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BIRDMAN O GRANDE GANHADOR DO OSCAR

Leia o que achamos do filme que ganhou os prêmios de melhor filme e diretor

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

FRITOS NA HORA - Contágio

Contágio é com certeza um dos melhores filmes que eu vi em 2011, uma tarefa que pode ser considerada fácil se considerarmos o elenco, afinal temos Gwyneth Paltrow, Matt Damon, Laurence Fishburne, Kate Winslet e Jude Law todos se não atuando de forma convincente sendo pelo menos medianos no filme.





A trama acompanha um vírus e a forma como ele se espalha ao redor do mundo, dessa forma temos o paciente zero (a primeira pessoa infectada) na figura de Beth Emhoff (Gwyneth Paltrow) que ao voltar para casa começa a alastrar a epidemia por sua cidade.





O interessante do filme são as frentes que Steven Soderbergh utilizou para contar a história, para entendermos como a população reage à doença temos a visão de Mitch Emhoff (Matt Damon) marido de Beth e imune ao vírus, dentro da esfera médica a coisa gira em torno da médica de campo Erin Mears (Kate Winslet), do responsável pela Centro de Controle de Doenças Ellis Cheever (Laurence Fishburne) e pela pesquisadora Ally Hextall (Jennifer Ehle), e ainda temos a investigação para descobrir o foco da doença comandada por Leonora Orantes (Marion Cotillard) e por fim o meu personagem preferido no filme o repórter inescrupuloso Alan Krumwiede (Jude Law).






O que me chamou a atenção é que a história é bem conduzida sabendo cortar para cada ponto das história de forma que vários assuntos são tratados em diversas esferas do filme, para vocês terem uma ideia entre os temas de destaque temos desde a ética na medicina, a especulação financeira e a relação das pessoas durante as crises.





O maior problema em minha opinião do filme é como ele foi vendido, quem ia no cinema estava esperando um blockbuster, coisa que não aconteceu à pegada aqui não é um filme de ação com doença como foi o caso de "Epidemia" outro filme do gênero, a pegada aqui é mais explorar as relações humanas e tratar de temas delicados.





Eu recomendo "Contágio", mas já aviso se espera um filme de ação ou uma trama ágil cheio de reviravoltas vai acabar caindo do cavalo, a força do filme está em tratar de diferentes temas que fazem você pensar.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 0 comentários

PASTEL DELIVERY - O lado negro do humor

Se no Brasil a patrulha do humor adora criticar todos que fazem uma graça mais “pesada” ou crucificam aqueles que têm mais acidez em suas palavras, no resto do mundo isso não ocorre.





Na Inglaterra existe um gênio e ele se chama Ricky Gervais, responsável pela criação do The Office tanto no Reino Unido como nos EUA, ele sabe muito bem aonde tocar e o que irá provocar mais a audiência. Agora ele acertou em cheio, escrevendo, produzindo e atuando em boa parte dos episódios.






Life´s too short é uma série que acompanha o dia a dia do ator Warwick Davis famoso pelo filme Willow (Que descobrimos no decorrer dos episódios que só deve ter sido sucesso aqui no Brasil) e que trabalhou em alguns filmes principalmente como suporte em cenas... Sim, suporte de cenas, sabe por quê? Ele é anão e tá ai toda a graça.





Warwick sabe muito bem fazer rir das suas agruras levando os telespectadores às gargalhadas. Ali podemos ver que o grande preconceito está no que você tem o seu poder perante a sociedade, quando se perde tudo você se torna um nada, no caso de Davis, se torna algo menor ainda.





Alguns famosos fazem uma ponta com cenas hilárias, Johnny Depp, Liam Nesson e Steve Carell para esse que vos escreve são os destaques, principalmente o segundo com seu jeito carrancudo e sério, até Sting participa sendo zoado e muito por Ricky Gervais.




Life´s Too short não é fácil que nem Modern Family, inteligente que nem The Office, mas é a melhor série de humor negro da atualidade, para quem curte corra assistir!

Texto escrito por Rodrigo Moia

Posted by Pasteleiro On 10:00 2 comentários

PINGANDO OLEO.. - Precisamos Falar Sobre o Kevin

Na mitologia Equidna era uma criatura monstruosa que deu origem a vários filhos monstros, sendo ela mãe, por exemplo, de Cérbero, Hidra de Lerna, Quimera entre outros. Em "Precisamos Falar Sobre o Kevin" Eva Khatchadourian (Tilda Swinton) é uma mãe que sofre com o ódio de toda a cidade por culpa de seu filho, um garoto com problemas que cometeu um massacre na escola que estudava.






Assim como Equidna, a personagem de Tilda Swinton também gerou um monstro, porém a grande questão do filme é a questão se Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) já nasceu assim ou se tornou dessa forma por sua mãe, durante todo o filme temos fatos que podem elucidar essa teoria, a forma como a mãe é única que parece enxergar um monstro no filho ou fazendo o papel de acusador o fato de que Eva era um espirito livre e via Kevin como ancora em sua vida. Eu particularmente não soube apontar ao final do filme quem realmente foi culpado pelo garoto se transformar em um psicopata.






O interessante é que o filme não permite fazer um julgamento mais amplo, afinal nunca temos uma opinião formada para julgar, em diversos momentos somos levados a crê que Eva é a verdadeira vitima, uma mulher solitária que está sendo marginalizada pela cidade toda, mas quando vemos sua relação com seu filho constatamos em alguns momentos que ela não foi um primor de mãe, isso que torna esse longa ainda mais interessante, além do tema delicado.






Em relação à atuação eu particularmente achei brilhante a atuação de Tilda Swinton, que está simplesmente perfeita no papel de Eva, outro ator de destaque é Ezra Miller, que realmente soube passar para a tela toda a áurea de um garoto com problemas, uma surpresa no filme é John C. Reilly em um papel sério, o ator é mais conhecido por comedias e aqui ele se sai bem em um papel mais maduro.





Eu recomendo o filme, mas adianto que é parado em alguns momentos e também não é fácil de entender, além disso, ele não mostra muitas respostas, prefere que você tire por si mesmo.






Uma informação importante é que o filme é baseado em um livro chamado "Precisamos falar sobre Kevin" escrito por Lionel Shriver e que ainda bem, não é baseado em fatos reais, eu não li ainda, mas foi recomendado por diversos amigos e por isso fui atrás do filme.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 0 comentários

FRITOS NA HORA..-Tudo pelo Poder

Engraçado sobre os filmes que mais tem algo a dizer é que são os menos divulgados, deve ser por isso que eu não tinha visto nenhuma chamada ou mesmo anúncio do filme "Tudo pelo poder" o atual longa de George Clonney, que praticamente mostra de uma forma crua e visceral como funciona a politica.





Em "Tudo pelo poder" acompanhamos uma campanha politica de um candidato à presidência dos Estados Unidos Mike Morris (George Clooney) através da visão de um jovem idealistas Stephen Myers (Ryan Gosling) que aos poucos vai descobrindo que o mundo da politica não dá brecha para inocentes.






Uma coisa interessante do filme é que ele começa com uma imagem de otimismo, realmente é possível chegar a confiar no discurso do personagem de George Clooney e apesar de sermos alertados assim como o personagem de Ryan Gosling, queremos acreditar naquelas palavras (efeito Obama?), porém a todo o momento surge alguém que nos lembra como é a politica é suja, seja esse catalizador o personagem de Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti ou Marisa Tomei, ao final a história vai se desenvolvendo de forma que vamos perdendo a inocência assim como o personagem principal com certeza mérito do roteiro e diretor.





O elenco é estrelar só pelos nomes que fui transcrevendo já dá para ver o potencial, mas apesar de tantas boas atuações o mérito fica todo por conta do jovem Ryan Gosling que com certeza vai ser indicado ao Oscar, tendo em vista que fez vários bons trabalhos esse ano.





Fica a minha dica para quem quer uma trama boa, que além de mostrar como funciona os jogos por trás da politica é cheia de dinamismo e reviravoltas.


Posted by Pasteleiro On 10:00 2 comentários

PASTEL DELIVERY - O filho que John Wayne sentiria orgulho

Estreou nessa nova temporada de séries uma grata surpresa da AMC chamada Hell on Wheels. Com visual estonteante, boa direção e argumentação fantástica, o canal acertou em cheio ao dar aos fãs do bom faroeste uma série de qualidade irrepreensível.





Como um vizinho invejoso a AMC ficou sentada a meio fio com um binóculo só observando os passos do gigante dos canais a cabo HBO fazia e anotou trecho por trecho e com isso fez tudo para que sua série alcançasse o mesmo nível da rival.






Aproveitando atores sem experiência na telinha, fora o bom Colm Meaney no papel do sem vergonha e inescrupuloso Doc Durant, a cada episódio somos brindados com um bom desenvolvimento de cada personagem.






Ason Mount interpreta Bohannon uma espécie de filho perdido de todos os personagens que Clint Eastwood fez no cinema, mas sem lógico o mesmo brilho e genialidade, tendo como parceiro de cena o rapper Common, que surpreende no papel do ex-escravo Elam.





É para prêmios? Difícil ou improvável, ela não tem o apelo “adulto” da chatérrima Mad men ou o nível de Breaking Bad, mas tem “bala” para durar muitas temporadas, basta os produtores e autores manterem essa qualidade da primeira temporada.




Artigo escrito por Rodrigo Moia

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Posted by Pasteleiro On 17:00 1 comentários

FRITOS NA HORA - Transformers 3

Nunca fui fã de "Transformers" e muito menos de Michael Bay o seu "explosivo" diretor, mas tenho que dar o braço a torcer, dessa vez ele se superou. O filme que sempre teve um roteiro raso apoiado em robôs se espancando e nas coxas da Megan Fox dessa vez conseguiu ser ainda pior.





Como alguns sabem e outros não, a Megan brigou com Michael Bay o comparando ao Hitler. Não tenho méritos para falar se realmente ele é chato e exigente no estúdio, mas o que posso garantir é que ele gosta mesmo é de explodir as coisas, afinal a cada 5 segundos de filme alguma coisa explodia.




A história é a mesma dos outros filmes, um bando de robôs que se disfarçam de carros atrás de um artefato perdido e para isso contam com a ajuda dos sempre prestativos americanos, que em troco os usam para matarem rebeldes árabes...sério, tem uma cena com isso no filme e o pior todo mundo acha muito normal.

No elenco recheado de "medalhões" temos o Shia LaBeouf de volta no seu papel do garoto Sam (quem disse para esse carinha que ele tem talento?) Uma torta com uma cara feliz é melhor que ele, mas fazer o que? Pois bem, como a Megan não pode voltar no filme resolveram a situação colocando outra gostosona, uma tal de Rosie Huntington-Whiteley que nunca tinha feito porcaria nenhuma. A única contribuição dela no filme é ficar mostrando as curvas e fazendo caras e bocas.





Mas claro que um filme desses tinha que ter um elenco inchado, então espere pela presença de vários atores reprisando seus papeis de outros filmes como Josh Duhamel, John Turturro, Tyrese Gibson e Kevin Dunn.





Quem se junta a patota é aquele oriental baixinho Ken Jeong de "Se Beber Não Case" em uma participação bem bacana mas mínima. Além disso Frances McDormand e John Malkovich chegam ao fundo do poço com o filme. Sério mesmo, nunca imaginei esses atores tão reconhecidos num filme tão porcaria. Antes que me esqueça, a mulherada que gosta de homens maduros tem o Patrick Dempsey de "Greys Anatomy" fazendo o papel de um vilão digno do roteiro.





Sinceramente não recomendo em nada o filme e é uma vergonha que tenha feito tanto dinheiro como fez, ele foi uma das maiores arrecadações do ano, e olhem só pessoal, tem uma cena do personagem do Shia LaBeouf em que ele praticamente imita um episódio do Chapolim. Para quem não associou é a cena em que a mão dele é controlada por aliens depois de por um relógio.





Finalizando a minha opinião digo para todos este é o pior filme do ano, efeitos especiais nota dez, mas roteiro nota zero, atuação nota zero e originalidade também. Vá assistir Serbian Movie ou Centopeia Humana que pelo menos você se choca um pouco.

Posted by Pasteleiro On 10:00 0 comentários

SUCOS DO RODRIGO - Os melhores em um ano de poucas novidades...

O ano de 2011 ficará como aquele mais ou menos... “Tivemos um ano que foi mais ou menos para o estilo x” sendo que na verdade foi igual para todos os estilos, sem discos assombrosos e ainda vivendo da nossa história de amor com os grandes clássicos, vide o aniversário do fundamental Nevermid.

Tentarei nas próximas humildades linhas definir os melhores do ano:

Protest the hero - Scurrilous: Metal, progressivo, pop e mais o que vier com andamentos desconcertantes, coisa fina e que surpreende a todos que resolvem mergulhar na cabeça maluca desses 5 canadenses.






Rival Sons-Pressure and time: Rock com cheiro de anos 70 e muita testosterona, não é igual, mas pode ser considerado rebento direto do Led Zeppelin.






Von Hertzen Brothers-Stars Aligned: Da Finlândia vem uma das melhores coisas de 2011, um progressivo que passou pelo moedor de carnes do rock e mandou essa pérola, ouça agora é urgente.





Joe Bonamassa - Dust Bowl: Rock, Country e blues numa sacola cheia de riffs e solos emocionantes, Joe adentra o hall de melhores guitarristas do mundo.





Beyonce-4: Misturando produtores conhecidos com meros mortais, Beyonce fez o melhor disco pop do ano, principalmente por causa de Countdown uma saborosa sobremesa pop.






Coldplay-Mylo Xyloto: Se Every Teardrop is a Waterfall não impressionava o restante do disco carrega em excelentes melodias e certa tristeza latente trazida por histórias de um mundo em crise.






Drake-Take care: Batidas tristes, rimas sinceras e muito pop temperado ao rap fazem desse disco um item necessário em qualquer lista.





Adele-21: Difícil não se emocionar com qualquer faixa dessa obra feita nos mínimos detalhes! Adele resolveu ao invés de soltar berros típicos das cantoras atuais em colocar a alma em cada faixa, definitivamente um clássico pop.





Common-The dreamer the Believer: Rap feito com esmero, sem tiros ou balas perdidas.






Kanye West e Jay-z-Watch the throne: Sem sombra de dúvida o melhor disco de rap do ano.





Criolo - Nó na orelha: Enquanto a MPB anda moribunda, o rap nacional anda a passos largos, disco maravilhoso com direito até a louvor por parte de Chico Buarque.






The roots-Undun: Um disco de rap conceitual? É isso? Sim amigos, e com isso o The roots lançou um clássico imediato vindo do underground.






Tyler the creator-Goblin: Ofensivo, repugnante e acima de tudo provocante!Tyler e sua banca mandaram um disco complicado, mas um dos melhores dos últimos anos.






Raphael Saaqdiq-Stone Rollin: Música negra de primeiríssima qualidade feita para a alma, surpreendente em todos os sentidos.





Black Keys-El camino: Mais negra a música da dupla ganhou muito mais poder que antes.






Trivium-In waves: O quarteto americano conseguiu gravar o maior disco de metal associável da face da terra, fundamental para quem curte.






Machine Head-Unto the Locust: Um soco na cara que você não sabe da onde veio só isso pode definir essa pancada. Andamentos quebrados, berros, refrões pegajosos, riffs marcantes, tudo é necessário nessa viagem.






Beth Hart and Joe Bonamassa-Don´t Explain: Blues, Soul, Rock em 11 faixas que merecem ser ouvidas como se fossem o melhor vinho do mundo, necessário em qualquer prateleira.






Discos do ano:

Noel Gallagher High Flying Birds: Noel Gallagher High Flying Birds: A cada audição, a cada nova percepção era visível que Noel havia criado um clássico, pop inglês, rock com raízes anos 60 dão um tom quase que memorável e com isso o Big brother saiu na frente do irmãozinho Liam!





Foo Fighters-Wasting Light: Uma banda conquista o Grammy, as paradas e o mundo, o que fazer após tudo isso?Ir para uma garagem e gravar o disco que melhor define o que é ROCK N ROLL.





Melhores músicas do ano:

Foo fighters-Walk: Guitarras e refrão poderoso e assim nasceu um clássico.





Noel Gallagher High Flyind Birds-The Death of you and me: Andamento parecendo uma parada típica de New Orleans e um refrão delicioso impossível não se entregar essa memorável faixa.






Lady Gaga-You and I: Mudando o andamento dance e eletro para um pop rock com fortíssimas influências de Elton John a maluca do pop acertou em cheio.






Coldplay-Hurts Like heaven: Pop que grita The Cure e traz um novo lado de Chris Martin e Cia.

Protest the hero-C´est La vie: Diferente de tudo que o rock ofereceu esse ano e só por isso precisa ser ouvido.

Radiohead-Supercollider: Uma sobra de estúdio... alias, que SOBRA de estúdio.






Criolo - Não existe amor em SP: Triste e que vai na veia de uma cidade que não para.

Beth Hart and Joe Bonamassa: I´d rather go blind: Em dias de chuva e após um fora essa faixa pode ser mortal, linda em todos os sentidos possíveis.