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BIRDMAN O GRANDE GANHADOR DO OSCAR

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

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FRITOS NA HORA - O hospedeiro (2006)

Não é de hoje que o cinema coreano vem mostrando bons trabalhos vide a Trilogia da Vingança que consiste de longas muito bem elaborados, outra tentativa bastante agradável aconteceu com "O Hospedeiro" um filme de monstros que apesar de ter efeitos especiais um pouco aquém do esperado tem uma trama muito interessante.





A trama do filme tem início quando dois cientistas, um deles americanos, afinal sempre que um longa fora do circuito americano tem um vilão é de praxe que ele seja norte americano e melhor ainda se for do Texas (culpem o Bush), pois bem aqui sob as ordens do chefe americano um assistente de laboratório despeja no rio produtos tóxicos, o resulto é que se cria um monstros, que cresce por ano no rio Han, até que sua sede por sangue faz com que ele resolva atacar a cidade.





O hospedeiro se concentra em uma família para mostrar a visão de como a população reage perante o monstro nesse caso apos a filha de um dos membros da família ser sequestrada a trupe resolve partir para cima da criatura em busca da garota. Uma das coisas mais interessantes do filme é a forma como ele brinca com roteiro, prevendo o absurdo da situação o filme viaja em alguns momentos para uma comédia pastelão e em outros para um terror B, é interessante que essa visão não foi só minha, pois mesmo no IMDB o filme é tratado como drama, terror e comédia.





O diretor do filme é o mesmo do chato "Mother", mas que aqui conseguiu extrair algo de legal da trama e dos personagens, a minha recomendação aqui é para quem gosta de filmes de monstros ou quer fazer uma tentativa em conhecer o cinema oriental e entender como funciona a mente dos criadores do Godzilla, em um filme sobre monstros.





Escrito por Fábio Campos

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Atividade Paranormal 3

Atividade Paranormal” já nasceu explorando uma ideia bem sucedida, nesse caso “Bruxa de Blair” que para quem tem até 30 anos parece tão recente mas que já completou 12 anos. Isso mesmo pessoal, é lá que começou essa historinha de câmera tremendo e nada aparecendo, o que veio depois só pegou criaturas diferentes, como monstros, fantasmas e zumbis.





Pois bem, em “Atividade Paranormal 3”, não dava mais para continuar com a mesma história, afinal a trama da família que adora filmar fantasmas havia acabado...ou não? A solução foi voltar no tempo e colocar o fantasma, demônio ou qual seja a explicação do filme, como uma entidade que cerca as meninas Katie (Chloe Csengery) e Kristi (Jessica Tyler Brown) há muito tempo. A grande diferença aqui é que o cara que filma é o namorado da mãe das garotas.





Já que esculhambei o longa acima, vou ser justo aqui embaixo, é raro ver hoje em dia algum filme com a capacidade de assustar, e de fato "Atividade Paranormal" consegue isso. Em alguns momentos vai até mais longe mostrando cenas que causam pura tensão. Apesar de toda propagada do filme dizer que vai explicar como tudo começou, só em parte cumpriu, os roteiristas resolveram deixar várias possibilidades para que quem está assistindo tenha uma noção do final da história.





Abaixo a versão adulta das garotas, que foram protagonistas dos outros filmes.




Antes de finalizar a resenha tenho que confessar que o melhor momento para ver o filme é a noite e sozinho, assim qualquer barulho causa um certo incômodo. Outro fator positivo do filme é a direção de Henry Joost e Ariel Schulman que conheci do filme/documentário “Catfish”.





A minha recomendação é que se você quer se assustar, assista ao filme na situação que descrevi acima, se é fã da série também vai gostar.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Adentrando O Mundo Incrível Do Achtung Baby!

Em 1991 o mundo ainda não havia sido bombardeado pelo soberbo Nevermind e nem o Britpop tomaria de assalto à casa de todos a fórceps. Foi um período incerto para todos, inclusive para a maior banda do mundo naquele momento, o U2.





Por isso os quatro irlandeses se esconderam em Berlin com Daniel Lanois, Brian Eno e Flood na engenharia de som, para gravar uma obra prima.

Para comemorar esse aniversário foi lançada no final de 2011 uma caixa com horas e horas de material, nas próximas linhas tentarei fazer uma dissertação da mesma:
Primeiro material que vi foi o DVD Live from Sidney da turnê Zoo TV, ali é perceptível que Bono não se contentava mais com o mundo da música, ele queria quebrar outras barreiras.





Telefonemas para primeiros ministros e presidentes (Inclusive uma ligação hilária com Bill Clinton), barulho, aliás, MUITO BARULHO! The Fly cospe sangue, Until the end of the world, tudo ali é noise em excesso, mas no bom sentido, o que transformou a tour num sucesso imensurável.

From the Sky down é o segundo DVD, que apesar do material exorbitante, peca pelo andamento, que David Guggenheim não soube dar ao projeto.





É visto ali o “parto” que foi gravar o disco, num período em que todos estavam com problemas, que vão desde as separações até dúvidas existenciais. O terceiro material é formado por clipes, o que é interessantíssimo, pois ali podemos ver a evolução da banda em relação à imagem da própria.

Com os ouvidos sedentos eu parti para o material raro, primeiros os outtakes... Deus do céu o que é aquilo? O que foi jogado fora, ou gravado como teste em primeiro plano é melhor que todos os discos lançados em 2011. Ali fica difícil de destacar o que foi ou é melhor, One em sua versão crua é de cortar os pulsos, os laços folks das soberbas Triyn to throw your arms around the world e Who´s gonna ride your wild horses levam qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade cair em prantos.

Ultra Violet vira um rock cru e belíssimo e Until the End of the world ganha um tempero quase pop. Tive que me refazer parar e respirar, pois o que foi ali absorvido não é simples, é uma banda em estado bruto ensinando como se faz música com a alma.

Nos Lados B o caldo fica um pouco mais fino e talvez por isso, mais assimilável. Lady with the spinning head e Alex Decends.. Avisam que o U2 havia descoberto a música eletrônica que seria tão usada por eles nos discos seguintes.
Everybody Loves a winner é a raspa de tacho mais deliciosa que poderíamos imaginar música gravada e excluída por eles, talvez por se tratar de uma cover de Willian Bell, uma pena, pois esse blues que cheira a country é uma das maiores joias da banda nessa caixa.





Mais duas covers, a descartável Paint it Black dos Stones fica com cara de pós-punk e soa como sobra de estúdio do Rattle and Hum, já Fortunate son do Creedence Clearwater Revival fica no tom certo.

O que talvez surpreenda mais no pacote de b-sides é que as músicas em sua maioria tem cara de sobras do disco anterior, Rattle and hum, com isso temos claro o distúrbio que os irlandeses passaram para se refazer no belíssimo Achtung Baby.





O disco de remix é satisfatório, sendo que boa parte dessas músicas já havia saído em singles ou tocada nos alto falantes das turnês seguintes.

Valem dois clássicos escondidos, Night and Day numa versão remix do clássico de Cole Porter e a lindíssima Can´t help falling in Love que ficou conhecida na voz do rei, Elvis Presley, aqui interpretada de maneira absoluta por Bono.
O que mais temos ai?

Bom, só o injustiçado Zooropa, que alguns destratam como sendo um disco de sobras, mas que na verdade carrega três músicas impressionantes, a faixa titulo (Tocada no segundo show da tour aqui na Brasil), Lemon e a unanime Stay.





Pena do mundo que não ouviu essa obra com carinho. E por último, o próprio Achtung Baby só que remasterizado. Ai meu amigo, a parada fica séria!

Zoo Station ainda provoca aquela calafrio, One dá a mesma emoção de antes e Love is Blindness encera com a mesma primazia de sempre.

Ao contrário do que foi alegado na época, Achtung Baby não é um disco de singles, e sim um material para ser ouvido do começo ao fim, como se fosse uma terapia em grupo em que quatro irlandeses jogaram seus medos, dúvidas, inseguranças e decepções em 12 músicas perfeitas.

Necessário?Sim, mas pra quem quer passar por essa viagem nos sentimentos humanos chamada Achtung Baby.

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Batman Ano 1 (2011)

Animações mais adultas estão ganhando um mercado interessante. Acho isso legal, pois apesar da criançada ser um público interessante para esse segmento, o pessoal tem que começar a enxergar os “nerds” como potenciais clientes e creio que "Batman Ano 1" veio ai exatamente para atender esse alvo.





A história da animação conta o início da vida do Batman como vigilante, dando um destaque maior para a chegada do comissário Gordon a cidade de Gotham, e a forma como ele tem que lidar com os policiais corruptos. Para quem não sabe "Batman Ano 1" é baseado na HQ de mesmo nome criada pelos mestres Frank Miller e David Mazzucchelli e também serviu de inspiração para os dois filmes do Batman do “Nolan” que saíram, vocês podem reparar muitas referências que estão nos filmes durante a animação, em especial no primeiro.





A qualidade da animação é fenomenal e os traços ficaram muito bons, eu como amante dos quadrinhos fiquei bastante satisfeito, apesar de não ser fã dos personagens da DC (Superman, Flash, Batman, etc). Acho que eles investem bem e de maneira bem fiel nesse segmento, coisa que falta um pouco a Marvel, afinal é raro vermos histórias com personagens como Demolidor, Wolverine, X-men com grande qualidade, o que é realmente uma pena, pois existem grandes sagas dos quadrinhos que podem facilmente serem transportadas para esse formato.





Recomendo e muito a animação, que o único defeito para mim é o fato de ser curta, só tem uma hora de duração, o que nos deixa com vontade de ver mais. Afinal o Batman praticamente não luta com vilões e a única inimiga dele que aparece é a mulher gato. Somente no final que temos a menção a outro personagem clássico das HQ, porém deixo a dica aqui para meus amigos nerds.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 2 comentários

FRITOS NA HORA - Dear Zachary: A Letter to a Son About His Father (2008)

Quando fazia a lista dos filmes que te deixam mal algum tempo atrás, se tivesse visto "Dear Zachary: A Letter to a Son About His Father" com certeza teria incluido o mesmo na minha lista, afinal é um dos documentários mais tristes que já vi e olha que isso vindo de uma pessoa que assistiu "A ponte".





O documentário acompanha a história de Andrew Bagby um médico que em um dia fatidico foi morto pela namorada Shirley Turner um mulher fria e calculista que ao decorrer do documentário vamos descobrindo ser ainda pior, a iniciativa de contar a história de Andrew é de Kurt Kuenne um dos melhores amigos dele.





O interessante do "Dear Zachary: A Letter to a Son About His Father" é que ele como documentário poderia ser travado mas por eventos externos ele acaba se tornando uma obra cheia de reviravoltas que aos poucos se torna um manifesto contra os governantes, para quem acha que o Brasil é o país da impunidades ia se surpreender em saber que paises como o Canada ainda existe um atraso enorme na hora de se condenar criminosos.





Apesar da mensagem bonita que o filme tenta passar ele é muito triste com um final que nos deixa revoltado, e que com certeza pode servir de inspiração para que várias pessoas busquem outras formas de justiça. Recomendo que quem for assistir se prepare para um final nada animador.





Escrito por Fábio Campos

Posted by Pasteleiro On 10:00 1 comentários

DOCES DA MARINA - Histórias Cruzadas (2011)

Indicado ao Oscar em três categorias, Histórias Cruzadas conta a história das empregadas domésticas na década de 60, uma época em que o racismo reinava nas ruas de Mississipi e que essas trabalhadoras não tinham nenhuma perspectiva de vida. Porém, Skeeter (Emma Stone), revoltada com as atitudes da sociedade, decide escrever um livro com histórias contadas pelas próprias empregadas, sobre os ultrajes de suas patroas.





As indicações para Melhor Filme, Melhor Atriz (Viola Davis) e Melhor Atriz Coadjuvante (Jessica Chastain e Octavia Spencer) são mais do que merecidas. Aliás, todas as atrizes do elenco estão fantásticas, mesmo as que não foram indicadas. Viola me emocionou muito durante a maioria de suas cenas, e Octavia e Jessica, mesmo com toda a trama triste e revoltante do filme, conseguiram me fazer rir e aliviar a tensão.





O roteiro do filme faz com que o espectador pense sobre a situação dos negros, sobre a posição degradante que eram obrigados a ocupar e também mostra todas as humilhações que as empregadas sofreram das suas ‘elegantes’ patroas. Todas essas mulheres negras são batalhadoras no filme e tem a chance, graças a Skeeter, de colocarem todo o seu sofrimento para fora. Mesmo que anonimamente.





Indico esse excelente filme a todos que gostam de uma boa história, com conteúdo e boas atuações. Histórias Cruzadas está de parabéns, e conseguiu me emocionar fácil, já na primeira meia hora. Use essa trama também para refletir e pensar no racismo do nosso dia-a-dia, que mesmo em menor escala, ainda existe infelizmente.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

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SUCOS DO RODRIGO - A Different kind of truth

Quando li que o Van Halen iria lançar um disco de inéditas depois de trocentos anos, a minha reação foi das piores, pensava que ali ouviria o fim de uma das melhores bandas dos anos 70.

Me enganei, errei e rodei, pois A Different kind of truth é um petardo poderosíssimo!





Já de cara um soco respingando sexo na boa Tattoo(Uma das várias sobras de estúdio dos anos 70/80 que foram reaproveitadas), nessa é perceptível que a idade chegou a David Lee Roth, mas invés de buscar gritos e berros desnecessários o vocalista adaptou o seu vocal, deixando mais rouco e encorpado.




She´s a woman tem um som típico do ótimo, porém injustiçado, Womens and Children First, dá lhe a guitarra do Deus Eddie Van halen a frente tendo um acompanhamento moderado, porém preciso de Alex e de Wolf(Filho do Deus).





China Town....ahhh China Town, como é bom ouvir Eddie solando numa intro perfeita e depois uma porrada da bateria com baixo saltando e ali percebemos, o Van Halen voltou!

Bullethead e Outta space se destacam por serem precisas e trazem aquele Van Halen carregando no hard rock e indo até a beirada do que separa o estilo do seu irmão Heavy Metal.





Beats workin é uma espécie de resposta a Sammy Hagar, como se os 4 dissessem “É assim que se faz amigo!”.

A Different Kind of truth não é o que muitos pensavam, pois vai um pouco além do que se imaginava, mostrando um hard rock vigoroso e com muita vida.

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

PINGANDO ÓLEO - Cavalo de Guerra (2011)

O diretor Steven Spielberg é aquele que sempre primava pela capacidade de trabalhar o lúdico de maneira impar, fazendo com que o espectador tivesse uma eterna viagem na imaginação ou em outros mundos, quando punha o pé no chão jorrava em nossa face verdades, vide Império do Sol e A Lista de Schindler.





Em Cavalo de Guerra o diretor não consegue nem um nem outro, fica no meio termo dando ao projeto uma cara Disney. O começo do filme é recheado de belas cenas, corriqueiro nos grandes épicos produzidos por Spielberg, mas que pela história vazia parecem imagens jogadas ao nada.





O jovem Jeremy Irvine não tem o carisma necessário para carregar o filme nas costas, o que por mais absurdo que possa soar, o destaque fica para o CAVALO, isso não é uma piada.





O destaque que salva e não deixa o filme devendo são as ótimas cenas de guerra, que ali fazem o diretor do “cinemão” brilhar e leva o espectador a perceber porque Spielberg sempre foi o maior criador de sonhos de Hollywood.





Não é um clássico, alias adentra a categoria de escorregões por causa do seu visual Disney, mas vale por um projeto leve e família.


Escrito por Rodrigo Moia

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

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FRITOS NA HORA - Peixe Grande E Suas Histórias Maravilhosas (2003)

Misturar realidade com ficção dá certo? Provavelmente alguém teve um avô contador da historias que quando éramos pequenos enchia nossas cabeças de lendas e causos. A história de "Peixe Grande E Suas Histórias Maravilhosas" é praticamente uma ode da relação entre pais e filhos.





O longa conta à complicada relação de Will (Billy Crudup) e Ed Bloom (Albert Finney) seu pai, um grande contador de história que de tanto repetir suas histórias cheia de fantasias acabou irritando o filho, que cresceu frustrado e distante do pai, por ver nele um mentiroso.






O que me impressiona no filme é que os elementos de fantasia e realidade são muito ligados em diversos momentos não sabemos se as histórias contadas por Ed são realmente verdadeiras, um dos momentos que mais demonstra essa situação é na cena que Will vai limpar a piscina e um peixe se movimenta na agua, fazendo alusão às histórias de seu pai.





Outros elementos curiosos da história e parte sobre a cidade de Spectrum aonde conhecemos diversos personagens que aparecem em outros momentos da história como o poeta/ladrão e investidor Norther Winslow (Steve Buscemi) e a menina/velha Jenny (Helena Bonham Carter).

O interessante é a explicação que temos para a personagem dela que aparece na trama ora como uma bruxa que Edward Bloom encontra na infância e ora como uma menina que ele encontra como adulto.






Interessante também é a participação do personagem de Danny DeVito que é um dono de circo ambicioso (semelhante ao de "Agua para Elefantes") que explora o personagem de Edward Bloom ao extremo, mas que apos ter seu segredo revelado se mostra um homem de bom coração, ai claramente temos uma metáfora que o Edward mais velho fez com a relação com seu patrão.





Um personagem que assusta é o de Matthew McGrory que interpreta Carl o Gigante, o ator que é falecido (morreu em 2005 de causas naturais) tinha 2,29 metros de altura, e participou de outros filmes como "Rejeitados Pelo Diabo".





Recomendo Peixe Grande para quem quer relembrar seus tempos da Disney clássica em que magia e realidade eram quase uma coisa só, o interessante para mim do filme é que o final não chega a ser triste no fim, as fantasias de Bloom acabam deixando a cena final mais fantástica.


Texto escrito por Fábio Campos

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DOCES DA MARINA - Um dia (2011)

'Um Dia', baseado no livro homônimo, conta a história de Emma e Dexter, duas pessoas que flutuam entre a tênue linha da amizade e do amor. Com altos e baixos, ambos os personagens lutam contra seus próprios sentimentos e assistimos de camarote o vaivém da relação.





A história começa com o encerramento da faculdade, no dia 15 de Julho de 1988, e mostra Emma e Dexter embriagados e quase dormindo juntos. Porém, decidem ficar apenas no nível da amizade, nada além. Essa amizade, ao longo de 20 anos, se mostra frágil, graças ao sentimento amoroso entre os dois. Mas com diversos fatores interferindo, como trabalho, fama, casamentos e principalmente orgulho, Emma e Dexter falham ao demonstrar seus sentimentos.





Gostei muito do filme, é romântico, delicado, e acredito que seja fiel ao livro que lhe deu origem. Anne Hathaway e Jim Sturgess, juntos, tem muita química e fluidez, e na tela surgem como um casal que nos causa simpatia.





A trama não se encaixa bem como uma comédia romântica, é mais parecido com filmes como Cidade dos Anjos ou Diário de uma Paixão. A comicidade é bem escassa e, para um filme com Hathaway, isso é até raro, e bom, de se ver. Portanto, pegue a caixa de lenços, e divirta-se!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

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PINGANDO O OLÉO..- O homem que mudou o jogo (2011)

Sim, é clichê. Quem esperava que um filme de esportes com um líder (mesmo sendo interpretado por Brad Pitt) seria criativo, no mínimo nunca ligou a televisão na Sessão da Tarde.





O filme que é bastante técnico, mas que não chega a estragar a trama, afinal simplificando Peter Brand (Jonah Hill) cria um sistema que analisa os jogadores de beiseball e aponta quais vantagens eles tem e quais combinações seriam interessantes para um time campeão. O personagem do Brad Pitt é Billy Beane, um cara que contrata jogadores para os times (algo como o que o Eduardo Maluf e o Rodrigo Caetano) fazem no futebol e basicamente eles pegam um time que está uma porcaria e transformam ele em um time competitivo. Já vimos exemplos assim aqui no Brasil, como a equipe do São Caetano de uns anos atrás.





Bem, voltando ao filme, tenho que destacar que Brad Pitt está muito bem no papel principal. Um adendo sobre esse ator é que acho ele muito esforçado, o cara não usa só a aparência para fazer filmes, ele tenta se inovar e buscar papeis interessantes e diferentes de outros atores que só sabem fazer o mesmo tipo e usar o rosto bonito “COF Tom COF COF Cruise”. Ainda no elenco temos o gordinho Jonah Hill, que está fazendo sucesso com seu jeitão de bobão, sempre dá uma empatia.





Ainda no elenco está Philip Seymour Hoffman interpretando o técnico do time, mas está muito apagado no longa, parece que envelheceu muito depois de "Tudo Pelo Poder". Creio que foi a maquiagem que deixou ele assim, mas mesmo assim fica complicado reconhecê-lo.





Então é isso pessoal, o filme é divertido, apesar de “clichê”, dá para reunir a família e vocês podem assisti-lo sem medo, nem cena de beijo tem, é aquele estilão que algum dia vai passar na Sessão da Tarde mesmo. Para quem for assistir repare como o Brad tá parecido com o Robert Redford no filme, já até falei disso aqui, mas acho que vale ressaltar.





Escrito por Fábio Campos

Posted by Pasteleiro On 10:00 1 comentários

PASTEL DELIVERY - Sherlock Holmes (série)

Faltam adjetivos no dicionário para descrever a série da BBC, Sherlock. Desde sua primeira temporada, em 2010, os personagens, o enredo, as falas e a modernização de um personagem que sempre fora retratado nos séculos XIX e XX, me cativaram de um jeito inexplicável. Pensei que fosse a única, mas ao pesquisar sobre a série, logo após seu lançamento, percebi que ela foi rodeada de elogios, a todos seus aspectos, logo no primeiro episódio. O único pesar é que ela apresenta apenas três episódios por temporada!





Benedict Cumberbatch se encarrega de interpretar o detetive principal. Diferentemente de Robert Downey Jr, que o interpreta na tela grande, Cumberbatch mostra um Holmes mais introspectivo, intelectual e direto nas palavras. Ambos atuam perfeitamente dentro do papel, mas é interessante observar diferentes visões de um só personagem e, pessoalmente, eu não saberia qual escolher como favorito. Já pensei nisso diversas vezes e não cheguei a uma conclusão concreta.





Já John Watson é interpretado por Martin Freeman, que também faz um brilhante trabalho como ‘escudeiro’ de Holmes. Nessa versão para a televisão, a interação entre os dois personagens é ainda maior do que a do cinema, e os roteiristas, brilhantemente, deixam escapar algumas piadas sobre Holmes e Watson serem um casal, o que deixa Watson louco.





O roteiro é muito bem escrito e a adaptação beira a perfeição. Os diálogos também são dignos de atenção, e muito, muito interessantes. Cada ator foi escolhido a dedo e encaixam-se dentro de seus personagens como uma luva. Outro fator que me chama a atenção são as anotações na própria tela com os pensamentos de Sherlock. Uma maneira inteligente para que nós não fiquemos perdidos dentro da mente rápida e brilhante desse peculiar detetive, Sherlock Holmes.





Texto escrito por Marina Moia