Thomson, ator que fez muito sucesso no passado interpretando o super-herói Birdman, mas desde que se recusou a interpretá-lo novamente sua carreia foi perdendo a força e decaindo. Assim, em busca da fama perdida, ele começa a roteirizar, atuar e adaptar um texto famoso para a Broadway, o que não é nada fácil pois em meio à loucura dos ensaios, deve aturar seu agente e uma voz estranha que insiste em persegui-lo. Roteiro original e atraente, era minha aposta para melhor filme de comédia/musical..


Melhor filme estrangeiro: "Leviatã" (Rússia)

Categoria em que eu colocava minhas fichas no “Ida”, mas por falta de conhecimento meu pois "Leviatã" é um sucesso da crítica internacional e mereceu o prêmio.


Melhor série de TV – Drama: “The Affair


Lançada em outubro de 2014 e produzia pela Showtime, “The Affair” é uma série que busca acompanhar o dia a dia de  Noah Solloway e Alison Lockh, personagens que vivem uma relação extra-conjugal. Interessante e aparentemente dramática, é uma série recente que já vem trilhando um caminho de sucesso. tendo sido indicada como “melhor série estreante” no 67th Writers Guild of America Awards, e “melhor série” no 19th Satellite Awards.


Melhor ator em série TV – Comédia ou musical: Jeffrey Tambor ("Transparent")


Lembram que há pouco tempo atrás, na verdade poucos parágrafos acima, comentei sobre a trama da série Transparent? Pois bem, Jeffrey Tambour é o responsável pelo papel de Morton, ou melhor, Maura Pfefferman, a personagem transgênero da história. Caracterização muito bem feita e ótima atuação. Prêmio merecido.





Melhor atriz em minissérie ou filme para a TV: Maggie Gyllenhaal ("The honorable woman")


Maggie Gyllenhaal, a irmã de nosso querido Jimmy Bolha, iniciou sua carreira em 1992, atuando no filme Waterworld (na época ainda com 15 anos de idade). De lá para cá trabalhou em diversos longas como Donnie Darko (junto com seu irmão, Jake), “Batman, o cavaleiro das trevas” e “Adaptação”. “The honorable woman” é seu oitavo trabalho na TV, e lhe rendeu três indicações e um prémio, até agora.


Melhor ator em série de TV – Drama: Kevin Spacey ("House of cards")


O que podemos dizer sobre Kevin Spacey? O cara coleciona indicações, além de ter dois oscares no currículo, sendo um como melhor ator coadjuvante em “Os suspeitos” e outro como melhor ator em “Beleza americana”. Um ótimo ator numa ótima série. Merecidissimo!
Curiosidade: Apesar de Kevin Spacey ter dois oscares, é a primeira vez que recebe o Globo de Ouro.


Melhor diretor: Richard Linklater ("Boyhood")


E então Richard Linklater, o diretor da comédia icônica “Escola de rock”, recebe o prêmio de melhor diretor. E difícil falar sobre isso, mas nada me tira da cabeça que este seria um prêmio devido ao esforço de doze anos na direção do filme indicado.. E ai, doze anos dirigindo o mesmo longa é digno ou não de um Golden Globe?


Melhor atriz em série de TV – Drama: Ruth Wilson ("The affair")

Assim como a própria série “The Affair”, Ruth Wilso está voando baixo no papel de Alison Lockhart. Após receber o Globo de Ouro, agora está na espectativa de mais um prêmio, o Satellite Awards como melhor atriz.





Melhor ator – Comédia ou musical: Michael Keaton ("Birdman")

Sabe o que é interessante? O quanto você não sente do próprio ator Michael Keaton no personagem que este interpreta em Birdman? O ator que fez sucesso no passado como um super-herói, depois a carreira decadente… Pois é, quantas coinscidencias..


Gostaria, também, de apontar o discurso de Michael Keaton como um dos, se não o mais, emocionante de todos na noite.




Melhor filme – Comédia ou musical: "O grande hotel Budapeste"


"O grande hotel Budapeste" trata da amizade de dois homens no período entre guerras, o famoso gerente de um hotel, e um de seus empregados. A trama envolve todas as aventuras que os dois personagens passam juntos, do roubo de uma pintura renascentista, às transformações históricas do começo do século XX. Esse prêmio foi uma grande surpresa para mim, após a premiação de Michael Keaton, acreditava que incluiríam no combo o título de melhor filme de comédia/músical para Birdman… Erro meu.


Melhor atriz – Drama: Julianne Moore ("Para sempre Alice")


Julianne Moore é, na minha opinião, umas das atrizes mais talentosas e carismáticas da atualidade, e talvez sejam essas duas qualidades que se somaram para que conseguisse deixar para trás Jennifer Aniston, que já foi a namoradinha da américa, Reese Witherspoon e a cotada Rosaund Pike. Em “Para sempre Alice”, Julianne Moore interpreta Dr. Alice Howland, uma linguísta que recebe o diagnóstico de Alzheimer. Ou seja, entregaram uma papél dramático desse tipo para Julianne Moore, o resultado só podia ser bom.


Melhor ator – Drama: Eddie Redmayne ("A teoria de tudo")

Eddie Redamayne não é um mal ator, muito pelo contrário, de 2010 para ca vem colecionando algumas indicações, tudo bem que nenhum de destaque internacional, mas com certa frequência que comprova sua capacidade. Porém, acredito que possa até ter havido uma certa predileção pela força do personagem Stephen Hawking, e não própriamente por sua interpretação.




Melhor filme – Drama: "Boyhood"


Por fim, chegamos ao prêmio mais esperado da noite (ao menos por mim). Não sabia o que esperar da escolha e, no fim, deu Boyhood. Um filme bom, mas que também acredito que conseguiu atribuir mais valor à sua composição pelo experimento da filmagem prolongada. Boa escolha entre os indicados? Não sei, o que acham?


E assim terminou o 72º Globo de Ouro, mais cheios de surpresa do que eu imaginei, e conseguindo fugir um pouco dos prêmios combos, como as vezes vemos em algumas premiações, quando o primeiro grande filme a receber um troféu vai recebendo uma série de outros ao longo da noite.
Mas agora gostaria de saber de vocês. O que acharam das escolhas, modificariam alguma coisa? O Oscar está chegando ai, acha que terão as mesmas inclinações?
Comentem!


Lista Completa de indicados e vencedores do 72º Globo de Ouro:


Melhor ator coadjuvante
Robert Duvall ("O juiz")
Ethan Hawke ("Boyhood")
Edward Norton ("Birdman")
Mark Ruffalo ("Foxcatcher")
J.K. Simmons (Whiplash") - VENCEDOR


Melhor minissérie ou filme para TV
"Fargo" - VENCEDOR
"The Missing"
"The normal heart"
"Olive Kitteridge"
"True detective"


Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Uzo Aduba ("Orange is the new black")
Kathy Bates ("American horror story")
Joanne Froggatt ("Downton Abbey") - VENCEDOR
Allison Janney ("Mom")
Michelle Monaghan ("True detective")


Melhor ator em minissérie ou filme para a TV
Martin Freeman ("Fargo")
Woody Harrelson ("True detective")
Matthew McConaughey ("True detective")
Mark Ruffalo ("The normal heart")
Bob Thornton ("Fargo") - VENCEDOR


Melhor atriz em série de TV – Comédia ou musical
Lena Dunham ("Girls")
Edie Falco ("Nurse Jackie")
Julia Louis-Dreyfus ("veep")
Gina Rodriguez ("Jane the virgin") - VENCEDOR
Taylor Schilling ("Orange is the new black")


Melhor série de TV – Musical ou comédia
"Girls"
"Jane the virgin"
"Orange is the new black"
"Silicon valley"
"Transparent"- VENCEDOR


Melhor trilha original para filme
Johann Johannsson – "A teoria de tudo" - VENCEDOR
Alexandre Desplat – "O jogo da imitação"
Trent Reznor & Atticus Ross – "Garota exemplar"
Antonio Sanchez – "Birdman"
Hans Zimmer – "Interestelar"


Melhor canção original para filme
"Big Eyes" – "Big Eyes" (Lana Del Rey)
"Glory" – "Selma" (John Legend, Common) - VENCEDOR
"Mercy Is" – "Noé" (Patty SMith, Lenny kaye)
"Opportunity" – "Annie"
"Yellow Flicker Beat" – "Jogos Vorazes: A esperança – Parte 1" (Lorde)


Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para a TV
Matt Bomer ("The normal heart") - VENCEDOR
Alan Cumming ("The good wife")
Colin Hanks ("Fargo")
Bill Murray ("Olive Kitteridge")
Jon Voight ("Ray Donovan")


Melhor atriz coadjuvante
Patricia Arquette ("Boyhood") - VENCEDOR
Jessica Chastain ("A Most Violent Year")
Keira Knightley ("O jogo da imitação")
Emma Stone ("Birdman")
Meryl Streep ("Caminhos da floresta")


Melhor atriz – Comédia ou musical
Amy Adams ("Grandes olhos") - VENCEDOR
Emily Blunt ("Caminhos da floresta")
Helen Mirren ("A 100 passos de um sonho")
Julianne Moore ("Mapa para as estrelas")
Quvenzhané Wallis ("Annie")


Melhor filme de animação
"Operação Big Hero"
"Festa no céu"
"Os Boxtrolls"
"Uma aventura Lego"
"Como treinar seu dragão 2" - VENCEDOR


Melhor roteiro
Wes Anderson ("O grande hotel Budapeste")
Gillyan Flinn ("Garota exemplar")
Alejandro González Iñárritu ("Birdman") - VENCEDOR
Richard Linklater ("Boyhood")
Graham Moore ("O jogo da imitação")


Melhor filme estrangeiro
"Força Maior" (Suécia)
"Gett" (Israel, Alemanha, França)
"Ida" (Polônia)
"Leviatã" (Rússia) - VENCEDOR
"Tangerines" (Estônia)


Melhor série de TV – Drama
"The affair" - VENCEDOR
"Downton Abbey"
"Game of thrones"
"The good wife"
"House of cards"


Melhor ator em série TV – Comédia ou musical
Louis C.K. ("Louie")
Don Cheadle ("House of lies")
Ricky Gervais ("Derek")
William H. Macy ("Shameless")
Jeffrey Tambor ("Transparent") - VENCEDOR


Melhor atriz em minissérie ou filme para a TV
Maggie Gyllenhaal ("The honorable woman") - VENCEDOR
Jessica Lange ("American horror story")
Frances Mcdormand ("Olive Kitteridge")
Frances O'Connor ("The missing")
Allison Tolman ("Fargo")


Melhor ator em série de TV – Drama
Clive Owen ("The Knick")
Liev Schreiber ("Ray Donovan")
Kevin Spacey ("House of cards") - VENCEDOR
James Spader ("The blacklist")
Dominic West ("The affair")


Melhor diretor
Wes Anderson ("O grande hotel Budapeste")
Ava Duvernay ("Selma")
David Fincher ("Garota exemplar")
Alejandro González Iñárritu ("Birdman")
Richard Linklater ("Boyhood") - VENCEDOR


Melhor atriz em série de TV – Drama
Claire Danes ("Homeland")
Viola Davis ("How to get away with murder")
Julianna Margulies ("The good wife")
Ruth Wilson ("The affair") - VENCEDOR
Robin Wright ("House of cards")


Melhor ator – Comédia ou musical
Ralph Fiennes ("O grande hotel Budapeste")
Michael Keaton ("Birdman") - VENCEDOR
Bill Murray ("Um santo vizinho")
Joaquin Phoenix ("Vício inerente")
Christoph Waltz ("Big eyes")


Melhor filme – Comédia ou musical
"Birdman"
"O grande hotel Budapeste" - VENCEDOR
"Caminhos da floresta"
"Pride
"Um santo vizinho"


Melhor atriz – Drama
Jennifer Aniston ("Cake")
Felicity Jones ("A teoria de tudo")
Julianne Moore ("Still Alice") - VENCEDOR
Rosamund Pike ("Garota exemplar")
Reese Witherspoon ("Livre")


Melhor ator – Drama
Steve Carell ("Foxcatcher")
Benedict Cumberbatch ("O jogo da imitação")
Jake Gyllenhaal ("O abutre")
David Oyelowo ("Selma")
Eddie Redmayne ("A teoria de tudo") - VENCEDOR


Melhor filme – Drama
"Boyhood" - VENCEDOR
"Foxcatcher"
"O jogo da imitação"
"Selma"
"A teoria de tudo"


Escrito por Luiz Fernando Pierotti

domingo, 11 de janeiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 13:06 0 comentários

FRITOS NA HORA - Boyhood (2014)

Eu achei que Boyhood ia ser o filme que eu teria de atuar esse ano, sabe aquele longa chato que todo mundo elogia? Pois bem, depois de ouvir um pessoal falando muito mal e outro falando muito bem, resolvi que era o momento (durante as minhas férias) de investir quase 3 horas nesse longa.


O filme acompanha a vida de Mason, desde a infância até a adolescência. O grande diferencial em relação a outros filmes com o mesmo assunto é que o diretor Richard Linklater resolveu faz-lo num esquema tempo real, ou seja, ele escolheu um ator bem jovem e foi acompanhando ele até o mesmo completar 18 anos. O escolhido para protagonista foi Ellar Coltrane, que não é novo assim no meio artístico tendo se envolvido em outros pequenos projetos. Além dele o elenco do filme conta com o parceiro da trilogia do Amanhecer de Linklater, o canastrão Ethan Hawke, que interpreta o pai de Mason, já no papel de mãe do garoto temos a veterana Patricia Arquete. É impressionante de se observar, no caso dela, as transformações que passou ao longo dos anos, inclusive em alguns momentos com o visual que ela tinha na série Medium. Um ponto interessante é que a atriz que faz a irmã do Mason é a Lorelei Linklater, que para quem não notou, é filha do diretor.


Bem, agora que contei um pouco a história do filme e o seu elenco, vou falar a minha opinião que acho que é o ponto chave da resenha. A trama, que é bem demorada, acredito que funciona bem, como disse acima, ela me lembrou de forma resumida o seriado “Anos Incríveis” no qual acompanhar grande parte da adolescência do protagonista Fred Savage, e creio que assim com na série o diferencial do longa são as identificações que ele nos permite fazer, como se lembrar de momentos da vida em que passou situações semelhantes as do protagonista. O que eu acho que estraga um pouco essa áurea do filme é exatamente essa exposição em demasia que algumas pessoas estão fazendo, querendo elevar “Boyhood” e o diretor como geniais, coisa que ambos apesar da tentativa acabam passando longe de ser.


No geral “Boyhood” é um filme interessante, cheio de profundidade com personagens fortes, e apesar de ter uma longa duração, acho que nesse caso existe uma explicação para que isso ocorra. Gostei muito da mensagem que o filme quer passar, não acho que mostrar o mesmo ator durante todo o filme passando por esse processo de amadurecimento fosse essencial para a história, porém tenho que entender o que o diretor quis fazer.


Escrito por Fábio Campos

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Garota Exemplar (2014)

Garota Exemplar foi um dos filmes que mais ouvi falarem bem esse ano, várias pessoas me disseram que eu tinha de assistir, que a história era surpreendente, que o Ben Affleck estava muito bem e merecia o Oscar (ops, essa última parte ninguém falou, aí já forcei demais a barra).




O filme conta a história de um casal de escritores, Nick (Ben Affleck) e Amy (Rosamund Pike) que parecem viver uma vida perfeita, porém tudo muda quando ela desaparece e caem sobre ele as suspeitas de assassinato. O longa é inspirado no livro de Gillian Flynn, um sucesso de vendas segundo pesquisei, havendo pequenas diferenças entre o original e a adaptação.




O que eu gostei muito em “Garota Exemplar” foi à forma como a história foi construída, intercalando diversos pontos de vista, deixando um clima de suspense que fazia com que a cada momento estivessemos ao lado de um dos protagonistas. Porém, lá pela final eu achei que a trama perdeu um pouco o foco e acabou ficando forçada, em especial nas soluções feitas por um dos personagens para “ajeitar” tudo que armou. Acho que fiquei mais chocado com as falhas do roteiro quando vi essa boa lista feita pelo André Barcinsky - AQUI





Em relação ao elenco, acho que o Ben Affleck conseguiu atuar bem, já que seu personagem dependia daquele estilo meio abobado e perdido que o ator tem em todos os seus personagens, já a Rosamund Pike começa muito bem, porém quando a história da sua personagem vai caindo no forçado ela acaba perdendo a mão e se transformando em uma versão feminina do Dexter. Mais entre todos os atores, o maior desperdício fica com o Neil Patrick Harris que achei que teria uma participação bem mais marcante, porém acabou servindo somente como escada para desenvolver a história.
Na minha opinião “Garota Exemplar” é um bom filme e vale a pena ser assistido, a forma como a trama é construída e a direção do David Fincher deram qualidade a história que, apesar dos pesares, é boa, mas faço uma ressalva: o roteiro me lembrou um pouco “O corpo”, um filme espanhol que vi esse ano.



Escrito por Fábio Campos

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Será que? (2014)

Começo de ano, eis que estou pronto para dormir e resolvo colocar um filme para rodar enquanto o sono não vem. Abro o Netflix e vejo que um dos filmes “em alta” sugeridos por eles, se chama “Será que?”. Confesso que mesmo com o título já entregando o estilo pelo qual o filme trilharia e eu não sendo fã de comédias românticas (muito menos filmes românticos adolescentes), resolvi assisti-lo pela curiosidade de analisar como anda a imagem e interpretação de nosso eterno Harry Potter.




Sim, protagonizado por Daniel Radcliffe(Wallace) e Zoe Kazan (Chantry), o filme conta a história de dois jovens que, em meio às atribulações do início de suas vidas adultas (o que significa trabalho e faculdade, resumidamente), se conhecem em uma festa e a partir daí constroem uma relação complexa de amizade e paixão, que seria muito mais simples não fosse o fato de que Chantry mora com seu namorado há anos e não parece ter planos de deixa-lo.

Bom, é basicamente isso, tudo que necessitamos para que uma história romântica possa existir: um casal, um impedimento e drama para o apelo juvenil. E a minha opinião sobre esse filme é: fraco.




A história se arrasta tão tediosamente quanto uma paixão adolescente vista pelos olhos de quem já deixou esse tipo de relacionamento para trás. Sinceramente, não sei o que o roteirista do longa quis produzir naquelas quase duas horas de filme. A personalidade “descolada” dos personagens, que nos é apresentada em momentos de diálogos secundários entre os protagonistas, é completamente anulada quando estes entram em discussões sobre relacionamento e emoções, transformando instantaneamente dois jovens adultos em pré-adolescentes inseguros. Também não gostei das tentativas de inserção de elementos mais artísticos na história, como a representação dos sentimentos de Chantry pelas animações voadoras bizarras, ficou simplesmente bobo.
No fim das contas, “Será que?” é um manual de como afundar na ‘friendzone”.

Apesar de tudo, é o segundo filme que assisto do Daniel Radcliffe depois do fim da franquia Harry Potter, e pela segunda vez me surpreendi em não ser mentalmente direcionado ao personagem do bruxinho. Mérito para o ator que consegue se livrar do rótulo de seu papel mais conhecido.




Se você gosta de filmes românticos com uma pitada de comédia e muito drama, assiste aí, não será dos melhores e pode ser que você sinta um pouco de raiva dos personagens. Não espere muito desse título.


Escrito por Luiz Fernando Pierotti

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - O corpo (2012)

Quando comecei a ver “O corpo” achei que tinha feito uma péssima escolha, os atores pareciam ter uma péssima interpretação, a personagem principal parecia uma personagem genérica e barata da Jessica Lange, e pensei que ia perder um tempo vendo aquilo.




E não é que depois de um tempo de filme fui surpreendido com um suspense interessante sobre um homem que após a morte da esposa começa a ser atormentado com a possibilidade dela ainda estar viva? Bem, eu vou falar bem pouco sobre a trama para não estragar nada para ninguém, mas garanto que o filme é cheio de reviravoltas, das mais bobinhas que você percebe logo no começo às mais fortes que acontecem no final.




Interessante é que não conheço muito do cinema espanhol, tive a chance de ver poucos filmes de lá, acho que os que mais eu gostei foram “Crimes Temporais” e “Cela 211”, e acho que coloco tranquilamente “O corpo” nessa lista.




Recomendo para quem curte filmes de mistério ou suspense policial, com certeza se vocês ignorarem o começo meio arrastado também vão gostar do filme, e é importante prestarem atenção em todos os detalhes.


Escrito por Fábio Campos

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 12:00 1 comentários

FRITOS NA HORA - The Taking of Deborah Morgan (2014)

Então depois da “Bruxa de Blair” todo mundo resolveu que fazer um filme de terror tinha que ter esse aspecto de falso documentário, e assim começou uma tendência que viraria moda em vários e vários filmes, foi assim com “Atividade Paranormal”, “O último exorcismo”, entre outros.




Bem, feita a minha critica a esse tipo de filme, vou falar um pouco de “The Taking of Deborah Morgan”, um outro filme que usa do falso documentário para contar uma história de terror. Aqui sob o pretexto de falarem sobre o mal de Alzheimer uma equipe de documentaristas resolve acompanhar a rotina de uma família que passa por essa situação, porém o que acontece é que por trás da mente da velha senhora que seria tema do estudo, eles descobrem que existe um segredo sobrenatural.




Ignorando o fato desse recurso já manjado, o filme tem uma história muito boa e original que ao fugir do convencional sabe trabalhar com o medo, em especial quando a situação começa a sair do controle e a verdade por trás dos feitos paranormais começam a tomar forma. Para mim uma das cenas mais bizarras que vi nesses últimos tempos está reservada ao final, e quem assistir ao longa vai saber do que estou falando.




Não é um grande filme de terror, porém ele não se prende demais aos clichês que já estamos cansados de ver por ai, vale para quem quer se assustar um pouco.


Escrito por Fábio Campos

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Operação Invasão 2 (2014)

Um tempo atrás eu ouvi falarde um filme de ação muito bom chamado “Operação Invasão”, não vou lembrar quem me recomendou, pois faz um tempinho, mas resolvi assistir. Era uma aposta arriscada, um país como a Indonésia fazendo um filme de ação e ainda interessante e com um trama legal? Bem, eu tinha que conferir, e foi o que fiz. O resultado é que eu adorei, a história de uma equipe da policia que acaba presa em um prédio cheio de bandidos é muito boa.




Pois bem, anos se passam e descubro que tem uma continuação, pensei: que merda, algo tão bom e vão estragar. Lá fui eu assistir novamente e quebrar a cara novamente, essa continuação se não está no nível da primeira é superior, misturando elementos de filmes clássicos do Bruce Lee com um toque de Os Infiltrados, o longa é muito bom.




A história centrada no policial que sobrevive ao ataque ao prédio no primeiro filme tem agora como missão se infiltrar entre os bandidos que mataram seu irmão, para isso ele tem que ficar preso e fazer amizade com um filho do chefão da máfia, e isso é só o começo Para vocês terem uma noção são duas horas e meio de filme, com muitas, mas muitas cenas de luta, com o espetacular ator Iko Uwais arrasando bandidos na base da porrada crua e fria.




O mérito também é do diretor Gareth Evans, que dirigiu o primeiro e voltou para continuação, e pelo que vi está planejando um terceiro filme, que com certeza vou assistir sem medo. Para você que é fã de luta, ou mesmo de um bom filme policial mais denso, vai curtir e muito. Operação Invasão 2 é com certeza um dos filmes com mais testosterona que vi esse ano.


Escrito por Fábio Campos

sábado, 3 de janeiro de 2015

Posted by Pasteleiro On 12:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Sin City 2 - A dama fatal (2014)

Tem filmes cuja formula só funciona uma vez, a solução é quando ele acaba de ser lançado ter logo uma continuação ou os deixarem únicos, sem espaço para continuações. Casos em que tentaram enfiar sequências anos depois e fracassaram são vários, como o exemplo iconico que é Matrix, que no primeiro filme explodiu a cabeça de muita gente e nas continuações decepcionou.




Sin City acho que se encaixa em um quadro pior. Logo que foi lançado todo mundo adorou, a violência explicita, os diálogos ácidos, Frank Miller no topo das adaptações, e aquela estética do preto e branco com as cores só tomando formas em algumas cenas. Além disso, era um elenco cheio de grandes atores que souberam defender bem seus personagens.




Anos depois decidem que era hora de uma continuação, num momento em que o cinema está repleto de quadrinhos, no qual Spirit, uma tentativa ridícula do Frank Miller de dirigir algo, esgotou essa linguagem de Sin City, e além disso o nome dele ainda está altamente ligado ao lado conservador dos EUA. Não bastasse tudo isso, em vez de apostar em novas histórias, resolveram revisar novas personagens e por isso tivemos algumas voltas desnecessárias como Marv (Mickey Rourke), Nancy (Jessica Alba) e Hartigan (Bruce Willis) que estão lá só para atrair os desavisados. Os três tem tramas muito furadas que mais servem para nos fazer pensar: esses caras não morreram no primeiro filme?




As outras tramas que não contam com esses atores, apostam em rostos como Eva Green, Josh Brolin e Joseph Gordon-Levitt, sendo ainda piores. O plot principal que é o da Dama Fatal é o mais promissor em minha opinião, só que ele fica tão arrastado e forçado, e parece haver uma necessidade tão grande de mostrar a bunda da atriz ou como a japonesinha da espada é matadora, que esqueceram da história.
Para quem não quer se decepcionar passe longe dessa produção caça-níquel, vale mais a pena comprar um blu-ray do primeiro ou comprar as HQ’s originais que o dinheiro é melhor investido.


Escrito por Fábio Campos