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BIRDMAN O GRANDE GANHADOR DO OSCAR

Leia o que achamos do filme que ganhou os prêmios de melhor filme e diretor

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TIM BURTON UM GÊNIO DESGASTADO?

Um grande diretor em um mau momento ou sempre uma enganação?

OSCAR 2015 - Tudo sobre a premiação

Tudo que você sobre como foi a premiação

QUEM VOCÊ MAIS ODEIA EM GAME OF THRONES?

Vejam a lista dos personagens mais perversos da série

terça-feira, 10 de julho de 2012

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Fido (2006)

Filmes com zumbi podem facilmente cair no ridículo e decepcionar. Mas e quando a proposta é justamente essa?




Em “Fido” o mundo teve que enfrentar os mortos vivos em uma terrível batalha: no início os humanos estavam em desvantagem, mas logos descobriram que atirar na cabeça das criaturas era a melhor forma de exterminar a zumbizada. Com a guerra vencida, as cidades ficaram protegidas dos mortos. Então, um professor espertão resolveu criar um colar que permitia controlar os zumbis, os fazendo perderem o desejo pela carne humana e se tornarem perfeitos para trabalhos braçais.




O longa é extremamente bizarro, e foca no solitário Timmy Robinson (K'Sun Ray), um menino rejeitado por todos, que encontra no zumbi Fido (Billy Connolly) um amigo para todas as horas.




“Fido” se passa nos anos 50, então são vários personagens conservadores como o pai do Timmy, um típico americano careta da época, já sua esposa Helen Robinson (Carrie-Anne Moss) é Uma esposa reprimida que tem que se mostra inicialmente fútil e depois uma mulher carente de atenção.





O filme vale a pena por ser extremamente cômico - e ainda tem algumas cenas com sangue para lembrar como esses zumbis apesar de engraçados são perigosos. Eu recomendo e muito para quem está em busca de uma comédia.


Escrito por Fábio Campos





terça-feira, 3 de julho de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 2 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Enterrado pela arrogância

One more night, barulhinhos eletronicos, vocais fanhos e altos demais a frente e assim somos apresentados a Overexposed, novo disco do Maroon 5.





Quando Songs about Jane saiu, lembro-me de ouvir aquilo e achar interessantissimo uma banda que soubesse flertar com o blue eyed soul e ainda entregar um disco pop delicioso e depois de 3 discos em sua discografia pergunto: Onde foi parar essa banda?

É impressionante observar o que os flashes e fama fizeram com o Adam Levine, poucos tem um ego tão inflado que nem o vocalista do Maroon 5 e isso se reflete nas músicas e transforma qualquer laçamento dos americanos em um disco quase “solo” do arrogante vocalista.

Gostaria de perguntar ao quinteto qual a diferença de Payphone para uma música do The Wanted por exemplo. Ou o que eles queriam com Daylight e sua levada extremamente brega!




Lucky Strike era para repetir Moves like Jagger (uma das músicas mais cretinas do ano passado), mas acabou acertando os sons pobres do pop atual.

Tudo em Overexposed é forçado e forjado em estúdio para agradar a massa e com certeza acertará em cheio, com a somatória de pop vagabundo e a imagem de pseudo superstar de Adam Levine, porém aqueles que pensarem um pouco mais e ouvirem com mais atenção perceberão uma banda em decadência e atingindo o fundo do poço em sua carreira, por isso, por favor, Sr.Levine, deixe seu ego do lado de fora do estúdio e lembre aquele cara que gravou o bom Songs about Jane, ele terá muito a lhe dizer.




Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - American Pie: O Reencontro

Sabe aquele seu amigo que você conhecia quando era adolescente e ele adorava zoar, e então você cresceu, perdeu contato, acaba o encontrando na rua um dia por acaso e para sua surpresa ele continua do mesmo jeito? Pois bem, assim é “American Pie: O Reencontro”.




O filme continua a história do segundo filme, o terceiro é quase ignorado, só restando dele o casamento do Jim (Jason Biggs) com a Michele (Alyson Hannigan), e uma referência que um dos personagens faz a tal episódio. Como resultado, quem mais perdeu é o Stifler (Seann William Scott), que no filme anterior tinha amadurecido e agora tem que novamente aprender a lição de ser menos idiota.




O mais legal de “American Pie” é que grande parte dos personagens dos filmes originais estão presentes, mesmo que seja em participações pequenas, apesar dos atores estarem mais velhos, o tom de comédia adolescente continua forte.




Eu sou fã da franquia e assisti a todos os originais, dei muita risada em especial com a piada do Adam Sandler, só espero que não tentem forçar demais com a franquia que em alguns momentos já dá alguns sinais de desgaste.






Escrito por Fábio Campos


segunda-feira, 2 de julho de 2012

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SUCOS DO RODRIGO - Sem rumo e perdidos.

Quando o Hybrid Theory saiu todos ficaram pasmos com a capacidade do Linkin Park em somar o New Metal ao pop e soar com uma qualidade acima da média na epoca.
Doze anos se passaram e me pego perguntando para onde essa banda vai.





É necessária a evolução sonora e todos tem que passar por isso para alcançar uma carreira longinqua e estavel, porém para o Mike Shinoda e Cia o caminho tomado foi o errado.




Lost in Echo dá uma falsa impressão que a banda finalmente acertou na somatoria do rock ao eletronico que vinham praticando, pouco tempo depois somos surpreendidos por mais um aborto sonoro na péssima In My Remains e ali vemos que a banda não conseguiu amadurecer mesmo.




Lies Greed Misery tem um pouco de bandas novas como Enter the Shikari, mas é pouco, logo depois vem à péssima I´ll be gone e seu som horroroso de pop fabricado.
No final das contas Living things virou uma junção de pop com roupagem rock, atitude zero e uma banda perdida sem saber o que fazer o que é uma pena.




Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Parindo Barulho a Forcepes

Fear Factory sempre foi um patinho feio no meio do metal. Uns amam outros tratam com desdém o metal industrial dos americanos e alguns chegam a classifca los como New metal, o que é um grande absurdo.




Sem ouvir os criticos e focando no que bem entendem, os músicos se trancaram no estúdio e jogaram ao mundo mais um conjunto de barulhos, guitarras altas, baterias programadas e vocais berrados e olha, na opinião desse que vos fala temos em mãos um dos grandes discos de metal do ano!





The Industrialist abre com a faixa titulo cuspindo sangue e com uma intro que lembra em partes ao metal mais tradicional que após uns segundos já desemboca no som mais industrial dos infernos tipico da banda!




God Eater é um som eletrônico que poderia muito bem constar nos primeiros discos do Nine Inch Nails no periodo em que Trent Reznor se interessava por barulhos, já Depraved Mind Murder carrega um som próximo ao do Pantera e aí é ponto para Dino e seus parceiros!


Reduzidos a um trio com Dino Cazares sendo a cabeça por trás da máquina, The Industrialist tem em suas engrenagens sons maiores de guitarras que muitas vezes soam como uma sucessão de riffs agressivos e rápidos que colocados lado a lado com os sons eletronicos dão uma qualidade impar ao projeto e isso se deve em partes a Dino.

Para ouvir o novo disco do Fear Factory é necessário se despir de preconceitos e até de opiniões formadas sobre o metal industrial, para quem praticar esse exercicio será muito bem recompensado.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

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SUCOS DO RODRIGO - Pedido de benção dos mais velhos

Três artistas de música negra em três momentos distintos, assim podemos definir Usher, Chris Brown e R.Kelly.

O primeiro quer renovar o seu público e conseguiu isso através da sua parceria com Red One, David Guetta e outros paries da música eletrônica.

Looking for Myself traz logo o cartão de visitas em Can´t stop Won´t Stop uma tipica música parida por Will I Am e sua qualidade vazia.





Scream da sequencia e carrega em pastiches do cenário eletro pop atual e leva Euphoria e Numb para o mesmo caminho.




Mas nem tudo é perdido, ali ainda existe um R&B meloso do começo da carreira, Climax e I care for you falam bem essa lingua, mas o que realmente salva o disco de afundar são às escondidas Twisted e a batida old tipica dos Neptunes e a semi rock com o pé no pop de Looking for myself que é produzida por Luke Steele do MGMT.





Do lado mais jovem do trio Chris Brown mostra uma imaturidade absurda e péssima em músicas que fogem do pop pegajoso do começo de sua carreira.

Turn up the music, Don´t wake me up e Trumpet Lights sofrem do mesmo mal que o disco do “irmão do meio” Usher, excesso de barulhos eletrônicos e influência do eletro pop em voga nos dias de hoje.

Quando permite a entrada de rappers Till I die (Big Sean e Wiz Khallifa) e Mirage (Nas) Chris dá um respiro de qualidade, mas é pouco e o disco afunda vergonhasamente.





R.Kelly enfretou processos de pedofilia, venceu todos e teve a sua carreira totalmente abalada e aí o que fazer? Simples, foi lá mexer nos discos da Stax e Motown e entregou disco de puro throwback soul!

Se Love Letter era puro Motown Write me back traz o som forte da Stax.




Love is já traz um som que leva todos para a pista e que faria Barry White extremamente orgulhoso.




Feelin Single e Lady Sunday tem cara de Stevie Wonder repaginado para os tempos atuais.





Lógico que Write me back passará despercebido do grande público, o que é uma pena, talvez seja porque Kelly se envolveu em casos de pedofilia ou principalmente, porque o mesmo se nega a cair na vala comum do eletro pop, mas o que fica mesmo dos três é que Chris Brown e Usher não querem crescer e só pensam e se manter no party, já R.Kelly mais maduro e inteligente procurou o caminho mais dificil da After party, ponto para o veterano.

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

PINGANDO ÓLEO - Madagascar 3 (2012)

Madagascar 3 começa com uma viagem, um sonho do Leão Alex em que ele e seus amigos estavam velhos e acabados no mesmo local e que os pinguins sumiram e não voltaram para busca los, pronto, nesses primeiros minutos o desenho ganhou a audiência adulta!




O filme da Dreamworks funciona com primazia de maneira alegre, cheia de cores como um grande caledóscopio colorido pop, que joga a crianças e adultos uma viagem de fantasia e por isso o maior acerto do projeto!




Hoje em dia agradar ao público infantil, que está cada vez mais exigente é dificil e tem ainda um agravante, como levar os pais ao projeto e agrada-los? Madagascar explica bem isso, é colorido, cheio de sons e com roteiro fácil para as crianças, com tiradas e humor rápido para pais e adultos.





A trilha é um fator de suma importância que sempre foi levado a sério na franquia, vide o famoso I like to move it do Rei Julien do primeiro filme, aqui acrescentando da voz rasgada e sempre engraçada de Chris Rock no medley Afro Circus/I like to move it, vale lembrar-se do personagem Chantel DuBrois que tem a sua voz dublada por Frances McDormand cantando Non, Je ne regrette rien (Edith Piaf) em um momento impagavel em que ali vemos um humor acido dos americanos em relação aos frances.





Dos últimos lançamentos de blockbusters direcionados ao público infantil Madagascar se destaca e acerta em cheio como o melhor da leva, levando aquele garimbo de diversão garantida para todos, crianças, adultos, leões, pinguins...


Escrito por Rodrigo Moia



quarta-feira, 27 de junho de 2012

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FRITOS NA HORA - Detachment (2011)

Ser professor é uma profissão complicada, você tem o poder de moldar a mente dos jovens e ajudá-los a se tornarem pessoas melhores. Porém, nos últimos anos, essa profissão antes tão expressiva tem cada vez mais se engessado, presa por alunos indiferentes, agressivos e pais que só querem empurrar o problema dos filhos para os outros.




Partindo dessa realidade crua atual, temos o cenário de “Detachment", um filme estrelado por Adrien Brody, um professor substituto cheio de amarguras do passado, que tenta ser indiferente ao universo que o rodeia.





O filme, diferente de outros tantos que são clichês quando tratam do assunto educação, é bem cruel e mostra exatamente a realidade nas salas de aula. Em uma cena vemos uma aluna cuspindo em uma professora, e em outro um dos alunos arremessa a pasta de outro professor.





“Detachment” tem ainda um grande elenco que conta com Marcia Gay Harden, James Caan, Christina Hendricks, Lucy Liu, Tim Blake Nelson e William Petersen. Aviso que o filme é bom, mas não é fácil. Ele lida com vários temas, e as vezes tem um tom arrastado, que faz com que você quase desista do filme, porém a mensagem e a forma como as coisas vão se conectando durante o filme fazem valer a pena.






Escrito por Fábio Campos

terça-feira, 26 de junho de 2012

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FRITOS NA HORA - Catch.44 (2011)

O estilo do Tarantino tem muitos fãs e isso acabou gerando diversos filmes que tentam copiar esse estilo, porém como qualquer cópia nenhuma consegue ser totalmente eficaz.





Catch 44” é outra tentativa de explorar esse segmento, o resultado é uma miscelânea de personagens. A trama mostra a história de três irmãs criminosas que acabam caindo em uma armadilha em um dos seus assaltos. O longa fica indo e voltando no tempo, mostrando a história através da visão de diversos personagens, a cada momento descobrimos um pouco mais da trama.





No elenco temos atores consagrados como Forest Whitaker e Bruce Willis, o primeiro está muito bem em um papel que lembra um pouco o personagem principal de “Onde os Fracos não tem vez”, já o segundo está mais largado e parece que os anos não foram gentis com ele, deixando seu visual bem acabado.






Recomendo para quem gosta do estilo Tarantino, mas aviso que ele não é nada inovador, e algumas vezes chega a ser confuso e chato, em especial nas cenas que envolvem as três irmãs.





Escrito por Fábio Campos




segunda-feira, 25 de junho de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - A Teoria do Caos (2008)

Ryan Reynolds não é um bom ator, ele as vezes tenta fazer algo de diferente, mas a sua cara de bobo, e seu recurso de tirar a camisa ou fazer piadinhas o sustentam no mundo do cinema. Em “A Teoria do Caos” ele buscou ser diferente, fazendo uma comédia romântica em que não fica tão clichê assim sua atuação.





A história é centrada em Frank Allen (interpretado por Ryan Reynolds) que é obcecado por desenvolver listas para tudo, extremamente organizado e sempre atrás das melhores escolhas na sua vida, ele tem que enfrentar uma situação em que todas as suas decisões são colocadas em xeque.





O papel principal poderia facilmente ser feito por Jim Carrey, afinal a trama é muito parecida com “Sim Senhor” e “O Mentiroso”, aquela história básica de um cara que tem uma vida perfeita e que do nada ele tem que mudar completamente.





Eu indico o filme para quem gosta de comédias românticas ou gostou dos filmes que citei acima, mas ressalto que Reynolds não tem um terço da carisma do Sr. Carrey, o que provavelmente deixa o filme com aquele perfil mais bobinho.





Escrito por Fábio Campos

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Fúria de Titãs 2 (2012)

Imagine o processo para analisar a continuação de um filme. Eu, pelo menos, penso em algumas etapas, como:

A) O filme deu lucro?
B) O enredo deu margem para uma continuação?
C) Existe a necessidade de uma continuação?
D) E finalmente, temos história para uma continuação?

Bem, creio que só a primeira pergunta foi respondida quando resolveram fazer a continuação de “Fúria de Titãs”. Se o primeiro longa já era fraco e com uma trama péssima, a sequencia não iria melhorar muito.





Eu assisti o primeiro filme no cinema com um certo receio, pois era fã do original, além de ter assistido em 3D (não sou fã de filmes com esse recurso), só tinha 3 cenas que utilizavam dessa “tecnologia revolucionária”, nem preciso completar dizendo que sai tremendamente decepcionado da sala.





A continuação volta a focar na figura de Perseu (interpretado pelo canastrão Sam Worthington) que agora cansado de lutar, resolveu virar pescador e educar seu filho, porém as forças do Olimpo o convocam novamente para impedir a volta de Cronos.





Do elenco só vale destacar os excelentes Liam Neeson e Ralph Fiennes, que respectivamente nos papeis de Zeus e Hades entregam um pouco, mas bem pouco de drama a história. Os outros coadjuvantes são péssimos, e não servem para nada.





A minha recomendação fica para quem curte efeitos especiais, esse pessoal com certeza vai adorar o filme, só recomendo que não esperem muito da história, é um roteiro bem básico e cheio de clichês.



Escrito por Fábio Campos

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Quando o teatro se abre e as lágrimas acompanham

Ser designado para analisar o Teatro Mágico é uma tarefa árdua e muito complexa, talvez pela música inclassificável (no itunes, por exemplo, consta como “LATIN MUSIC”), ou pela poesia, que se não for vivida não tem sentido, até pela adoração desmedida dos fãs, tudo ali impressiona e confunde.






Em entrevista com Fernando Anitelli (o dono do circo, proprietário do teatro e, porque não, o guia daquelas almas sensíveis que buscam ou buscavam alento em canções puras), o questionei sobre motivo da base de fãs do Teatro Mágico ter aumentado, o mesmo disse “deve ser porque o Teatro Mágico não surgiu do nada, não entramos em uma casa e ficamos lá alguns meses e saímos artistas, não, fomos batalhando, indo de porta em porta, em um trabalho de formiguinha. Conversando com o público e explicando os ‘porquês’ e ‘pra quês’, isso acabou se revelando e refletindo na sonoridade, nas músicas e isso amadureceu a banda, amadureceu o público e continuamos amadurecendo juntos e eles sabem que queremos amadurecer sempre”.

Mas será que esse público amadureceu junto à banda mesmo, Fernando? Quando um artista diz que amadureceu isso raramente tem ligação direta com o seu público, poucos conseguem esse amadurecimento conjunto.

Contudo, o Palhaço tem razão sim, em partes. Ao assistir o show do Teatro Mágico é visível que o público não é somente feito para comprar, baixar ou cantarolar as músicas, os seus fãs são parte vital do espetáculo, as vozes e adoração ali empregadas são um “instrumento” a mais ou até, porque não, uma ação circense de amor e devoção.






O show da banda em Sorocaba/SP, de certa forma, me jogou para dentro do circo, mesmo com o som péssimo do local, infraestrutura de mediana para baixo, banda e fãs numa sinergia que já chegou ao ápice no começo do show, com uma poesia sendo lida e dividida entre homens e mulheres do recinto, lógico que o Fernando foi às lágrimas sinceras de agradecimento por tamanha atitude de amor.

Fernando ainda me confidenciou um encontro dele com Milton Nascimento, onde o pai do clube da esquina teria ouvido uma versão feita pela banda para uma de suas canções, alguns artistas tratariam isso com ato de arrogância ou de que chegaram até o topo musical, mas não o Palhaço, ele vê aquilo com naturalidade absurda, parecia que estava me contando uma história do dia que tocou com um músico de boteco.

O mesmo músico que troca figurinhas com Milton Nascimento é um dos ativos políticos da música nacional. Durante a entrevista, ao indagá-lo sobre a política e o embate que alguns poucos resolveram assumir, o mesmo me disse: “o embate político é necessário, estive na CPI do ECAD recentemente discutindo a função do mesmo e vejo que arte é política, não tem como desconstruir isso aí. Fazer arte é fazer política, não precisa ser uma coisa chata, mas tem que ser algo que provoque, questione, pode até ser feito com alegria e brasilidade, mas que seja feito nesse âmbito”.





Ao término do show era visível nos rostos uma sensação de dever cumprido, como se os presentes tivessem subido ao palco, tocado, cantado ou feito alguma ação circense e isso impressiona!

Para muitos de nós, o Teatro Mágico pode ser mais uma banda do cenário nacional, mas para Fernando Anitelli e seus seguidores aquilo é uma parte fundamental de suas vidas, é a continuação da alegria que eles guardaram durante meses e esperam o show para explodir em um êxtase conjunto, transformado em uma catarse de felicidade que se traduz em canções!





É Fernando, melhor o senhor aumentar o tamanho da tenda, pois, além de suas músicas, existem alguns milhares de artistas chamados fãs querendo participar desse carnaval circense.


Agradecimento a fotografa Thais Medeiros